Entrevista Tribuna da Bahia – “ACM Neto é favorito por tudo que realizou até agora”

Em entrevista exclusiva à Tribuna, o tucano, que é presidente do PSDB em Salvador, criticou o envolvimento de interesses políticos na condução do tema

por Osvaldo Lyra e Raul Monteiro*
Publicada em 04/01/2016 07:41:06

Em seu segundo mandato como presidente da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Paulo Câmara (PSDB) diz que a discussão sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) não pode sofrer influência política em sua discussão na Casa Legislativa do município.

Em entrevista exclusiva à Tribuna, o tucano, que é presidente do PSDB em Salvador, criticou o envolvimento de interesses políticos na condução do tema.

Segundo Paulo Câmara, em 2016 o Legislativo poderá ser impactado devido ao período eleitoral. No entanto, ele disse que isso pode ser compensado com a qualidade nas sessões que ocorrerem.

Questionado sobre a sucessão do prefeito ACM Neto, o tucano disse que o trabalho desenvolvido pelo democrata à frente da prefeitura o gabarita para continuar à frente do posto.

“Não existe eleição fácil. Todos os candidatos serão colocados com suas plataformas políticas, mas não tenho a menor dúvida que o prefeito ACM Neto é favorito por tudo que ele realizou até a agora”, disse.

Confira a entrevista:

Tribuna da Bahia – O ano de 2015 foi de turbulências tanto na área política como na área econômica. Qual a sua avaliação?
Paulo Câmara – Foi um ano que deixou o país atordoado. Mas, ao mesmo tempo em que foi de passar a limpo, tenho dito muito que 2016 será o tempo de construir uma nova república. Acho que isso é bom para todos, com novos posicionamentos da população nas ruas mostrando sua indignação, e isso é bom, movimenta. As pessoas passam a sair daquela zona de conforto. Aquela pessoa que está empregada, da classe média e com a vida resolvida, não participa da vida política. No entanto, a vida pública é a motriz de tudo isso aqui, tudo passa pela Câmara de Vereadores, pela Assembleia Legislativa, pela Câmara Federal. O cidadão comum que não é político tem que fazer política, tem que participar, tem que exigir dos homens públicos, pois, só assim teremos uma cidade, um país melhor. A turbulência de 2015, eu vejo como um tempo de aprendizado. As coisas estão mudando, é preciso melhorar para aquele que está lá na ponta, que é o cidadão. Somos eleitos para trabalhar e dar uma qualidade de vida melhor para essas pessoas, e, quando essas expectativas não são atendidas, vem a insatisfação.

Tribuna – Na sua avaliação, qual foi o momento mais difícil para a cidade?
Paulo Câmara – Em 2015 o momento mais difícil foi no período das chuvas.  Uma chuva que caiu de maneira assolada, vitimando pessoas. Nenhuma cidade do mundo estaria preparada. Salvador, pela sua geografia de altos e baixos, apesar de todo o esforço que o prefeito fez, vivenciou essa fatalidade.

Tribuna – E a Câmara, cumpriu seu papel junto à população da cidade?
Paulo Câmara – Não tenho a menor dúvida. Todas as comissões trabalhando, atuando e atentas aos fatos que ocorreram na cidade. Com a chuva, vimos todos os vereadores irem para as ruas com os secretários. Essa é a diferença, a Câmara pode auxiliar o Executivo, mas não tem esse poder de executar. Quando você perde uma geladeira, um carro, isso você compra. Mas quando se perde vidas, estamos falando de seres humanos, todo mundo se solidariza nesse momento. Ninguém está livre dos impactos das chuvas. No Sul do país, inclusive, a chuva está arrasando tudo tem pouco tempo. Essas mudanças climáticas estão fazendo uma confusão geral, por isso temos que estar atentos para que outros fatos não aconteçam. Quando chove mais de 100 mililitros, a cidade para, não tem cidade no mundo que suporte essa quantidade de chuvas, ainda mais naquela intensidade que foi de vários dias de chuva seguidos. O Legislativo vem cumprindo o seu papel fiscalizador.  Câmara chegou a convocar um secretário municipal sem querer saber sequer de qual partido era, como foi no caso do ex-secretário da Fazenda, Mauro Ricardo. Nunca existiu essa dinâmica de um secretário vir na Câmara praticamente mensalmente dar explicação dos atos. Acho que esse é o papel da nossa Casa, ser um poder independente, mas acima de tudo com compromisso social.

