Audiência realizada por Paulo Câmara amplia debate sobre o atendimento à advocacia na Bahia durante a pandemia

Uma audiência pública realizada na manhã de hoje (5) pelo deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), através das redes de transmissão da TV Alba, ampliou e fortaleceu o debate sobre o atendimento jurisdicional à advocacia em todo o estado da Bahia durante a pandemia. Entre as principais reinvindicações, destacam-se a prestação dos serviços pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), como o Balcão Virtual e a Central de Atendimento, bem como o funcionamento da Justiça neste período para garantir o pleno exercício da advocacia.

“Abrimos as portas da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para ouvir, debater e fazer os encaminhamentos necessários visando o entendimento do tema proposto”, destacou Paulo Câmara.

Com o tema “Quem precisa de Justiça não pode esperar: é dever do magistrado atender a advocacia”, o debate contou com a participação do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Bahia (OAB-BA), Fabrício Castro; do Desembargador Osvaldo Bomfim, corregedor das Comarcas do Interior (TJBA); do Conselheiro André Luís Godinho, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); da presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Nartir Weber; do presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (CAAB), Luiz Coutinho; bem como de centenas de advogados baianos.
Em sua fala, o presidente da OAB-BA, Fabricio Castro, destacou a importância dessa campanha idealizada pelo órgão. “A realização desta audiência pública na Casa do povo baiano revela a importância da advocacia e deste ato em prol do efetivo funcionamento do TJBA. Nós não queremos um atendimento irresponsável, mas seguindo todos os protocolos sanitários estabelecidos, sendo imprescindível que os fóruns estejam abertos para que os processos físicos andem”, disse.

Por sua vez, o corregedor Osvaldo Bomfim reconheceu as limitações estruturais do TJBA e elencou a função constitucional da advocacia. “O advogado é indispensável à Justiça. É direito dele ingressar livremente nas salas de sessões e dirigir-se aos magistrados, independentemente de horário ou outra condição”, observou, no que ponderou o bom senso entre as partes. “O clima de harmonia deve ser estabelecido entre advogados e juízes, OAB e TJBA, porque, na outra parte, estão as partes”, frisou.

Durante sua participação, o conselheiro André Godinho destacou que o Judiciário teve que se reinventar, elencando as ações do CNJ no enfrentamento à pandemia, como o balcão virtual e a realização de sessões virtuais. “São desafios dos tempos modernos que surgiram a partir de vontades coletivas e nos permitiram manter a prestação jurisdicional da melhor forma possível”, disse.

A presidente da Amab, Nartir Weber, frisou o desequilíbrio entre a quantidade de juízes existentes para atender à demanda de milhares de advogados de toda a Bahia. “Existem 600 magistrados para atender 40 mil advogados. Como a magistratura pode atender a advocacia com a dignidade que ela merece?”, questionou. “Estamos aqui somando esforços para melhorar o trabalho da magistratura na Bahia”, destacou.

Louvando a iniciativa do deputado Paulo Câmara, o presidente da CAAB, Luiz Coutinho, apresentou diversas dificuldades enfrentadas pela classe com a suspensão dos atendimentos desde o início da pandemia. “O problema hoje é a impossibilidade de os advogados terem acesso para dar entrada nos seus processos. A advocacia está passando fome. Não é possível que os processos físicos estejam parados há tanto tempo, que os cartórios fiquem fechados. A população precisa da Justiça e a advocacia precisa comer, restabelecendo os serviços judiciários de forma adequada”, pontuou.

Dezenas de advogados de toda a Bahia também puderam participar da audiência, relatando suas experiências e dificuldades neste período. Entre as principais queixas estão a falta de acesso ao serviço judiciário, seja de forma remota ou presencial com protocolos de segurança, além dos problemas recorrentes no balcão virtual.

Finalizando as discussões, Paulo Câmara colocou o seu mandato à disposição para acompanhar os encaminhamentos desta pauta. “A alba sempre foi parceira de primeira mão do TJBA, aprovando projetos em prol da instituição, então a Casa não irá se furtar de dar atenção para a melhoria estrutural do tribunal e com isso melhorar o atendimento à população. Dá para ter planejamento estratégico, com medidas de segurança, mas dizer que não vai atender é um desrespeito. Enviaremos a ata deste debate para as instâncias envolvidas e meu compromisso é levar esse tema adiante para acompanhar e tirar esse obstáculo da vida dos advogados”, frisou o deputado.

