Transformando praças urbanas em espaços educativos

Praça Irmã Dulce
Foto: Valter Pontes/ Prefeitura de Salvador

Você já imaginou como as praças tem um grande potencial educativo? Disseminar este conhecimento é o objetivo da primeira convocação do “Mundial da Educação”, movimento da sociedade civil que objetiva expandir a experiência educacional para além da sala de aula e, assim, ampliar as oportunidades de acesso à aprendizagem.

As praças são consideradas espaços ideais para disseminar conhecimento por serem locais abertos, destinados à convivência e tradicionalmente usados para o diálogo. Segundo Agda Sardenberg, coordenadora executiva e especialista em educação integral da Associação Cidade Escola Aprendiz, estar na praça é mais do que ocupar um espaço público, é também um exercício de cidadania, pois tudo o que dialoga ou se expressa no espaço pode se tornar uma oportunidade de reflexão e de descobertas.

A interação com esses espaços públicos podem motivar o resgate da memória e da história do local, através do contato com as pessoas. As chamadas praças-jardim podem ser um mote para o estudo das espécies existentes naquele local. A criatividade do educador o leva a explorar diversos temas que abrangem várias disciplinas. A oportunidade também é propícia para estimular os alunos a fazer indagações e procurarem as respostas.

Conheça aqui algumas ideias da utilização das praças para a aprendizagem:

Paulo Câmara indica ao prefeito a criação de parklets

Parklet - WikipediaO vereador Paulo Câmara indicou (PI 35/2014) ao prefeito ACM Neto a criação de áreas de convivência para a população (os “parklets”). Trata-se de um pequeno espaço, do tamanho de vagas de estacionamento, que serve como uma extensão da calçada para proporcionar conforto e espaço verde para as pessoas que utilizam a rua. Os parklets funcionam como áreas de convivência para pessoas que residem nas metrópoles.

“Os parklets vão oferecer às pessoas um espaço para parar, sentar e descansar. Outros parklets podem ser utlizados como um canteiro com flores ou exposições artísticas, virando um espaço lúdico. Podem acomodar também um estacionamento de bicicletas”, explica Paulo Câmara.

Convivência
O termo ”parklet” foi usado pela primeira vez em San Francisco, nos EUA, para representar a conversão de um espaço de estacionamento de automóvel num local para descanso e lazer. Depois de San Francisco, os “parklets” foram utilizados em diversas cidades norte-americanas. No Brasil, a cidade de São Paulo já começou o processo de criação desse espaço de convivência, assim como Fortaleza.

“O Objetivo é aumentar os espaços para as pessoas na cidade, tornando ruas e bairros mais humanos e amigáveis, fomentando assim a recreação e comércio local”, finalizou Paulo Câmara.

PI Nº 35/2014 – Indica a criação de áreas de convivência, os chamados parklets, no município de Salvador

Com o objetivo de aumentar o número de áreas de convivência na cidade, o vereador Paulo Câmara indicou à Prefeitura de Salvador a criação de parklets no espaço urbano. Estes equipamentos funcionam como extensões da calçada e proporcionam espaço verde e conforto aos pedestres.

Os parklets foram criados na cidade americana de São Francisco e consistem em pequenos espaços que ocupam o lugar de algumas vagas de estacionamento. A proposta é oferecer às pessoas um lugar para descansar e apreciar a cidade, tornando os bairros mais amigáveis e humanizados. Geralmente, ele dispõe de alguns atrativos como vegetação, obras de arte etc. Outra função é servir como estacionamento de bicicletas.

Os equipamentos são removíveis, podendo ser retirados em casos de emergência ou até mesmo deslocados por outros bairros. Atualmente, são uma realidade em cidades americanas e canadenses e, aos poucos, começam a ser trazidos para o Brasil. Cidades como São Paulo e Fortaleza já começaram a implantar os equipamentos.

Leia a indicação:

Projeto indica a criação de parklets em Salvador

Lugares para correr em Salvador

Reprodução - Francisco Galvão - Tribuna da Bahia
Reprodução – Francisco Galvão – Tribuna da Bahia

O clima de Salvador é propício para fazer exercício físico. Melhor ainda se for ao livre, aproveitando a cidade e observando os lugares pelos quais a gente sempre passa de carro ou ônibus, mas nunca presta atenção direito. Confira a seleção feita pelo site Ibahia e aproveite o fim de semana para se exercitar:

Orla da Barra (Av. Oceânica):
A Avenida Oceânica é um dos lugares preferidos dos corredores de Salvador. Além da vista lindíssima e da brisa do mar, está sempre movimentado, o que aumenta a chance de arranjar companhia para o exercício físico. O problema é que a calçada da orla é bem estreita, o que aumenta a chance de esbarrar com outros atletas. Para ter mais espaço, muitos correm à beira do asfalto, mas é preciso ter cuidado com os carros que passam em alta velocidade.

Jardim de Alah (Armação)
Esse pedaço da orla é muito frequentado por corredores e ciclistas. Além da vista e da brisa do mar, temos uma vantagem extra em relação à Barra: o calçadão é largo e a pista é bem conservada. O único problema é que alguns trechos são desertos e falta segurança.

Dique do Tororó
O Dique é um ponto turístico certo da cidade. Correr por lá é sinônimo de estar abençoado pelos orixás, perto da natureza e também com vista para a Arena Fonte Nova. Por lá, há estacionamento e o acesso de ônibus é fácil. Tem policiamento e a pista está bem conservada. A desvantagem do Dique é encarar a poluição dos carros nos horários de pico.