Tribuna – O ano de 2016 começa e promete ser bem movimentado. Qual o maior desafio? Conciliar a agenda eleitoral com os trabalhos na Casa?
Paulo Câmara –
Vai ser aquela história de manter o ponto de equilíbrio, vamos ter diversos interesses em jogo, o jogo político faz parte, vai ser uma equação que a gente vai ter que montar, porque não podemos perder de vista o cidadão. A Câmara de Vereadores foi eleita para trabalhar até o ano que vem para atuar por nossa cidade. O mote nessa Casa será conversar o tempo todo com os diversos líderes para buscar o equilíbrio em busca da qualidade. Agora inevitavelmente vai ter menos sessão. Não adianta ter sessão segunda, terça e quarta se não houver produtividade. Se não for possível fazer sessão na segunda por algum motivo, algum ato, a gente tem que ter na terça ou na quarta com produtividade, com qualidade, debatendo e discutindo.

Tribuna – Qual sua expectativa para a votação do PDDU? Pode ser contaminado pelo processo eleitoral?
Paulo Câmara –
Não, pelo contrário. Acho que vai ser um processo em que o jogo já está bem desenhado, pelo que eu observei na primeira audiência. Tem o grupo que quer obstruir, alguns que querem construir contando possíveis falhas, dando contribuições para aperfeiçoar e melhorar e outros que estão ali para aprender. Foi isso que vi na primeira audiência pública que fizemos. Se você fizer algo de maneira correta como a Câmara fez, com todas as audiências predeterminadas, com plano de mídia já elaborado, convocando a sociedade, debatendo e com tudo sendo transmitido ao vivo pela TV Câmara, não terá problemas. O que não pode estar em jogo é o interesse político e a politicagem. O que não pode interferir são aquelas pessoas profissionais em audiências públicas que vem com o objetivo de obstruir. Não sabem nem o que está sendo discutido. Se perguntar no plenário qual o tema o título, não sabe responder. É o que eu digo das 25 perguntas, só quatro foram propositivas. Isso está gravado. Então, vão dizer o quê depois? O momento é esse para discutir. Teremos ainda mais 15 audiências públicas, teremos ainda quatro audiências públicas devolutivas para discutir as emendas, também um fato inédito em nossa Casa. Estamos trabalhando para serem apresentadas as emendas em plenário. Então, vai se questionar o quê? Vai fazer política porque um arquiteto não agradou? Tem que agradar a cidade. Aqui é o vereador que vai ter a legitimidade pra dizer o que vai ser feito pela cidade. Todas as contribuições, as críticas serão muito bem- vindas, mas nenhum tipo de interferência externa nós iremos aceitar.

Tribuna – Como avalia o governo ACM Neto? Qual o principal erro e acerto?
Paulo Câmara –
Acho que a cidade hoje tem um grande prefeito. Tem feito o trabalho extraordinário em nossa cidade, não é à toa que tem sido considerado o melhor prefeito do Brasil por três vezes. É uma pessoa que trabalha diuturnamente e tem o comando da sua gestão. Sabe de tudo que acontece, tem um grupo de secretários fortes e unidos trabalhando, é uma virtude dele. É uma grata surpresa, um jovem que tem esse talento nato e provou ter essa capacidade administrativa. Salvador hoje passa por um novo momento, através de crescimento, com resgate da sua autoestima. A cidade está sendo devolvida ao cidadão, acho que isso é muito positivo para a nossa cidade. Os desafios precisam ser enfrentados e ele pegou uma cidade arrasada. Primeiro, ele atacou muito bem à saúde, recuperando os postos, recuperando acima de tudo os problemas na rede de saúde da família, investindo na capacitação dos servidores. Em segundo lugar, focou na educação, sempre voltado para as creches, alavancando o número de matrículas. Olhou para a infraestrutura da cidade, fazendo a ligação Águas Claras a Cajazeiras. Então você tem de projetos estruturantes macros a investimentos no social, a exemplo do Morar Melhor.

