Os milagres que fizeram de Irmã Dulce uma santa

São inúmeras as benfeitorias realizadas por Irmã Dulce ao longo da sua vida e, mesmo após 27 anos de seu falecimento, o legado de amor ao próximo que ela deixou se perpetua até hoje através das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Uma linda história em vida a fez tão venerada espiritualmente que milhares de graças foram atribuídas ao Anjo Bom da Bahia, como ela é carinhosamente chamada.

 

Dos milhares de milagres relatados por fiéis, dois foram reconhecidos pelo Vaticano por atenderem às quatro exigências de autenticidade: ter caráter preternatural, quando a ciência não consegue explicar; ser instantâneo, quando ocorre logo após a oração; além de duradouro e perfeito.

 

Seguindo os protocolos da Igreja Católica, um milagre teria que ser reconhecido para o processo de beatificação e outro para o de canonização. De tão bondosa, Irmã Dulce se transformou em santa, sendo a primeira nascida no Brasil. A cerimônia que a proclamará como “Santa Dulce dos Pobres” ocorrerá em Roma, no dia 13 de outubro, com celebração presidida pelo Papa Francisco.

 

Conheça os milagres que fizeram Irmã Dulce ser reconhecida como santa:

 

O primeiro milagre

O nome dela é Cláudia Cristina dos Santos, técnica administrativa, mas a sua identidade só foi revelada dez anos após o milagre. Era 2001, quando ela foi acometida por uma hemorragia pós-parto. Mesmo depois três cirurgias, o sangramento continuava por mais de 18 horas, segundo relatos do médico Sandro Barral. Moradora de Malhador, no estado de Sergipe, o parto foi realizado na Casa de Saúde e Maternidade São José, em Itabaiana, no mesmo estado. Sem mais esperanças pela medicina, foi então que, ao tomar ciência do caso, o padre José Almir, da cidade de Nossa Senhora das Dores, também de Sergipe, suplicou à Irmã Dulce a saúde da paciente.

 

Logo após as orações, Cláudia Cristina dos Santos foi encaminhada para a UTI de uma unidade hospitalar em Aracaju, onde se submeteu a mais uma cirurgia para a retirada das compressas que usava para atenuar o sangramento. Três dias depois ela recebeu alta do hospital e depois teve seu filho Gabriel Vinícius dos Santos Araújo, que hoje está com 18 anos. Este milagre foi reconhecido pela Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano em 26 de outubro de 2010.

 

O segundo milagre

A segunda graça foi reconhecida em maio deste ano, cuja publicação foi feita pelo canal oficial do Vaticano, o “Vatican News”, com o decreto que relacionou à Irmã Dulce mais um milagre.

 

A graça foi para o maestro José Maurício Bragança Moreira, de 50 anos, que voltar a enxergar depois de 14 anos. Ele fora acometido com essa deficiência em decorrência de um glaucoma severo. Se vendo diante de uma crise de conjuntivite viral em 2014, de acordo com informações divulgadas pela Arquidiocese de Salvador, ele dedicou as orações pela sua saúde para Irmã Dulce. “Eu passei a noite sem conseguir dormir e por volta das 4h eu peguei a imagem de Irmã Dulce, que fica na cabeceira da minha cama, e coloquei nos meus olhos e pedi a ela que aliviasse a minha dor, porque estava muito difícil, já que eu estava há quatro dias sem conseguir dormir”, revelou o músico durante sua apresentação pública, em Salvador, no dia 1º de julho.

 

Ao acordar, ele já tinha a sua visão de volta, indo de encontro a todos os diagnósticos da medicina e também do que diziam os resultados dos exames, que diagnosticaram lesões de uma pessoa cega. “Era um paciente que estava cego e que, de um dia para o outro, ele volta a enxergar, sem explicação”, garante Sandro Barral, médico das Obras Sociais Irmã Dulce e que foi perito inicial da causa.

 

O caso foi analisado por especialistas em oftalmologia, tanto de Salvador quanto de São Paulo, que examinaram o paciente e não encontraram explicação para a cura. Depois foi encaminhado para Roma, onde também passou por perícia de médicos, que também não constataram comprovação científica para o ocorrido. Uma comissão de teólogos e cardeais analisaram o caso na sequência, comprovando mais um milagre de Irmã Dulce.

 

Lei institui a Semana Estadual de homenagem e louvor à Santa Dulce dos Pobres

Esta é uma semana de grandes emoções para a Bahia e o Brasil. No próximo domingo (13), o Papa Francisco vai presidir a celebração da canonização de Irmã Dulce, no Vaticano, tornando-a a primeira santa brasileira. Após a cerimônia, ela será proclamada “Santa Dulce dos Pobres” cuja data litúrgica será 13 de agosto.

