Paulo Câmara participa de festejos do 2 de julho

Prestar sua homenagem aos heróis da Independência na maior data cívica do estado da Bahia, o 2 de julho. Assim fez o vereador Paulo Câmara, presidente da Câmara Municipal de Salvador, em mais um ano de demonstração cívica a esta data magna que em 2016 celebra 193 anos.

“O país, quase dois séculos depois, reconhece que a independência do Brasil não se definiu com o Grito do Ipiranga, mas foi o grito da resistência na Bahia que consolidou definitivamente a autonomia brasileira. É momento de celebrar e de nos apoiar nos fatos históricos para pensar a cidade que queremos no futuro. Acima de tudo, o que queremos é o bem de Salvador”, disse Paulo Câmara.

Participação
Pela manhã, no Largo da Lapinha, além de participar da cerimônia do hasteamento das bandeiras em frente ao Panteão da Independência, Paulo Câmara depositou flores em homenagem ao General Labatut e presenciou a saída dos carros emblemáticos do Caboclo e da Cabocla em direção ao Centro Histórico.

À tarde, ao lado do prefeito de Salvador, ACM Neto, e do governador do estado, Rui Costa, além de autoridades civis e militares, Paulo Câmara participou da solenidade em homenagem ao Monumento 2 de Julho, na Praça do Campo Grande, finalizando a sua participação nos festejos.

Homenagem da Câmara
A homenagem oficial da Câmara de Salvador aos heróis da Independência foi realizada ontem (1º), no Paço Municipal, e destacou os principais heróis da independência da Bahia. Após o discurso do presidente Paulo Câmara no Salão Nobre do Legislativo, houve apresentações teatral e musical em frente ao Paço, com o espetáculo “2 de Julho: Uma História de Independência” apresentado pelo grupo de teatro Museu Vivo na Cidade.

A encenação contou passagens históricas de heróis como Maria Quitéria, Maria Felipa, Joana Angélica e corneteiro Lopes, que lutaram pela libertação da Bahia. O evento foi encerrado com apresentação do Coral da Câmara, que cantou para autoridades e populares o Hino ao 2 de Julho.

Jornal A Tarde – As mulheres da Independência

A Tarde 2 de julho

Paulo Câmara marca presença nos festejos do Dois de Julho

Paulo Câmara
Paulo Câmara durante hasteamento das bandeiras (Foto: Antonio Queirós)

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, participou dos festejos do Dois de Julho, data que marca a Independência da Bahia. Junto com o prefeito de Salvador, ACM Neto, do governador do estado, Rui Costa, e do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, o vereador participou pela manhã da solenidade oficial de hasteamento das bandeiras com a Execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Marinha do Brasil, seguido da colocação de flores no monumento ao general Labatut.

Durante o cortejo cívico, Paulo Câmara falou da importância da data para a Bahia. “Foi essa guerra, com o custo de milhares de vidas, de fundamental importância para consolidar a independência da nação brasileira, quando se celebra o desfecho de uma luta muitíssimo justa”, disse.

Câmara enalteceu ainda o protagonismo das heroínas que participaram dessa luta. “Quero fazer uma homenagem a Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa. Em tempos quando não havia políticas públicas adequadas e a sociedade civil mantinha o papel de submissão da mulher, essas figuras femininas escreveram a história à custa dos seus valores e de suas crenças”, destacou.

Paulo Câmara
Durante a solenidade no Campo Grande (Foto: Reginaldo Ipê)

Campo Grande
À tarde, Paulo Câmara participou das últimas homenagens no Campo Grande, após a chegada dos carros emblemáticos.

Homenagens
Neste ano, a festa homenageou as mulheres Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa, protagonistas na luta pela independência da Bahia, além da historiadora Consuelo Pondé de Sena, que lutou para preservar a tradição do Dois de Julho. Consuelo Pondé, ex-presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHBA), morreu em maio deste ano.

Câmara homenageia heróis da Independência

Vereador Paulo Câmara
Paulo Câmara durante seu discurso (Foto: Reginaldo Ipê)

Uma solenidade realizada na manhã de hoje (1º) em homenagem aos heróis da Independência marcou a participação da Câmara Municipal nos festejos de 2 de Julho, data em que a Bahia comemora a festa de sua emancipação e a efetiva autonomia brasileira de Portugal.

O presidente da Casa, Paulo Câmara, enalteceu em seu discurso o protagonismo das heroínas que participaram dessa luta. “Quero fazer uma homenagem a Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa. Em tempos quando não havia políticas públicas adequadas e a sociedade civil mantinha o papel de submissão da mulher, essas figuras femininas escreveram a história à custa dos seus valores e de suas crenças”, disse.

Paulo Câmara destacou ainda que tramita no Senado Federal projeto que permitirá a inscrição das heroínas baianas no Livro de Aço, também chamado de Livro dos Heróis da Pátria, que fica localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília. “Os inscritos nesse livro recebem o status de ‘herói nacional’. Precisamos resgatar nossos heróis e heroínas e colocá-los em seus lugares de honra e destaque para que as novas gerações possam se espelhar em valores positivos para construir seus rumos”, afirmou.