Tribuna – O que ele não fez e acredita que ele deveria colocar como prioridade?
Paulo Câmara –
Você trabalhar em uma cidade como a nossa que tem muita demanda, não é fácil.  Era uma cidade em que todos diziam não ser possível andar sem ajuda do governo do Estado, sem o governo federal. E isso ele desmistificou. ACM Neto recuperou a economia, paga todos os seus funcionários em dia, não há problemas de gasto na prefeitura, temos bons projetos sendo executados. Acho que a frustração do projeto da prefeitura foi o BRT. Uma frustração como um todo, pois existia uma expectativa, a prefeitura fez o seu papel, era uma obra que poderia estar sendo iniciada, não foi dada nem a ordem de serviço. Mas envolve o governo Federal. Uma frustração para Salvador em 2015 foi a não execução do BRT.

Tribuna – Neto é favorito em 2016. A falta de um candidato forte do PT vai deixar a reeleição dele mais fácil?
Paulo Câmara –
Não existe eleição fácil. Eleição se decide no dia. Tenho muito o pé no chão. Acho que a gente tem que focar no hoje e pensar no máximo no amanhã. Isso só se faz com o trabalho, indo para as ruas, fazendo vistorias, colocando projetos para rodar, cuidando do seu secretariado, com a equipe na mão ele tem feito um excelente trabalho.
O prefeito trabalha 12, 14 horas por dia, de domingo a domingo, não tem hora para trabalhar. Às vezes, até brinco com ele: “rapaz, você chega em casa 23h e 9h da manhã já está na rua?”. Eu não sei como ele consegue, mas dá exemplo. Repito que não existe eleição fácil, todos os candidatos serão colocados com suas plataformas políticas, mas não tenho a menor dúvida que o prefeito ACM Neto é favorito por tudo que ele realizou até a presente data.

Tribuna – O PSDB vai pleitear espaço na chapa majoritária? Está no páreo?
Paulo Câmara –
O PSDB é um partido que faz parte do projeto do prefeito ACM Neto. É o maior partido da oposição, mas existe um arco de alianças. Ninguém ganha uma eleição sozinho. O Democratas com o PSDB não ganharão a eleição sozinhos. Temos o PMDB que é um partido extremamente importante, temos o PRB, PSC, o PV fazendo esse arco de alianças com o prefeito com trabalho e no momento ideal, acho que no final de maio e início de junho, o prefeito sentará com partidos aliados para ver qual é a melhor composição para Salvador e discutindo de maneira muito clara como sempre discutiu. O que você não pode fazer é a politicagem, a barganha política. Eu falo como presidente do PSDB de Salvador, o prefeito tem sido uma grata surpresa e se tudo der certo vamos caminhar juntos.

Tribuna – Como viu a estratégia do prefeito de filiar técnicos em partidos, de olho em 2016. Acertada?
Paulo Câmara –
Eu acho que sim. Porque você tem pessoas dentro da iniciativa privada como Silvio Pinheiro, Guilherme Bellintani, que deram sua contribuição e vieram para cá e de repente tomaram um gosto pela vida pública. O que a gente precisa é sair da sua zona de conforto, não adianta o empresário ou advogado, médico estar sendo bom e não poder participar da vida pública. Se tiverem pessoas jovens e dispostas a contribuir com a vida pública, por que não? Acho que o serviço público carece desse perfil. Eu mesmo fui um técnico que virei político. Cheguei na prefeitura sem ser filiado, sem saber nada de política, apenas com o objetivo de fazer o meu serviço na administração. Fui tomando gosto e aqui estou eu. Se eu não estivesse entrado para a vida pública, com a formação técnica que eu tinha em economia, talvez eu não estivesse aqui hoje. Acho que é preciso o despertar para que as pessoas deem suas contribuições. O prefeito teve essa capacidade de identificar novos quadros, fazendo uma equipe jovem, que mescla a experiência do ex-governador Paulo Souto, José Antônio Rodrigues, André Fraga, que tem sido uma grata revelação. Acho que é preciso ter essa compreensão, esse equilíbrio, essa sensatez, para poder tocar.

