Praças: importantes espaços de encontro nas cidades

Praças Salvador-Vereador Paulo Câmara
Foto Reprodução Wikipedia

As praças são espaços de convivência importantes nas cidades. Elas funcionam como um ponto de encontro, área de lazer, além de aproximação com a natureza. Em Salvador, segundo a Prefeitura, existem cerca de 282 praças. Porém, muitas delas estão em estado precário de conservação.

A boa notícia é que algumas das praças de Salvador estão sendo recuperadas, como a Praça da Piedade, que terá recuperação do sistema de irrigação, do gradil e do gramado. Outra que já foi recuperada é a Praça Almeida Couto, em Nazaré.

Projeto Salvador Verde Perto
Como a Prefeitura não dispõe de recursos suficientes para fazer a manutenção adequada de todas as praças da cidade, há um programa de adoção das praças, o “Salvador Verde Perto”, que estimula a iniciativa privada a manter praças, canteiros e monumentos públicos em troca de espaço publicitário.

Quando recuperadas, as praças são ocupadas efetivamente pelas pessoas. Um exemplo é a Praça Ana Lúcia Magalhães, na Pituba, muito frequentada pelos moradores do entorno, que constantemente são vistos fazendo cooper, andando de bicicleta ou brincando com as crianças. Outra tradicional é a Praça Dois de Julho (Largo do Campo Grande), onde as pessoas param para ler jornais, conversar ou realizar caminhadas no seu entorno.

Espaços públicos
Como trata-se de um projeto que visa a melhor integração entre as pessoas e uma melhor utilização dos espaços públicos, o vereador Paulo Câmara apoia a recuperação destes locais em prol da socialização. “As famílias precisam de um lugar decente para levar seus filhos, um lugar que seja limpo, que esteja em bom estado de conservação e que seja seguro”, defende.

Durante recente visita de Câmara ao bairro dos Barris, os moradores se queixavam do estado dos equipamentos locais, da iluminação precária e da falta de segurança na praça do bairro. “As visitas que fazemos nas comunidades são muito importantes para conhecermos melhor as necessidades de cada localidade e buscar soluções junto aos órgãos competentes”, frisou Câmara.

 

Salvador e os espaços que priorizam a convivência entre as pessoas

Espaços públicos que priorizam as pessoas-Vereador Paulo Câmara
Foto: Bahia Negócios

De acordo com o censo de 2010 do IBGE, quase 100% da população de Salvador mora na zona urbana. Como promover a interação entre as pessoas que aqui moram? Urbanistas afirmam que equipamentos urbanos podem ajudar nesse processo.

Segundo a urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ariadne Moraes, deve-se mudar a forma de ocupar o espaço urbano. Os locais públicos de convivência devem ser seguros, acessíveis e priorizar a circulação de pedestres. Em cidades como Munique e Amsterdã essa já é uma realidade, graças ao rígido controle da ocupação do solo pelo poder público.

Salvador
Na avaliação da urbanista Ariadne Moraes, Salvador não acompanha essa tendência mundial. A cidade ainda prioriza a construção de edificações e uso de transporte individual. A especialista cita o que tem sido feito com os espaços do município. “Nossos parques urbanos estão abandonados. Nosso sistema de transporte é um dos piores do país. Aqui o que vale é a especulação do espaço público, se constrói shoppings, as calçadas são péssimas, a infraestrutura urbana é antiquada e ultrapassada. Nossa orla está mal cuidada, o subúrbio esquecido, a linha férrea sucateada, os monumentos urbanos e arquitetônicos depreciados”, criticou Ariane.

Integração
Mesmo com essas questões polêmicas, há alguns espaços que são propícios à convivência na capital baiana. Alguns exemplos são os parques da Cidade e de Pituaçu, que realizam atividades culturais nos fins de semana, atraindo as pessoas a frequentar esses locais. Outros são as praias, que são pontos de encontro tradicionais da cidade. Ariadne cita também mercados populares como lugares “onde existe vida e integração entre pessoas”.

Aos poucos, o poder público toma iniciativas em Salvador para promover a integração entre seus moradores. O projeto de reforma da orla da Barra é um exemplo, onde será feito um grande calçadão no lugar do asfalto. Outro exemplo é a reforma do Porto, no Comércio, que apesar de ser voltada para os turistas, vai liberar a vista para a Baía de Todos-os-Santos e criar um espaço público.

Regras
Cada projeto precisa ser adequados à realidade de cada cidade, mas existem algumas regras essenciais para uma melhor qualidade de vida da população. Clique e confira quais são.