Paulo Câmara propõe apreciação de projetos em prol da ética na política

Presidente_elito_Paulo_Camara0894_201312131536971066Em reunião realizada ontem (03) com a presença de 33 vereadores, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, defendeu a apreciação imediata de proposições parlamentares em sintonia com “o clamor das ruas”. Trata-se dos dois projetos de sua autoria que extinguem o voto secreto; uma proposta do vereador Leo Prates (DEM) para a mudança do recesso parlamentar no primeiro ano de mandato de janeiro para junho e as proposições que visam a adoção da Lei da Ficha Limpa, de autoria do líder do Governo, Joceval Rodrigues (PPS), e Henrique Carballal (PT). No próximo dia 09, às 11 horas, uma reunião com os líderes partidários definirá as datas das próximas votações.

“Este projetos são muito importantes para a Câmara e deixam a Casa em sintonia com a voz das ruas. Precisamos agilizar o trâmite destas matérias”, pontuou.

Com relação às propostas de Paulo Câmara que extinguem o voto aberto, a pressão popular levou também o Congresso Nacional a dar celeridade a esta pauta. Ontem (03), teve parecer favorável na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), do senador Paulo Paim (PT-RS), que prevê o fim do voto secreto no Congresso Nacional.
Segundo o relator, Sérgio Souza (PMDB-PR), “ao tornar todas as deliberações do Congresso Nacional abertas e púbicas, revela a necessária transparência e publicidade que deve reger a vida pública e o funcionamento das instituições do Estado, de um lado; e, de outro, contribui para a vigilância cidadã pela sociedade sobre a atividade do Congresso, dos deputados e senadores”.]

Projetos de Paulo Câmara

Dois projetos (03-2013 e 19-2013) visam acabar com o voto secreto na Câmara Municipal de Salvador. As proposições suprimem à Lei Orgânica do Município e ao Regimento Interno o artigo que garante o voto secreto. Atualmente, a votação das contas do prefeito e os vetos do chefe do Poder Público municipal ocorrem nesse regime. Com a aprovação das propostas, estas votações passarão a ser abertas, garantindo ao cidadão o direito à informação de como seu parlamentar votou.

Modificação do recesso

Outro projeto “moralizante” é de autoria do vereador Leo Prates (DEM) e modifica a data do recesso no primeiro ano de cada mandato de janeiro para junho. Assim, ao ser eleito para um mandato de quatro anos, o vereador inicia os trabalhos em plenário imediatamente, “honrando assim o compromisso assumido”, justifica o autor da proposta.

Lei da Ficha Limpa

Também foram apresentadas na Casa duas proposições parlamentares que estabelecem a Lei da Ficha Limpa no âmbito municipal, com abrangência para os Poderes Executivo e Legislativo. Caso esta proposta seja aprovada, qualquer cidadão somente poderá ocupar cargos púbicos nestas esferas de Poder Público caso não tenha sido condenado, sem direito a recurso, em processos na Justiça. Este marco legal também tornará inelegíveis pessoas enquadradas neste casos, “respeitando os ditames da legislação federal acerca do tema”, explica o diretor Legislativo da Câmara Municipal de Salvador, Benigno Moreira.

 

Sociedade AM – Ficha Limpa

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Fiscalizando o Executivo: “Não voto mais nada a não ser as contas do ex-prefeito João Henrique”, diz Paulo Câmara

Câmara Municipal de Salvador debate obesidadeNa tarde desta quarta-feira (17), os soteropolitanos estarão com os olhos voltados para a Câmara Municipal, onde serão votadas as contas do ex-prefeito João Henrique Carneiro, relativas ao exercício de 2010. Trata-se de um momento importante para a população, que aguarda ansiosamente a finalização do processo, desde dezembro de 2011, quando o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) reprovou as contas.

“As contas já deveriam ter sido votadas, porque a Câmara paga um preço altíssimo por ter postergado a votação. Eu, enquanto presidente, não voto mais nada, a não ser as contas do ex-prefeito João Henrique”, afirmou Paulo Câmara.

Rejeição do TCM

As contas do prefeito de Salvador foram rejeitas pelo TCM baiano por conta de irregularidades, como o descumprimento de exigências constitucionais para o uso de 25% da receita de impostos e transferências para a educação; a abertura de créditos adicionais suplementares por excesso de arrecadação sem comprovação de recursos disponíveis; elevado gasto com pagamento de multa e juros, decorrente de atraso de obrigação e a ausência de providências para assegurar que recursos pertinentes a educação e saúde transitem em contas bancárias únicas específicas.

Câmara rejeitou contas de 2009

As contas municipais de 2009 já foram reprovadas pela Câmara Municipal de Salvador, em dezembro do ano passado, deixando o ex-prefeito inelegível por oito anos, conforme a Lei da Ficha Limpa.

Assim, amanhã, ao votar novamente as contas da Prefeitura, a Câmara demonstrará o cumprimento de uma de suas principais funções: fiscalizar os atos do Executivo em nome de toda a sociedade.