Coleta seletiva obrigatória em condomínios

Projeto de lei é direcionado a unidades habitacionais acima de 20 unidades

Através do Projeto de Lei Nº 23.431/2019, o deputado Paulo Câmara quer tornar obrigatória a coleta seletiva dos resíduos sólidos domésticos (RSD) em condomínios habitacionais, verticais ou horizontais, acima de 20 unidades, em todo o estado da Bahia.

A proposta prevê que os condomínios deverão disponibilizar recipientes para o descarte seletivo de papel, plástico, metal, vidros e outros materiais recicláveis, e que o processo poderá ser feito com a participação de cooperativas ou outros tipos de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.

“Este projeto vai elevar o padrão de sustentabilidade dos municípios e adaptar a população a uma nova consciência de como lidar com os resíduos sólidos, visando à preservação do meio ambiente. Além disso, vai fomentar a abertura de novas empresas e cooperativas de reciclagem no estado e, por consequência, a geração de emprego e renda”, destacou Paulo Câmara.

No projeto, Paulo Câmara faz menção às diretrizes previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), norma instituída há nove anos no Brasil. “A lei é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao país no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos”, disse em sua justificativa.

Tecnologia permite diversas formas de reaproveitamento de resíduos

Reutilização de Resíduos Sólidos - Vereador Paulo Câmara
Foto: Reprodução Consulplan – Vale do São Francisco

A forma mais conhecida de reaproveitamento do lixo é a reciclagem, mas a tecnologia permite que outras alternativas sejam usadas no reaproveitamento de resíduos. Além de contribuir para a diminuição do volume de lixo e ajudar na redução da poluição, essas técnicas podem inclusive promover a geração de renda.

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina a extinção dos lixões até 2014 e recomenda que o lixo seja destinado a aterros sanitários, além da redução da geração de resíduos. Apesar de os aterros evitarem a poluição do solo, não é a melhor alternativa em termos de reaproveitamento.

Veja agora algumas alternativas:

Recuperação dos resíduos sólidos: Trata-se da separação manual por tipo de resíduo, triagem, tratamento e posterior encaminhamento para o seu destino final. Pode ser o reaproveitamento por indústrias, reciclagem ou reuso.

Compostagem: Decomposição biológica do lixo orgânico, resultando na produção de adubo para o solo.

Digestão anaeróbia: Transformação do lixo orgânico sem utilizar oxigênio. O processo resulta na produção de gases combustíveis.

Incineração: Queima do lixo para geração de energia. Em países do norte da Europa esta tecnologia é utilizada em larga escala. A Noruega chega a importar resíduos para a produção de energia.

Coprocessamento: Processo de produção de energia para fornos industriais a partir dos próprios resíduos das fábricas.

Produção de combustíveis por trituração: O tratamento de resíduos também permite a produção de combustível, os chamados Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR). Estes produtos podem ser usados para fornos de cimento e para alimentar centrais de energia elétrica.

*Informações do Jornal Correio