Tribuna – E a presença da ação do governo Rui em Salvador incomoda os aliados do prefeito?
Paulo Câmara –
Nessa competição saudável, quem ganha é a cidade de Salvador. Nesse cenário, você tem que deixar de lado o partido e desprover todas as vaidades. O prefeito e o governador foram eleitos para trabalhar. O prefeito foi eleito para governar a cidade e o governador, o estado. E Salvador, que tem maior representatividade no cenário baiano, também tem que ter obra de intervenção. Quando o governo faz uma intervenção, é sempre bem-vinda. E tem que ser aplaudida por todos os soteropolitanos. Não é o governo do PT. É o governador Rui Costa que foi eleito pela população de Salvador também e que merece atenção e respeito.

Tribuna – Como avalia o governo Rui Costa?
Paulo Câmara –
O governador vem tentado se firmar como gestor, mas ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas. Espero que nos próximos três anos de governo ele possa fazer mais por Salvador.

Tribuna – A crise financeira, aliada à dependência do estado com o governo federal, paralisa de alguma forma as obras do governo?
Paulo Câmara –
É aquela história, como o prefeito diz, é preciso fazer o dever de casa. Eles estão no poder há nove anos, então não tem isso de herança maldita. A herança é deles mesmo. Se não souberam se organizar, se gastaram mais do que deviam, não fizeram o dever de casa, erraram e vão pagar o preço. Se não pagar a folha, é culpa exclusivamente deles porque estão no poder há nove anos consecutivos. Na prefeitura, o prefeito encontrou terra arrasada e o que ele fez? Recuperou as finanças e está aí sem depender de ninguém. A prefeitura gastou quase R$ 200 milhões em obras de pavimentação, quase R$ 200 milhões na requalificação da orla, tudo isso sem um centavo dos governos do estado e federal. O único projeto que teria que contar com o governo federal foi o BRT, que não veio, acho muito mais por uma questão política. Acho que a cidade é quem perdeu. Acho válido preparar o que tem, cortar onde tem que cortar, mas isso já vem há nove anos. A situação é a crise, isso contribui, mas isso é um fator que vai somar ao momento de fazer a lição das finanças, vem a queda da arrecadação, mas se tivesse feito o dever de casa, estaria em uma situação bem melhor do que a de hoje.

Tribuna – Como vê as crises política e econômica que atingem o país hoje?
Paulo Câmara – 
Vivemos uma crise que perpassa e constrange a todos nós. Você vê os poderes se digladiando e um querendo salvar o outro. E qual o foco disso? A corrupção. É pior ainda. Quando você alia a falta de credibilidade de um poder somada à corrupção, isso envergonha a todos nós. As pessoas passam, cada vez mais, a ter ojeriza à vida política, é por isso que nós procuramos trabalhar à margem dessa situação. Está aí cada vez mais corrupção, no Executivo federal, lá, o líder do governo no Senado foi preso. O presidente da Câmara Federal também está sendo acusado de corrupção. Então, tem que dar um basta. Quem tem que dar um basta nisso é a população. Se a população soubesse a sua força em ir para a rua, cobrar, muita coisa não teria acontecido. Mas acho que é o momento certo, de uma nova República, que tenhamos um 2016 melhor que 2015 nas esferas pública e privada, mas tem que dar um ponto final nessa crise institucional e política que tem como consequência a crise econômica.

*Colaboraram: Aparecido Silva e Fernanda Chagas.

Artigo A Tarde – 2015: um ano de desafios e realizações

Artigo Jornal A Tarde - Fim de Ano - 29-12

Câmara faz história e devolve mais de 15 milhões à prefeitura de Salvador

Sob a gestão do presidente Paulo Câmara (PSDB), a Câmara de Salvador devolveu mais de 15 milhões à prefeitura municipal em 2015, a maior restituição da história da Casa Legislativa soteropolitana. Na contramão da crise econômica nacional, o presidente comemorou o balanço positivo do ano. “Este resultado sintetiza um exemplo para toda administração pública de que com controle e eficiência podemos realizar muito gastando menos”, destacou.

Entre as ações para economizar e equilibrar as contas está a adoção do pregão eletrônico pela Comissão de Licitação (Compel). Com isso, foram economizados mais de R$8 milhões, o que representa uma diminuição de 35% entre os valores referenciais e os valores contratados.

