A maioria das pessoas fica sem saber o que fazer com aquele PC do monitor enorme que foi trocado por um mais moderno, ou com o notebook que queimou a placa mãe e deixou você na mão, ou ainda com aquele som que em três anos passou de grande investimento a “trambolho”. No entanto, há cerca de seis anos, já existe em Salvador o Disk Lixo Eletrônico.
Processo
A iniciativa dos irmãos Joseval e Joandro Araújo impossibilita qualquer desculpa para não fazer o descarte correto do lixo eletrônico, que por conter substâncias tóxicas e peças não biodegradáveis, não podem ser jogados fora juntamente com o lixo comum. Qualquer pessoa que queira descartar o seu lixo eletrônico pode ligar para o serviço, que vai até a residência e recolhe os aparelhos gratuitamente.
Todo o material é levado para um depósito localizado no bairro de Nazaré, onde são desmontados e suas peças vendidas. As que são feitas de cobre, ferro e plástico são comercializadas e recicladas em Salvador; já as placas são enviadas para São Paulo, para serem processadas e depois seguem para a China e a Rússia onde são efetivamente recicladas. Com o dinheiro da venda das peças, os irmãos pagam os custos de combustível, armazenamento e logística do projeto.
Como surgiu
Joseval é técnico em informática e Joandro economista. Eles afirmam que a ideia de montar o serviço surgiu quando eles perceberam que a venda de computadores estava aumentando bastante e as pessoas não tinham onde descartar os que iam ficando velhos. Como a tecnologia está cada vez mais rápida, eles idealizaram o Disk Lixo Eletrônico, para facilitar a vida da população de Salvador, ao mesmo tempo em que promovem a sustentabilidade.
Contato
Quem tiver lixo eletrônico para jogar fora, os números do Disk são: (71) 3241-1463 / 9945-9721 / 8826-0323. Apesar de a Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpub) manter uma parceria com o serviço, o melhor é que o descarte seja feito separadamente do lixo orgânico.
Papa-pilhas
Também visando promover a sustentabilidade em Salvador e proteger a população do contato com substâncias tóxicas, o vereador Paulo Câmara elaborou o Projeto de Lei Nº 125/13, que obriga as empresas que comercializam pilhas, baterias, celulares, câmaras digitais e outros aparelhos eletrônicos portáteis a instalarem em suas unidades o “papa pilha”, coletor de lixo eletrônico. A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Salvador, aguardando parecer final do relator.