Para marcar simbolicamente este feito histórico, em especial para a Bahia, onde Irmã Dulce dedicou toda uma vida de amor ao próximo através de suas obras filantrópicas que atendem de forma humanizada a milhares de baianos, o deputado estadual Paulo Câmara elaborou um projeto na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) instituindo a Semana Estadual de homenagem e louvor à Santa Dulce dos Pobres. A Lei Nº 14.166 foi sancionada no último dia 26 de setembro.

A lei prevê a celebração anual no período de 13 de outubro, data da canonização de Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia. A proposta visa estimular atividades em homenagem à Irmã Dulce, com ações lideradas pelo poder público, a fim de reforçar a importância desta data para o calendário baiano.

Ao falar de toda a trajetória de vida de Irmã Dulce e da grandiosidade de suas ações, Paulo Câmara explanou a importância deste projeto para a Bahia. “Falar de Irmã Dulce é falar de suas obras e realizações. Tornar esta semana um período dedicado a lembrar dela é uma forma de eternizar a benfeitoria de suas obras para nós e também às gerações futuras”, destacou o deputado.

Dia Municipal – Em 2011, durante seu mandato como vereador de Salvador, o deputado Paulo Câmara criou o Projeto de Lei Nº 154/2011, que celebra em 22 de maio, na capital baiana, o Dia Municipal de Homenagem e Louvor à Beatificação de Irmã Dulce. A data remete ao dia da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce.

Paulo Câmara quer instituir a Semana Estadual de homenagem e louvor à Santa Dulce dos Pobres

Através do Projeto de Lei Nº 23.394/2019, o deputado estadual Paulo Câmara quer instituir a Semana Estadual de homenagem e louvor à Santa Dulce dos Pobres, a ser celebrada anualmente no período de 13 de outubro, data em que está marcada a canonização de Irmã Dulce, neste ano de 2019, em uma celebração que será realizada pelo Papa Francisco, no Vaticano, em Roma.

A proposta visa estimular atividades em homenagem à Irmã Dulce, primeira mulher nascida no Brasil a se tornar santa, com ações lideradas pelo poder público, a fim de reforçar a importância desta data para o calendário baiano.

Ao falar de toda a trajetória de vida de Irmã Dulce e da grandiosidade de suas ações, Paulo Câmara explanou a importância deste projeto para a Bahia. “Falar de Irmã Dulce é falar de suas obras e realizações. Tornar esta semana um período dedicado a lembrar dela é uma forma de eternizar a benfeitoria de suas obras para nós e também às gerações futuras”, destacou o deputado.

Confira as etapas de canonização de Irmã Dulce:

  • 21/01/2009 – Vaticano reconhece Irmã Dulce como venerável.
  • 03/04/2009 – Papa Bento XVI reconhece suas virtudes heroicas;
  • 09/06/2010 – Corpo é exumado e velado para processo de beatificação;
  • 27/10/2010 – Anúncio da beatificação, última etapa antes da canonização;
  • 10/12/2010 – Decreto reconhece primeiro milagre pela intercessão da religiosa;
  • 22/05/2011 – Acontece a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce;
  • 14/05/2019 – Segundo milagre é reconhecido;
  • 1º de julho de 2019 – Vaticano anuncia canonização para o dia 13 de outubro de 2019

Baianos comemoram Dia Municipal de Homenagem e Louvor à Beatificação de Irmã Dulce

Dia Municipal de Homenagem e Louvor à Beatificação de Irmã DulceTrês anos após a beatificação de Irmã Dulce, processo que a coloca a um passo de tornar-se santa, celebra-se em 22 de maio, em Salvador, o Dia Municipal de Homenagem e Louvor à Beatificação de Irmã Dulce. A data foi instituída pelo Projeto de Lei nº 154, de 2011, criado pelo vereador Paulo Câmara. “Irmã Dulce defendeu os desvalidos com garra e teve a humildade de pedir por eles. Compensou a sua fragilidade física com força de vontade e obstinação incomparáveis”, avalia Paulo Câmara.

Neste ano, a homenagem soma-se ao centenário de Irmã Dulce, a ser comemorado neste domingo, com uma procissão que sairá da Basílica do Senhor do Bonfim, às 16h, até a Praça Irmã Dulce, onde será celebrada uma missa campal pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil Dom Murilo Krieger, às 17h.

A ideia de homenagear a beata se deu por conta da grandiosidade de sua obra, que trouxe muitos benefícios para a população de Salvador. “Precisamos sempre trazer à nossa memória o exemplo dessa figura humana exemplar”, disse Câmara.

Irmã Dulce
Irmã Dulce, ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, é uma figura de grande importância para a cidade de Salvador. Além de ser um exemplo de amor e devoção, a freira deixou um grande legado para a capital: As Obras Sociais Irmã Dulce. No Complexo Roma, milhares de pessoas recebem atendimento médico gratuito e de qualidade.

