De bicicleta e avante!

Enquanto Dublin, capital da Irlanda, chama a atenção dos turistas com as biketaxis, grupos de ciclistas brasileiros ainda lutam pela implantação de ciclovias pelo país. Adequadas para qualquer cidade do mundo, independente de clima, geografia ou PIB, as bicicletas são importantes veículos de transporte no conceito de mobilidade urbana sustentável.

Uma alternativa implantada no Brasil através da parceria de prefeituras e empresas privadas é o aluguel de bicicletas. Você faz seu cadastro no site, compra os bilhetes diários ou mensais, e através das informações disponíveis retira a bicicleta nas estações. Depois do uso é só devolver em qualquer estação. Em funcionamento desde 2011, no Rio de Janeiro já são mais de 60 estações. O programa já existe também em outras cidades como São Paulo, Porto Alegre, Recife e Curitiba.

Para quem ainda não anda de bicicleta, mas gostaria, uma solução existente é chamar um “Bike Anjo”. Trata-se de uma atividade voluntária, organizada por ciclistas apaixonados pelo uso de bicicletas e que ajudam novos ciclistas a encontrar os melhores roteiros ciclísticos na sua cidade, além de reforçar todas as normas para andar em segurança. O projeto nasceu em São Paulo, mas já é possível encontrar anjos pedalantes em 21 estados, inclusive em Salvador.

Todos esses projetos colaboram com o resgate da magrela como meio de transporte rápido e ecológico. É uma luta para colocar o Brasil no mesmo ritmo dos países europeus, mas que ainda carece da contrapartida do poder público. Amantes da bike se queixam, com razão, do baixo número de vias exclusivas para ciclistas, das más condições de conservação das poucas que existem, e da insegurança provocada pelo desrespeito de motoristas.

Salvador hoje conta com 18,9 km de ciclovias, número pequeno se comparado com a extensão viária da cidade, que é de 5.000 km. Em outras palavras isso representa apenas 0,38%, o que coloca Salvador na última colocação entre 11 das 15 capitais analisadas pelo portal Mobilize Brasil. Rio de Janeiro, que possui 300 km de ciclovias (a maior do país e a segunda maior da América Latina) só alcançou 3,17% da extensão viária, o que mostrar que o caminho ainda é muito longo. O portal Mobilize Brasil reúne os dados disponibilizados por prefeituras e órgãos públicos, e visa estimular as cidades e a população a pensarem a mobilidade urbana sustentável.

 

Projeto Cidade Bicicleta

Uma audiência pública, marcada para o dia 26 de abril, vai discutir os caminhos do projeto “Cidade Bicicleta – Mobilidade para Todos”, pensando pelo Governo do Estado desde 2008, e que prevê a implantação de 217km de malha viária em Salvador e Lauro de Freitas. Grupos de ciclistas se organizaram propor modificações no projeto, que atendam as necessidades atuais bem como as futuras, e, sobretudo, que o Estado repasse o projeto para o Município, pois a implantação requer modificações no trânsito da cidade.

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Câmara aprova projeto que proíbe atividades dos flanelinhas

projeto que proíbe atuação de flanelinhas é aprovado pela Camara
Foto:jornaldaparaiba.com.br

A Câmara Municipal de Salvador aprovou na tarde desta quarta-feira (24) o Projeto de Lei nº 38/12, que visa proibir a atividade dos guardadores de veículos, também conhecidos como “flanelinhas”.

“Eles privatizam as vias públicas e causam insegurança aos cidadãos, através de uma aproximação provocativa e muitas vezes até violenta”, argumenta Paulo Câmara, ressaltando que a lei vai dar mais tranquilidade para os motoristas soteropolitanos, por vezes obrigado a pagar para guardar o carro em espaço gratuito.

De acordo com a proposição, apenas o Poder Público poderá explorar comercialmente o estacionamento de veículos em áreas públicas. O texto determina que os flanelinhas flagrados em atividade devem ser presos e enquadrados no artigo 47 da Lei de Contravenções Penais, que prevê pena de 15 dias a 3 meses de prisão ou pagamento de multa.

Agora, a sanção ou veto ao projeto fica sob responsabilidade do Executivo Municipal. Sendo sancionado, ficará a cargo da Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (SUSPREV) a fiscalização, remoção e o encaminhamento dos flanelinhas que descumprirem as normas à autoridade policial.

Banheiros infantis em estabelecimentos 

Outro projeto de Paulo Câmara (PL 333-2009) aprovado hoje (24) obriga supermercados, shopping centers, restaurantes, escolas e bares de Salvador a instalar banheiros infantis (para crianças até 12 anos) em suas dependências.