Outro exemplo de controle de gastos foi com o processo de desapropriação do Edifício Rio Lima, anexo da Câmara na Rua Rui Barbosa, com estimativa de economia em torno de R$252 mil por ano. O espaço oferece melhores condições de trabalho aos servidores das diretorias Administrativa, Financeira e parte da Legislativa, da Procuradoria Jurídica e Controladoria.

Contas de 2014 aprovadas com elogios
Paulo Câmara também comemorou a aprovação por unanimidade e sem ressalvas das contas de 2014 pelo Tribunal de Contas dos Municípios, com elogios do relator, conselheiro José Alfredo Dias, que destacou a devolução de R$3,4 milhões à Prefeitura Municipal. O parecer do tribunal, divulgado no último dia 22, atesta que a Câmara cumpriu todos os itens previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, com rigoroso respeito ao princípio da razoabilidade.

Valorização dos servidores
Em sua gestão, Paulo Câmara também assegurou a valorização dos servidores, com assistência médica para todo o quadro, reivindicação de mais de 15 anos da categoria, aumento do valor do auxílio-educação, treinamento e a criação de plano de cargos e salários. “Cada medida que tomamos é no sentido de modernizar a gestão, estar mais perto das pessoas e atuar com independência para fortalecer a Casa Legislativa”, frisou Paulo Câmara.

Revista Ademi-BA – Entrevista de Paulo Câmara

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Marinha condecora Paulo Câmara com Medalha “Mérito Tamandaré”

Paulo Câmara
Cláudio Viveiros entrega medalha a Paulo Câmara (Fotos: Antonio Queirós)

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, foi agraciado na manhã de hoje (14) pela Marinha do Brasil com a Medalha “Mérito Tamandaré”, em solenidade militar alusiva ao Dia do Marinheiro, realizada no Comando do 2º Distrito Naval. O evento presta homenagem ao aniversário de nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha.

14-12-2015 Pres. Condecorado com Medalha Mérito Tamandaré ft Antonio Queirós (99)

“Sinto-me honrado por receber esta homenagem, isso demonstra a sintonia dos trabalhos da Câmara Municipal e da Marinha do Brasil e redobra a nossa responsabilidade para com esta instituição secular”, disse Paulo Câmara ao receber a honraria, que visa homenagear personalidades e autoridades que contribuíram para o fortalecimento da Marinha.

14-12-2015 Pres. Condecorado com Medalha Mérito Tamandaré ft Antonio Queirós (120)

A cerimônia contou com as presenças do chefe de Estado Maior, Capitão de Mar-e-Guerra, Paulo Cezar, do comandante do 2º Distrito Naval, Cláudio Viveiros, do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, demais militares da Marinha, Aeronáutica, Exército e Polícia Militar, além de civis.

O evento contou com desfile militar, hasteamento do Pavilhão do Patrono da Marinha, acompanhado por salva de 19 tiros de canhão e condecoração de personalidades e autoridades civis e militares com a Medalha “Mérito Tamandaré” e também com a premiação de estudantes vencedores do concurso de redação da “Operação Cisne Branco”.

Na Bahia, o Dia do Marinheiro tem um significado especial, pois entre 1844 e 1846, o Almirante Tamandaré comandou a Divisão Naval do Centro, organização militar sediada em Salvador, precursora do Comando do 2º Distrito Naval.

Paulo Câmara comemora posição de Salvador entre cidades sustentáveis do mundo


Por Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
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A cidade do Salvador foi reconhecida pela Cities 100, como uma das 100 cidades do mundo que apresentam as melhores soluções na área de sustentabilidade.  A redução do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ideia do presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Câmara (PSDB), conhecida como IPTU Verde, faz parte das melhores ações políticas apontadas pela publicação.

Por meio do projeto, proprietários de imóveis residenciais e não residenciais no município de Salvador que adotem medidas estimulando a proteção, preservação e recuperação do meio-ambiente são beneficiados com a redução de até 10% do IPTU. Na segunda-feira (23), o vereador soteropolitano participou de um evento em São Paulo, que discutiu as mudanças climáticas.

