Bate-papo com jovens aprendizes sobre vida pública

Foi com um auditório lotado de jovens aprendizes que o deputado estadual Paulo Câmara ministrou uma palestra na tarde de hoje (22), a convite do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), dentro da programação da Semana do Jovem Trabalhador.

O encontro foi realizado no auditório do Centro Universitário Estácio da Bahia (Estácio FIB), na unidade da Calçada, em Salvador. Na oportunidade, o deputado contou um pouco sobre a sua experiência de vida e sobre sua trajetória nos 20 anos de vida pública.

Para a plateia, composta de jovens de 14 a 20 anos, Paulo Câmara relembrou da sua primeira experiência de trabalho como estagiário do Banco do Brasil, do seu sonho de ser auditor fiscal, já que era estudante de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e de quando, de repente, ingressou na vida pública, em 1998.

Além de citar as conquistas obtidas como vereador de Salvador, da sua experiência em Brasília como secretário nacional de Assuntos Federativos e, mais recentemente, da sua eleição para deputado estadual pela Bahia, Paulo Câmara chamou a atenção dos jovens para o mercado de trabalho.

“Existe um mundo de oportunidades, mas é preciso ter estímulo para crescer na vida, com trabalho, dedicação e princípios. Tudo isso é observado pelos supervisores de vocês, então, construam uma relação de respeito, para que tenham êxito na carreira de vocês”, aconselhou Paulo Câmara.

Praças: importantes espaços de encontro nas cidades

Praças Salvador-Vereador Paulo Câmara
Foto Reprodução Wikipedia

As praças são espaços de convivência importantes nas cidades. Elas funcionam como um ponto de encontro, área de lazer, além de aproximação com a natureza. Em Salvador, segundo a Prefeitura, existem cerca de 282 praças. Porém, muitas delas estão em estado precário de conservação.

A boa notícia é que algumas das praças de Salvador estão sendo recuperadas, como a Praça da Piedade, que terá recuperação do sistema de irrigação, do gradil e do gramado. Outra que já foi recuperada é a Praça Almeida Couto, em Nazaré.

Projeto Salvador Verde Perto
Como a Prefeitura não dispõe de recursos suficientes para fazer a manutenção adequada de todas as praças da cidade, há um programa de adoção das praças, o “Salvador Verde Perto”, que estimula a iniciativa privada a manter praças, canteiros e monumentos públicos em troca de espaço publicitário.

Quando recuperadas, as praças são ocupadas efetivamente pelas pessoas. Um exemplo é a Praça Ana Lúcia Magalhães, na Pituba, muito frequentada pelos moradores do entorno, que constantemente são vistos fazendo cooper, andando de bicicleta ou brincando com as crianças. Outra tradicional é a Praça Dois de Julho (Largo do Campo Grande), onde as pessoas param para ler jornais, conversar ou realizar caminhadas no seu entorno.

Espaços públicos
Como trata-se de um projeto que visa a melhor integração entre as pessoas e uma melhor utilização dos espaços públicos, o vereador Paulo Câmara apoia a recuperação destes locais em prol da socialização. “As famílias precisam de um lugar decente para levar seus filhos, um lugar que seja limpo, que esteja em bom estado de conservação e que seja seguro”, defende.

Durante recente visita de Câmara ao bairro dos Barris, os moradores se queixavam do estado dos equipamentos locais, da iluminação precária e da falta de segurança na praça do bairro. “As visitas que fazemos nas comunidades são muito importantes para conhecermos melhor as necessidades de cada localidade e buscar soluções junto aos órgãos competentes”, frisou Câmara.

 

Salvador e os espaços que priorizam a convivência entre as pessoas

Espaços públicos que priorizam as pessoas-Vereador Paulo Câmara
Foto: Bahia Negócios

De acordo com o censo de 2010 do IBGE, quase 100% da população de Salvador mora na zona urbana. Como promover a interação entre as pessoas que aqui moram? Urbanistas afirmam que equipamentos urbanos podem ajudar nesse processo.

Segundo a urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ariadne Moraes, deve-se mudar a forma de ocupar o espaço urbano. Os locais públicos de convivência devem ser seguros, acessíveis e priorizar a circulação de pedestres. Em cidades como Munique e Amsterdã essa já é uma realidade, graças ao rígido controle da ocupação do solo pelo poder público.

Salvador
Na avaliação da urbanista Ariadne Moraes, Salvador não acompanha essa tendência mundial. A cidade ainda prioriza a construção de edificações e uso de transporte individual. A especialista cita o que tem sido feito com os espaços do município. “Nossos parques urbanos estão abandonados. Nosso sistema de transporte é um dos piores do país. Aqui o que vale é a especulação do espaço público, se constrói shoppings, as calçadas são péssimas, a infraestrutura urbana é antiquada e ultrapassada. Nossa orla está mal cuidada, o subúrbio esquecido, a linha férrea sucateada, os monumentos urbanos e arquitetônicos depreciados”, criticou Ariane.

Integração
Mesmo com essas questões polêmicas, há alguns espaços que são propícios à convivência na capital baiana. Alguns exemplos são os parques da Cidade e de Pituaçu, que realizam atividades culturais nos fins de semana, atraindo as pessoas a frequentar esses locais. Outros são as praias, que são pontos de encontro tradicionais da cidade. Ariadne cita também mercados populares como lugares “onde existe vida e integração entre pessoas”.

Aos poucos, o poder público toma iniciativas em Salvador para promover a integração entre seus moradores. O projeto de reforma da orla da Barra é um exemplo, onde será feito um grande calçadão no lugar do asfalto. Outro exemplo é a reforma do Porto, no Comércio, que apesar de ser voltada para os turistas, vai liberar a vista para a Baía de Todos-os-Santos e criar um espaço público.

Regras
Cada projeto precisa ser adequados à realidade de cada cidade, mas existem algumas regras essenciais para uma melhor qualidade de vida da população. Clique e confira quais são.