Além disso, eles devem efetuar os seguintes serviços: permissão de entrada de um acompanhante adulto para auxiliar a criança em suas necessidades; infra estrutura adequada para a altura e necessidades físicas, visando facilitar o uso pelas crianças; aviso de acesso restrito à criança e a seu acompanhante.

Para Paulo Câmara, “a necessidade de adequar banheiros infantis nos estabelecimentos comerciais ocorrer principalmente pela necessidade de preservação de fatores de higiene, bem como medida de segurança que garantam a preservação e proteção contra possíveis abusos contra a criança”. O projeto também segue para a análise do prefeito ACM Neto.

Vereador consegue realização de obras em Jardim Nova Esperança e Baixa do Camurujipe

Paulo Câmara visita jardim nova esperança e
Morador de Jardim Nova Esperança conversa com Paulo Câmara

Nem a chuva que caiu em Salvador na manhã deste sábado (20) foi capaz de impedir Paulo Câmara de visitar as comunidades de Jardim Nova Esperança e Baixa do Camurujipe, em São Caetano.

Em Jardim Nova Esperança, Paulo visitou uma rua com mais de 600 metros de comprimento e uma ladeira bastante íngreme, que ele intermediou instalação de asfalto e banho de luz. Ao todo, foram mais de 110 pontos instalados.

A obra foi feita há dois anos e continua em perfeitas condições, já que o vereador sempre está presente, buscando nos órgãos públicos a manutenção dos serviços. “Aqui era barro, não subia carro, e quando chovia formava muita lama. Depois os moradores colocaram concreto até a metade da rua, mas não resolveu. Hoje estamos no céu”, relata o morador Renato Almeida.

Paulo Câmara lembra que quando esteve pela primeira vez na comunidade, ficou preocupado com a situação do bairro. “Eles viviam só de esperança. Carro de passeio não podia descer. Quando falavam que moravam na baixada, ninguém queria vir. Mas nós lutamos junto aos órgãos públicos, o serviço foi muito bem feito e agora é só conservar”, ressaltou. Na oportunidade, os moradores solicitaram a continuidade da pavimentação e remoção de entulho de um barranco que desabou.

Baixa do Camurujipe

Já na Baixa do Camurujipe, a principal reivindicação foi a criação de um desvio para a água da chuva que vem da Ladeira de São Caetano e acaba invadindo a comunidade. Eles também solicitaram a reforma da quadra de esportes e intensificação da coleta de lixo, cujo depósito é feito  em um container na entrada da Baixa.

Benefícios para comunidade  

Há cerca de um ano e meio,  o vereador levou iluminação para toda a comunidade da Baixa do Camurujipe, beneficiando cerca de 10 mil famílias que moram lá, conforme dados da líder comunitária Joselita Barbosa.

Paulo também ajudou a comunidade intermediando a construção de dois canais para escoamento das águas do rio Camurujipe, que  transbordava  frequentemente e inundava as casas.

Obras pela melhoria da qualidade de vida em Cajazeiras

Paulo Camara faz obras pela mobilidade de Cajazeiras
Robert, ao lado de seu pai, conversa com Paulo

Uma escadaria íngreme, com rachaduras, além de um córrego aberto passando ao lado. Este era o cenário que o jovem Robert (14), uma pessoa com deficiência física, tinha que enfrentar todos os dias para sair de casa, em Cajazeiras 4. A mesma dificuldade era compartilhada por outra moradora, deficiente visual.

Diante disso, no ano passado, a família e os moradores da rua se reuniram e convocaram Paulo Câmara para ver de perto a situação. “Fizemos uma parceria com a Prefeitura para recompor o piso – a escada foi transformada em uma rampa – e criar o sistema de esgotamento sanitário. A obra ainda não está completa, porque ainda vamos fazer a segunda etapa até o final da rua, mas já melhorou bastante e ajudamos a melhorar também a vida de um deficiente físico e outro visual”, disse Paulo Câmara.

Paulo conta que fica feliz quando se depara com esses atos de solidariedade coletiva, sobretudo porque os moradores do final da rua optaram por deixar que a obra começasse da parte superior, para contemplar as pessoas com deficiência.

“Agora ficou melhor para ele subir, porque era uma escadinha e até o pessoal que descia com carro de mão, levando material de construção, tinha dificuldade”, avalia Roberto Santana, pai de Robert.

Cajazeiras 8

Paulo Câmara também esteve em Cajazeiras 8, onde instalou 106 pontos de luz no ano passado e, desta vez, foi conferir a manutenção que está sendo feita em alguns deles. A comunidade solicitou serviço de tapa-buraco e poda de árvores. As demandas já foram encaminhadas à Prefeitura.