Largo do Campo Grande (Praça Dois de Julho)
No coração da cidade, a Praça Dois de Julho é um ponto de encontro tradicional. Lá, o clima é fresco e o local é sombreado por causa das árvores. Você irá encontrar com vários outros corredores por lá.

Avenida Paralela (Av. Luiz Viana Filha)
Enquanto não é construído o metrô da Paralela, o atleta pode aproveitar o canteiro central da Avenida. A pista é própria para corrida e começa próximo ao Bahia Café Hall. Você se exercitará próximo a uma área verde. A desvantagem é a poluição causada pelo fluxo intenso dos carros e a questão da segurança, pelo fato de o canteiro ser pouco frequentado.

Com informações do site Ibahia

Salvador e os espaços que priorizam a convivência entre as pessoas

Espaços públicos que priorizam as pessoas-Vereador Paulo Câmara
Foto: Bahia Negócios

De acordo com o censo de 2010 do IBGE, quase 100% da população de Salvador mora na zona urbana. Como promover a interação entre as pessoas que aqui moram? Urbanistas afirmam que equipamentos urbanos podem ajudar nesse processo.

Segundo a urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ariadne Moraes, deve-se mudar a forma de ocupar o espaço urbano. Os locais públicos de convivência devem ser seguros, acessíveis e priorizar a circulação de pedestres. Em cidades como Munique e Amsterdã essa já é uma realidade, graças ao rígido controle da ocupação do solo pelo poder público.

Salvador
Na avaliação da urbanista Ariadne Moraes, Salvador não acompanha essa tendência mundial. A cidade ainda prioriza a construção de edificações e uso de transporte individual. A especialista cita o que tem sido feito com os espaços do município. “Nossos parques urbanos estão abandonados. Nosso sistema de transporte é um dos piores do país. Aqui o que vale é a especulação do espaço público, se constrói shoppings, as calçadas são péssimas, a infraestrutura urbana é antiquada e ultrapassada. Nossa orla está mal cuidada, o subúrbio esquecido, a linha férrea sucateada, os monumentos urbanos e arquitetônicos depreciados”, criticou Ariane.

Integração
Mesmo com essas questões polêmicas, há alguns espaços que são propícios à convivência na capital baiana. Alguns exemplos são os parques da Cidade e de Pituaçu, que realizam atividades culturais nos fins de semana, atraindo as pessoas a frequentar esses locais. Outros são as praias, que são pontos de encontro tradicionais da cidade. Ariadne cita também mercados populares como lugares “onde existe vida e integração entre pessoas”.

Aos poucos, o poder público toma iniciativas em Salvador para promover a integração entre seus moradores. O projeto de reforma da orla da Barra é um exemplo, onde será feito um grande calçadão no lugar do asfalto. Outro exemplo é a reforma do Porto, no Comércio, que apesar de ser voltada para os turistas, vai liberar a vista para a Baía de Todos-os-Santos e criar um espaço público.

Regras
Cada projeto precisa ser adequados à realidade de cada cidade, mas existem algumas regras essenciais para uma melhor qualidade de vida da população. Clique e confira quais são.

Espaços urbanos que priorizam as pessoas

Espaços Públicos-Vereador Paulo Câmara
Foto: A niña – Flickr

Com a rápida urbanização do mundo, em que mais da metade da população vive em cidades, cada vez mais cresce a necessidade de se projetar espaços que priorizam a convivência entre as pessoas.

Atualmente, o conceito de  cidades sustentáveis está no centro das discussões, com desafios a serem encarados considerando os impactos sócio-ambientais e a preservação dos recursos naturais para esta e às futuras gerações.

Diversos fatores estão envolvidos nesse processo: transporte público de qualidade – com tecnologia de menor impacto ambiental; áreas verdes – com segurança; calçadas – seguras e confortáveis aos pedestres; e também ciclovias – sinalizadas e com maior número de vias.

Em entrevista ao site Cidades para Pessoas, o planejador urbano Jan Gehl, especialista reconhecido mundialmente no assunto, explicou que os projetos precisam ser adequados à realidade de cada cidade, embora existam algumas regras essenciais para uma melhor qualidade de vida da população. Veja quais são:

As cidades são feitas de pessoas
Desenvolvem espaços públicos urbanos de lazer

Nos espaços públicos, deve-se respeitar a Escala Humana
Cidades devem ser contempladas à pé, a 5km/h, para que estabeleça uma relação entre o ser humano e os espaços públicos

A cidade precisa contemplar a diversidade das pessoas
Que seja tolerante com sua população; que os espaços públicos urbanos sejam adequados para jovens e idosos, homens e mulheres, ciclistas, pedestres, motoristas e portadores de quaisquer deficiência

O clima de uma cidade deve ser um aliado
Elaborar projetos respeitando o clima local

Atividades necessárias
Mobilidade urbana e coleta de lixo

Atividades Opcionais e Sociais
Rios, parques, praças e espaços esportivos

Você conhece alguma cidade com algumas dessas características? Então envie sua foto e ajude-nos a ilustrar cada regra desse jogo. Vamos construir este álbum juntos!

Fotos:

Sara Santiago: “Contempla a diversidade das pessoas, pode-se contemplar a vista do local à pé – que é belíssima, com muita tranquilidade e segurança”.

Port Vell -Barcelona
Port Vell -Barcelona (Sara Santiago)