
Desde ontem (22), cerca de 15 integrantes do Movimento Passe Livre iniciaram uma ocupação das galerias do plenário da Câmara Municipal de Salvador. O presidente Paulo Câmara tem dialogado constantemente com representantes do movimento e explicou a eles que itens da pauta de reivindicações, como a redução da tarifa de ônibus e o passe livre para estudantes, não são uma atribuição legal da Câmara Municipal de Salvador.
Diante desta situação, os integrantes do MPL solicitaram uma audiência com o prefeito de Salvador, ACM Neto. O líder do Governo, Joceval Rodrigues (PPS), informou que o prefeito rebeberá uma comissão no dia 8 de agosto. Entretanto, mesmo assim, os integrantes do movimento informaram que a ocupação terá continuidade.
“Já realizamos uma audiência pública sobre as reivindicações do Movimento Passe Livre e estamos fazendo a interlocução com o Executivo Municipal. O problema é que a continuidade da ocupação atrapalha o funcionamento desta Casa, que precisa realizar, no plenário, as reuniões das comissões; audiências públicas e sessões especiais”, avaliou Paulo Câmara.
Também foi realizada hoje (23) uma reunião do colégio de líderes sobre os projetos que tramitam na Casa e têm como tema a mobilidade urbana. Estes projetos serão analisados pelas comissões de Constituição e Justiça e de Transportes, presididas, respectivamente, pelos vereadores Kiki Bispo (PTN) e Euvaldo Jorge (PP).
Segundo Walter Takemoto, do MPL, “a desocupação da Câmara ocorrerá quando a Prefeitura abaixar o preço da passagem de ônibus para R$ 2,50, abrir a ‘caixa-preta’ das empresas de ônibus e instalar um Conselho de Transportes Deliberativo”, afirmou.
A Prefeitura já tinha anunciado a constituição do Conselho Municipal de Transportes e a solicitação da planilha de custos das empresas de ônibus. E nesta semana será anunciada a implantação do “Bilhete Único” e a ampliação do “Domingo é Meia”. A licitação para o sistema de transporte público também está em fase de conclusão.

O Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 01/13, criado por Paulo Câmara, que propõe o voto aberto na Câmara Municipal de Salvador – aprovado em primeiro turno na sessão ordinária realizada no último dia 10 – vai ser votado em último turno na próxima quarta-feira (24). A equipe de reportagem do site de Paulo Câmara foi às ruas para saber qual a expectativa da população para essa etapa final de votação, e constatou que a maioria apoia o voto aberto e espera a aprovação do texto.
“O voto tem que ser totalmente aberto. Se eles estão com o poder, temos que saber o que estão fazendo, porque nós que damos o poder a eles. O povo está lutando para que a aprovação ocorra, por isso está nas ruas”, disse Cássia Nunes.
O posicionamento do estudante Pedro Pinho é o mesmo de Cássia. “Uma vez que é povo que elege os vereadores, deveríamos ter o direito de poder observar o trabalho deles e saber como estão agindo lá dentro (na Câmara). Esperamos que o projeto do vereador Paulo Câmara seja aprovado para que isso aconteça”.
Consciente da importância do voto aberto, como instrumento de transparência na Câmara Municipal, Gabriel Soares diz que “esse é mais um passo para a consolidação da democracia. É algo que já deveria existir há muito tempo”, pontuou.
“Esperamos que o projeto seja aprovado em segundo turno. Será uma vitória em prol da transparência na política e da sociedade soteropolitana. Foi muito importante a pressão da opinião pública, clamando por mais ética na política”, afirmou Paulo Câmara.

Sancionada pela Câmara Municipal de Salvador em julho de 2011, a Lei Municipal 8.055/2011, determina a existência de cobrança fracionada pelo uso das vagas de estacionamentos particulares da cidade, extinguindo a chamada “Hora Cheia” e garante ao consumidor o direito à tolerância de 15 minutos. Mas, conforme usuários, a medida não vem sendo cumprida pela maior parte dos estabelecimentos. Paulo Câmara acredita que é preciso dialogar com os órgãos fiscalizadores, para que a população não seja penalizada “A Câmara vai propor uma reunião com o Procon e Codecon para definir as regras do jogo”.
Caso a Câmara Municipal de Salvador aprove, em segundo turno, na sessão do próximo dia 24, a extinção do voto secreto na Casa, proposta pelo vereador Paulo Câmara (PSDB), esta Casa Legislativa terá “uma vitória em prol da população, pela ética e transparência na política”, avalia o autor da proposta.
Diante do clamor das ruas pela moralidade na política, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal também agilizam o trâmite das matérias que visam instituir o voto aberto no Parlamento.
O Senado criou um calendário especial para a PEC 20/2013, de autoria de Paulo Paim (PT-RS), que altera os artigos 52,55 e 56 da Constituição para estabelecer o voto aberto.
Segundo o calendário especial, a proposta não precisará mais do prazo constitucional de cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e três sessões antes do segundo turno. Para a aprovação da proposta, são necessários 49 votos em cada turno.
De acordo com o site do Senado federal, processos de votação, como indicações de autoridades e chefes de missões diplomáticas; exoneração do procurador-geral da República antes do fim de seu mandato; perda de mandato de deputado federal ou senador por quebra de decoro ou condenação criminal definitiva e apreciação de vetos do presidente da República a projetos de lei aprovados passarão a ser abertos e públicos, caso a matéria seja aprovada.
Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 26, a PEC, de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB- PR), que acaba com o voto secreto. Agora, a matéria precisa passar por uma comissão especial, para depois ser votada em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado.
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