O vereador também aproveitou a oportunidade para visitar as crianças da Escola Educandário Restauração, cuja fachada ele recuperou recentemente. “Trabalho aqui em Cajazeiras há dois anos e nossa obrigação é essa: sair do gabinete para ouvir os problemas das comunidades. Compete a nós resolvê-los”, enfatiza o vereador.

PL 165/13 – Dispõe sobre o Projeto “Diga não ao Cerol”

Muitos acidentes fatais ocorrem com motociclistas que passam por áreas onde crianças e adolescentes empinam papagaios, utilizando linha com cerol (mistura de pó de vidro e cola de madeira), que é extremamente cortante. Nestes casos, é o pescoço do motociclista ou pedestre que entra em contato com a linha de pipa com cerol. A cola serve como aglomerante, enquanto o pó de vidro ou ferro serve como abrasivo. O resultado é uma linha extremamente cortante, que pode trazer riscos para quem aplica e para quem usa. Pedestres, ciclistas, paraquedistas, skatistas e outros também são alvo desta mistura.

Diante desta situação, Paulo Câmara  deu entrada em um projeto de lei que proíbe a venda comercial, bem como o uso da linha chilena de óxido de alumínio, silício e cerol. Alguns municípios brasileiros já proíbem esta venda. A Constituição Federal proclama o direito à vida e cabe ao Estado assegurá-lo.  Paulo acredita que a Câmara não deve mais permitir esta comercialização, que prejudica a população soteropolitana e o meio ambiente (morte de pássaros).

Segundo o projeto, o estabelecimento comercial que for flagrado vendendo o referido material será punido com multa e até suspensão do alvará de funcionamento. Caberá à Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev) a responsabilidade de fiscalizar, coibir e apreender as linhas com cerol. O projeto segue na ordem do dia para ser votado na Câmara Municipal de Salvador.

Confira o projeto na íntegra

Projeto de Lei Diga Não ao Cerol

 

 

PL 117/2013 – Obrigatoriedade das empresas contratarem, preferencialmente, empregados moradores do bairro onde estão sediadas

Com o objetivo de diminuir problemas com a mobilidade urbana em Salvador, Paulo Câmara criou um projeto de lei estabelecendo que as empresas contratem pelo menos 20% de mão de obra local, ou seja, moradores da região da cidade onde os estabelecimentos estão sediados ou bairros adjacentes.

Este projeto vai poupar o trabalhador de se deslocar para bairros distantes. Assim, ele terá menos stress, além de ganhar mais tempo para se dedicar à família, melhorando sua qualidade de vida.

Serão eximidas da obrigação as contratações que exijam especializações e/ou condições específicas regidas pela CLT e as empresas que tenham em seu quadro funcional menos de cinco funcionários contratados. Caso a lei seja descumprida, poderá ocorrer a cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento.

Confira projeto na íntegra

Projeto de lei determina que empresas contratem pelo menos 20% da mão de obra local , como forma de contribuir com a melhoria da mobilidade urbana

Bahia Press – Paulo Câmara vê segurança da população em risco

Paulo Câmara vê situação da população em risco, com a atuação dos "flanelinhas" - 23.03.2012
Paulo Câmara vê situação da população em risco, com a atuação dos “flanelinhas” – 23.03.2012

PI Nº 122/11- Indica ao prefeito de Salvador implementar infraestrutura para o trânsito de bicicletas

Ir para o trabalho ou para a faculdade de bicicleta. Essa já é uma realidade em diversos lugares do mundo. Em Copenhague, por exemplo, um em cada três habitantes da cidade utiliza a bicicleta como meio de transporte. A implantação de ciclovias ajuda a diminuir o número de carros nas ruas e, consequentemente, a poluição do ar e os congestionamentos. Além disso, o uso constante da bicicleta oferece benefícios para a saúde da população.

Seguindo este exemplo e levando em consideração os problemas que os soteropolitanos enfrentam diariamente com o trânsito da cidade, Paulo Câmara indicou para a Prefeitura de Salvador a implementação de infraestrutura para o trânsito de bicicletas, por meio da criação de ciclovia ou ciclo faixas.

De acordo com a proposição, as ciclovias devem ser construídas nos trechos de rodovias, em zonas urbanizadas, nas vias públicas, nos terrenos marginais às linhas férreas, nas margens de cursos d’água, nos parques e em outros espaços naturais de Salvador.

Confira o projeto na íntegra 

Projeto de Indicação_ Ciclovias_Paulo Camara