“Na oportunidade, foram discutidas possíveis formas de minimizar os efeitos dessas mudanças. E o IPTU verde está em sintonia as medidas apontadas no relatório”,  disse o vereador que recebeu com muita satisfação a inclusão da capital baiana entre as cidades que apresentam melhores soluções de sustentabilidade. O projeto começou a ser discutindo em 2009, quando era ele membro da comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente da Câmara.

Podem participar proprietários residenciais e não residenciais. Além disso, os terrenos declarados como não edificáveis, que não sejam exploráveis economicamente e que estejam em Área de Proteção Ambiental (APA). Nesses casos, eles terão redução de 80% no valor venal para apuração do valor do IPTU. As APAs são: Bacia do Cobre/São Bartolomeu, Baía de Todos os Santos, Joanes/Ipitanga e Lagoas e Dunas do Abaeté.

Rádio Sociedade AM – Entrevista a Raimundo Varela

 

Rádio Metrópole – Entrevista a Zé Eduardo

Entrevista Correio – Capital Sustentável

Para presidente da Câmara, Salvador deve crescer com sustentabilidade

Sustentabilidade e empreendedorismo serão os temas discutidos na próxima quinta-feira, durante o Agenda Salvador

Clarissa Pacheco (clarissa.pacheco@redebahia.com.br)
10/11/2015 06:15:00

Há quem discorde, mas pesquisadores apontam que Salvador, primeira capital do Brasil, também foi a primeira cidade planejada do país. Pouco se encontra hoje do projeto original, traçado pelo arquiteto português Fernão Dias. O crescimento desordenado ao longo dos séculos colocou a capital longe dos padrões conhecidos hoje de cidades efetivamente planejadas e de alta qualidade de vida.

Mas há soluções possíveis para a capital baiana. Para o presidente da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Paulo Câmara, a cidade caminha no sentido de promover melhores condições de vida para a população. “Todos os cidadãos, conscientes de seu papel e da sua importância no contexto global, podem e devem contribuir para uma cidade cada vez mais sustentável e empreendedora. Ser sustentável é uma forma de vida”, disse, nesta entrevista ao CORREIO. A aposta está nestes dois eixos: sustentabilidade e empreendedorismo. Estes serão os temas discutidos na próxima quinta-feira, durante o Agenda Salvador.

O seminário contará com a participação do diretor-presidente da Ideia Sustentável: Estratégia Inteligente em Sustentabilidade, Ricardo Voltolini, além do superintendente do Sebrae do Mato Grosso, José Guilherme Barbosa. O evento, realizado pelo CORREIO, conta com o apoio da prefeitura e da Câmara Municipal de Salvador.

Vereador diz que Câmara Municipal de Salvador reconhece seu papel de estimular o debate entre a população (Foto: Antônio Queirós/Ascom CMS)

Que grau de sustentabilidade existe hoje em Salvador?
Terceira capital do Brasil, Salvador é uma cidade que caminha no sentido de promover melhores condições de vida para a população, com base em ações voltadas à sustentabilidade. Ainda temos muito a avançar, mas, sem dúvidas, é possível reconhecer iniciativas públicas e privadas com vistas ao desenvolvimento sustentável. Empreendimentos sustentáveis são cada vez mais frequentes. A regulamentação do IPTU Verde, por exemplo, fortalece a ideia de um novo padrão de construção para Salvador. Cada vez mais acessíveis, os instrumentos de combate ao desperdício, sobretudo de água e energia, estão na ordem do dia dos novos empreendimentos comerciais e residenciais.

Numa cidade com 3 milhões de habitantes, o que já é possível identificar como uma demanda por ações de sustentabilidade?
Tanto na esfera pública quanto na iniciativa privada, a expressão de ordem é crescer de forma sustentável. Há um grande movimento global que provoca a retomada da preocupação individual com o meio ambiente. Ser sustentável passou a ser uma forma de vida, imposta pela rápida modificação sofrida pelo nosso planeta cujos recursos naturais deram lugar a um ecossistema artificial. É preciso adaptar, criar, mudar e preservar.