Além disso, Irmã Dulce tem relevância religiosa e cultural para o povo brasileiro. Em 2010, a freira foi beatificada após o reconhecimento de um milagre pela intercessão da religiosa na recuperação de uma mulher sergipana que havia sido desenganada pelos médicos após sofrer uma hemorragia durante o parto. Agora, fieis de todo o Brasil esperam pelo reconhecimento de mais um milagre pela Igreja Católica para que Irmã Dulce seja canonizada.

Dia Municipal de Louvor à Irmã Dulce demarca a importância do Anjo Bom da Bahia

Irma-Dulce“Miséria é falta de amor entre os homens”. Esse foi o lema que norteou a vida de Irmã Dulce, que dedicou sua existência à caridade e se tornou o Anjo Bom da Bahia, a Mãe dos Pobres. Hoje, quando se comemora dois anos da beatificação da religiosa, processo que a coloca a um passo de tornar-se santa, também é celebrado o Dia Municipal da Homenagem e Louvor à Beatificação de Irmã Dulce, data instituída pelo Projeto de Lei nº154, de 2011, criado por Paulo Câmara.

 “Irmã Dulce teve a coragem de um leão ao defender os desvalidos e a humildade suficiente de pedir por eles. Compensou a sua fragilidade física com força de vontade e obstinação incomparáveis”, avalia Paulo Câmara.

De acordo com Paulo, a ideia de homenagear a beata se deu por conta da grandiosidade de sua obra, que trouxe muitos benefícios para a população de Salvador. “Precisamos sempre trazer à nossa memória o exemplo dessa figura humana exemplar”, complementou.

Comemorações

Para marcar a data, hoje, às 16h, acontece uma celebração no Santuário de Irmã Dulce, Largo de Roma. Já no domingo (26), dia em que a freira completaria 99 anos, será realizada uma missa solene. O evento acontece no mesmo local, às 17h.

História

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador. Desde os treze anos de idade, ela começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento do Desterro por ser jovem demais, voltando a estudar.

Aos 19 anos ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição (Smic), em Sergipe.  No mesmo ano, recebe o hábito e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce. Após seis meses de noviciado, tomou o hábito de freira. Desde então, dedicou toda a sua vida à caridade.

Começou sua obra ocupando um barracão abandonado para abrigar mendigos. Morreu em seu quarto, aos 77 anos , no Convento de Santo Antônio, em  1992.                              

Legado

O principal legado de Irmã Dulce para a população baiana são as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), formada por 17 núcleos de atendimentos, a exemplo do Hospital Santo Antônio, cuja história se confunde com o nascimento da própria instituição.

Criado da improvisação do galinheiro do convento, como albergue para 70 doentes, o Hospital Santo Antônio tornou-se referência na assistência à população carente. A unidade registra uma média de 14 mil atendimentos e cerca de 12 mil cirurgias por ano, sendo considerado um dos mais bem equipados da Bahia.

Já o Centro Educacional Santo Antônio – CESA, criado em 1964, em Simões Filho, abriga crianças de 3 a 17 anos, oferecendo educação infantil em tempo integral. Tem sua sustentabilidade baseada na fabricação dos produtos Dulce Natura, onde muitos jovens egressos do CESA iniciam sua vida profissional.

Nesse Centro, a filosofia do atendimento integral de crianças e jovens em situação de pobreza inclui o esforço pela inclusão, baseada em oportunidades reais de crescimento intelectual e também de aprendizado profissional. Saiba mais sobre a vida e obra de Irmã Dulce no site www.irmadulce.org.br .  A fé é uma chama que nunca se apaga.

PL 154/11 – Dispõe sobre a criação do Dia Municipal de Louvor em Homenagem à Beatificação de Irmã Dulce

Irmã Dulce, ou a Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, é uma figura de grande importância para a cidade de Salvador. Além de ser um exemplo de amor e devoção, a freira deixou um grande legado para a capital: As Obras Sociais Irmã Dulce. No Complexo Roma, milhares pessoas recebem atendimentos médico gratuito e de qualidade.

Além disso, Irmã Dulce tem relevância religiosa e cultural para o povo brasileiro. Em 2010, a freira foi beatificada, após o reconhecimento de um milagre pela intercessão da religiosa na recuperação de uma mulher sergipana, que havia sido desenganada pelos médicos após sofrer uma hemorragia durante o parto. Agora, fieis de todo o Brasil esperam pelo reconhecimento de mais um milagre pela Igreja Católica para que Irmã Dulce seja canonizada.

Diante da reconhecida importância da obra e do legado de Irmã Dulce para Salvador, o vereador Paulo Câmara protocolou o Projeto de Lei 154/ 2011, instituindo a criação do Dia Municipal de Homenagem e Louvor à Irmã Dulce. O projeto foi aprovado em plenário e sancionado pelo então prefeito João Henrique, tornando-se a Lei 8.120/2011. O dia escolhido foi 22 de maio, data em que a cerimônia foi realizada, no ano de 2011.

Confira o projeto na íntegra:

Projeto institui Dia Municipal de Homenagem e Louvor à Irmã Dulce