O presidente também prestou homenagem à memória da historiadora Consuelo Pondé de Sena, participante ativa dos festejos ao 2 de Julho e que faleceu em maio deste ano. “Ela foi responsável pela condução do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) durante 19 anos e nos deixou o legado de seu conhecimento e luta incansável pela preservação da história. Externamos aqui o nosso agradecimento e reconhecimento de toda uma vida dedicada à cultura”, declarou.

Solenidade antecipada
A cerimônia acontecia antes do cortejo vespertino no dia 2 de Julho. A mudança foi uma proposição da Fundação Gregório de Matos (FGM), órgão do município responsável pela organização do evento, em acordo com a Câmara Municipal. Realizado no Salão Nobre da Casa, o ato solene contou com as presenças do prefeito ACM Neto, vereadores e autoridades municipais e militares.

A Tarde – Artigo – Dois de Julho

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Paulo Câmara destaca papel dos heróis baianos na independência

Paulo Câmara discursa em frente a CMS
Paulo Câmara discursa em frente a CMS

Como acontece todos os anos, as comemorações do 2 de julho em Salvador se iniciaram no Largo da Lapinha com a queima de fogos e o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Salvador, momento em que houve a execução do hino nacional pela Banda de Música da Marinha do Brasil. Após participar desses momentos iniciais e das homenagens ao general Labatut, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Câmara seguiu com o cortejo cívico para a Praça da Sé, onde, com o discurso que realizou em frente à Casa Legislativa de Salvador, deu prosseguimento as comemorações.

Em sua fala Câmara destacou a importância dos heróis que lutaram pela consolidação da independência do Brasil. “Somos herdeiros dessa luta por causa da guerra vitoriosa dos baianos pela libertação nacional. Em 1º de julho, as 86 naus utilizadas para o embarque das tropas portuguesas partiram na madrugada quando o disparo de um tiro de canhão anunciou o final do domínio. Pela manhã do dia 2 de julho, não havia mais soldados portugueses em terra. Estava encerrado o ciclo português de predomínio nas terras do Brasil”, contou Paulo Câmara.

O chefe do legislativo de Salvador também elogiou o papel da Câmara de vereadores na afirmação da liberdade do país. “Por quase dois séculos, apenas o nosso estado comemorou o acontecimento, que só em 2013 passou a ser data nacional. Esta Casa quadricentenária orgulha-se de ser parte dessa história como testemunha fidedigna da condução do processo libertador da opressão portuguesa. E congratula-se com o povo baiano pelos 191 anos de comemoração”, finalizou. Logo após o discurso do presidente, o cortejo seguiu para o Campo Grande onde haverá o encerramento das celebrações com o hasteamento das bandeiras – com a presença do governador da Bahia, Jaques Wagner, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), e do prefeito de Salvador, ACM Neto – e com a execução do Hino ao 2 de julho e do Hino Nacional, momento em que a pira do fogo simbólico é acesa.

Independência da Bahia completa 191 anos

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Ao lado do prefeito ACM Neto e secretários municipais no 2 de julho de 2013

Celebração cívica de baianos que reflete a maturidade da democracia no Brasil, com críticas e reivindicações sociais, o 2 de Julho está completando 191 anos neste ano. “A luta que consolidou a nossa independência, com desfecho no dia 2 de Julho, data da libertação definitiva do Brasil de Portugal, é um orgulho para todos os baianos que celebram nas ruas os seus heróis”, reflete Paulo Câmara.

O vereador participa nesta quarta (02) do desfile que será iniciado no Largo da Lapinha, passando pela Praça Municipal, com chegada no Campo Grande. “A data magna dos baianos vai além do civismo e por conta da sua grandiosidade e importância cultural tornou-se, em 2006, Patrimônio Imaterial da Bahia pelo Conselho Estadual de Cultura”, afirmou Câmara.

Programação
Pela manhã, a partir das 6h, acontecerá uma alvorada com queima de fogos no Largo da Lapinha. A partir das 9h, após a execução do Hino Nacional, as autoridades vão hastear as bandeiras do Brasil, da Bahia, de Salvador e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

Em seguida, flores serão depositadas no monumento do General Labatut, iniciando o cortejo cívico até a Praça Municipal, com a chegada prevista dos carros emblemáticos dos caboclos às 11h30.

Pela tarde, a Câmara Municipal de Salvador vai homenagear os heróis da Independência e às 15h30, aproximadamente, o cortejo cívico será retomado até o Campo Grande, onde haverá mais uma vez a execução do Hino Nacional e colocação de flores no monumento ao 2 de Julho.