Paulo Câmara define estratégia de capacitação para aplicar o Botão Maria da Penha em Salvador

Reunião botão maria da penhaO vereador Paulo Câmara reuniu-se hoje (19) com a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Nágila Brito, para definir a estratégia de capacitação dos oito guardas municipais que vão usar as duas viaturas destinadas ao Botão Maria da Penha, disponibilizadas pela Superintendência de Segurança Prevenção a Violência do Salvador (Susprev). Os carros serão plotados com a marca do botão e vão circular nas áreas onde vivem as mulheres em situação de risco, que estejam sob medida protetiva da Justiça.

Na ocasião, também foi apresentado o layout da marca do Botão Maria da Penha e das viaturas da Guarda Municipal que serão acionadas através do aplicativo para smartphones em Salvador. A desembargadora Nágila Brito elogiou a boa vontade e celeridade com que diversos segmentos da sociedade estão se mobilizando para fazer esse trabalho em equipe. “Vamos à luta contra os criminosos para dar uma vida digna a essas mulheres fragilizadas”, disse.

Seminário de capacitação
“Queremos sair do segundo lugar no ranking nacional de homicídios de mulheres e o uso do Botão Maria da Penha e a circulação das viaturas serão fundamentais para que os agressores sintam-se intimidados, fazendo valer a medida protetiva”, afirmou Paulo Câmara. A capacitação acontecerá depois da Copa do Mundo, em meados de julho, com um seminário que deve ter duração de uma semana, com conteúdo a ser desenvolvido pelo TJ-BA.

Participantes
Também participaram da reunião no Tribunal de Justiça da Bahia o coronel Peterson Portinho, superintendente da Superintendência de Segurança Prevenção a Violência do Salvador (Susprev); o diretor de orçamento da Secretaria de Planejamento do TJ-BA, Maurício Dantas; o procurador jurídico da Câmara Municipal de Salvador Gildásio Alves; e Leonardo Araújo, da equipe técnica de Paulo Câmara.

Processo de implantação
Paulo Câmara tem feito constantes esforços para viabilizar a implantação do dispositivo em Salvador e até mesmo em toda a Bahia. O edil já se reuniu com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa; com o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Eserval Rocha; com a juíza Márcia Lisboa, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Salvador; além da coordenadora do Grupo de Atuação em Defesa da Mulher do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Márcia Teixeira.

 

Reunião no TJ define implantação do Botão do Pânico na Bahia

Uma reunião realizada hoje (01), no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, definiu as ações para a implantação do Botão do Pânico no estado. Será assinado um Termo de Compromisso entre diversas esferas de Poder Público que vai estabelecer as bases para a implantação do aplicativo para smartphones do Botão do Pânico, que foi lançado recentemente pelo presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, que esteve presente à reunião hoje.

Com o aplicativo, mulheres que estão sob medida protetiva da Justiça devido a um histórico de agressões sofridas por companheiros ou ex-maridos poderão acionar a polícia com um simples toque no celular.

“Quando os agressores souberem que o aplicativo do Botão do Pânico já está sendo utilizado, eles pensarão duas vezes antes de cometerem um ato de covardia contra suas cônjuges ou ex-companheiras. Afinal, saberão que estão sendo vigiados. O mesmo aconteceu quando foram instaladas as câmeras de seguranças nos ônibus de Salvador. Houve uma diminuição dos assaltos, pois os bandidos sabiam que os coletivos estavam sendo monitorados”, comparou Paulo Câmara.

Também presente à reunião, a desembargadora Nágila Maria Sales Brito frisou que “vamos iniciar o processo de implantação do Botão do Pânico com a adaptação da tecnologia. Tenho certeza de que o modelo do Botão do Pânico na Bahia terá uma forma mais fácil de manuseio, já que tivemos esta ideia do presidente da Câmara de Salvador, Paulo Câmara, que lançou este aplicativo”.

Também esteve presente à reunião Márcia Regina Ribeiro Teixeira, coordenadora do Grupo de Atuação em Defesa da Mulher do Ministério Público do Estado da Bahia, e o coronel Jaime Pinto Ramalho Neto, representando a Secretaria de Segurança Pública.