Milhares de baianos participam do desfile do 2 de Julho


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Uma alvorada de fogos, ocorrida por volta das 6h da manhã de hoje, na Lapinha, marcou a abertura dos festejos em homenagem ao 2 de Julho, data magma da Bahia. Às 8h30, o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) abriram oficialmente o Cortejo Cívico que contou com a participação de milhares de pessoas. Eles também colocaram flores no monumento ao General Labatut. Paulo Câmara, vereadores e funcionários da Casa Legislativa Soteropolitana também participaram do desfile, que foi até a Praça da Sé, onde se encerrou a primeira etapa da celebração.

O percurso foi marcado pela tradicional irreverência dos grupos culturais, que relembraram os herois da independência, além das fanfarras do Colégios Estaduais. Na condição de festa democrática, o cortejo também teve espaço para o protesto. Entre as reivindicações, que ocorreram de forma pacífica, estudantes clamavam por passe livre e médicos questionavam o chamado Ato Médico, que limita a atuação de profissionais de saúde.

A florista Romilda dos Santos (foto) foi ao desfile vestida de Maria Quitéria, uma tradição que ela diz manter há 20 anos. Ela conta que incorpora uma Maria Quitéria moderna, que luta por melhorias na educação, saúde e moradia.

Após 3 horas de desfile, as imagens do Caboclo e da Cabocla, que representam o índio e o negro na luta pela libertação da Bahia do domínio português chegaram a Praça da Sé. “Os baianos têm comemorado, ano após ano, essa data que é uma das mais significativas de nosso estado, por isso foi instituída como data data histórica nacional. E a Câmara se orgulha de fazer parte desta história e guardar, em seus registros, o testemunho da condução do processo libertador da Bahia e do Brasil da opressão imposta pelos portugueses”, afirmou Paulo Câmara.

Já pela tarde, Paulo Câmara, o prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Jaques Wagner (PT), participaram do ato de reabertura do desfile, em freante à Câmara Municipal. Posteriormente, o cortejo seguiu até o Campo Grande, onde as bandeiras da Bahia, do Brasil e de Salvador foram hasteadas o e paratleta Marcelo Collet acendeu a Pira do Fogo Simbólico. Paulo Câmara e as demais autoridades depositaram flores no monumento em homenagem aos aos heróis da independência, situado na praça.

Independência da Bahia

A Independência do Brasil foi declarada por Dom Pedro I no dia 7 de setembro de 1822; porém, o exército português continuava resistindo e, por este motivo, dominava o território baiano, que declarou independência somente um ano depois, em 2 de julho de 1823.

De acordo com o historiador Ricardo Carvalho, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o processo de luta na Bahia representa o rompimento com a presença militar portuguesa. “O fator determinante para o início da luta está ligado ao fato de que as tropas portuguesas instaladas na Bahia não aceitaram a tutela de Dom Pedro I após a declaração unilateral de independência”, explicou em entrevista concedida ao portal de notícias G1 Bahia.

A batalha pela independência consolidou o nome de Joana Angélica e outras personalidades que participaram dos conflitos que resultariam na derrota portuguesa.

Salvador homenageia as heroínas da Independência

Maria FelipaHoje comemoramos a Independência da Bahia, e algo especial marca essa história: a participação, e, sobretudo, o reconhecimento da importância das mulheres para essa conquista que marca a vida de todos os baianos. Todo dia 2 de julho a força das mulheres baianas é representada através das heroínas Maria Felipa e Maria Quitéria.

A baiana Maria Quitéria de Jesus Medeiros alistou-se no Exército Brasileiro com objetivo de lutar pela Independência do Brasil. O grande detalhe é que ela teve que se disfarçar de homem. Usava a roupa de seu cunhado e pela habilidade com as armas entrou para o Batalhão dos Periquitos.

Soldado Medeiros, como ficou conhecida, foi fundamental nas batalhas da Baía de Todos os Santos, em Ilha de Maré, Barra do Paraguaçu e na cidade de Salvador, na estrada da Pituba, Itapuã, e Conceição. Por sua bravura e patriotismo recebeu honras de Primeiro Cadete e D. Pedro I a condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Em 1996, foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro, e hoje, por determinação ministerial, sua imagem está presente em todos os quartéis do país.

Não menos importante para a guerra a participação de Maria Felipa se destaca pela simplicidade e força com a qual ela liderava seu grupo.

Negra, marisqueira e uma exímia capoeirista, Maria Felipa organizou um grupo com mais de 200 pessoas, dentre eles outras mulheres, índios Tupinambás e Tapuias, que tinhas como armas apenas facas, peixeiras, pedaços de pau e galhos com espinho. Historiadores contam inclusive que ela teria dado surras em guardas portugueses usando alguns desses galhos.

Um dos feitos do grupo de Maria Felipa foi queimar cerca de 40 embarcações portuguesas que estavam ancoradas próximas à Ilha de Itaparica.

Após a guerra, a heroína continuou vivendo em Itaparica, onde exercia um papel de líder da comunidade.

Tantas outras mulheres também participaram das lutas pela Independência da Bahia, e todo 2 de julho, o povo da Bahia vai às ruas, acompanhar o cortejo e homenagear a bravura e honradez de todas elas.