Cidades planejadas e que investem em sustentabilidade têm conseguido grandes avanços em qualidade de vida. Como encontrar soluções para melhorar a vida das pessoas aqui em Salvador?
Além da atuação do poder público no planejamento e em intervenções pontuais para sanar os problemas comuns a qualquer grande cidade, Salvador vive agora um momento importante na sua trajetória. O processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) reflete a constante preocupação por parte de gestores públicos e de toda a sociedade civil, que tem demonstrado amplo interesse em participar, opinar, sugerir melhorias para o desenvolvimento sustentável da nossa cidade. Nesse aspecto, a Câmara Municipal de Salvador vai tomar todas as medidas necessárias ao amplo debate, garantindo a participação popular para a aprovação do plano, que vai nortear os rumos da cidade para os próximos anos. A meta é pensar Salvador para mudar o presente e desenhar o futuro, assegurando qualidade de vida para todos que aqui vivem.

O que a cidade pode fazer para se tornar mais sustentável?
A cultura da sustentabilidade é processual. Ela se transforma e se estabelece na medida da necessidade e de uma nova consciência individual e coletiva. E nessa transformação, a Câmara busca cumprir seu papel, estimulando e promovendo as discussões de temas que afetam a vida de todos os seus habitantes. Recentemente, finalizamos o ciclo de encontros chamado Salvador Sustentável, que trouxe à ordem do dia especialistas em temas de fundamental importância para o dia a dia da população. Com suas expertises, palestrantes convidados de diversas partes do Brasil compartilharam conosco experiências de sucesso nas áreas da mobilidade urbana, justiça social e bioética, consciência cidadã, consumo responsável, logística reversa e economia criativa, entre outros.

Que ações que são voltadas para o empreendedorismo já acontecem dentro de Salvador?
O estímulo ao empreendedorismo e à desburocratização tem sido outro foco de trabalho na Câmara Municipal de Salvador, que conta com uma comissão especial formada com esse objetivo. A proposta é discutir e apontar alternativas legais para o desenvolvimento do empreendedorismo em Salvador, sobretudo em meio à crise econômica que vive o país. Reconhecemos que a Câmara Municipal tem papel fundamental nesse processo.

Que benefícios  ações empreendedoras podem trazer para a cidade que é a terceira maior capital do país?
Salvador precisa estar inserida no cenário global que exige cidades competitivas, com infraestrutura adequada e qualidade de vida. Dessa forma, é necessário que tenha a capacidade de adotar como temas basilares a inovação e o empreendedorismo, que, somados, vão favorecer o aparecimento de novos negócios e proporcionar novas oportunidades de trabalho, gerando renda e movimentando a economia de forma criativa e sustentável. Percebemos que a capital baiana apresenta um aspecto peculiar com relação ao empreendedorismo. Conforme diz Juliano Seabra, presidente da Endeavor Brasil (organização dedicada a fomentar o empreendedorismo no Brasil), 68% das pessoas daqui querem abrir o próprio negócio. No entanto, o investimento privado em inovação é pequeno e o empreendedor soteropolitano é o que menos investe em inovação em todo o Brasil, apesar de um em cada 13 funcionários de empresas estar lotado em áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Quem, além dos gestores públicos, pode desenvolver ações que contribuam para uma Salvador mais sustentável e também ainda mais empreendedora?
Todos os cidadãos, conscientes de seu papel e da sua importância no contexto global, podem e devem contribuir para uma cidade cada vez mais sustentável e mais empreendedora. Como disse antes, ser sustentável é uma forma de vida. O nosso desafio, enquanto homens públicos, é justamente fazer esse chamamento para a revolução comportamental, que começa com pequenas ações em casa, nas escolas, no ambiente de trabalho, nas comunidades. Como disse o sociólogo alemão Ulrich Beck, temos que pensar globalmente e agir localmente. É preciso educar o consumista ilógico que existe em nós, evitar desperdícios e reduzir o consumo a padrões adequados, uma vez que fragilizar o meio ambiente é fragilizar a saúde, o emprego, a economia. Como tudo está integrado, uma cidade com níveis elevados de qualidade de vida e preservação ambiental, certamente atrairá empreendedores responsáveis que contribuirão para o desenvolvimento da economia dentro da nossa querida cidade Salvador.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO AGENDA SALVADOR
8h Abertura e credenciamento

9h às 9h20  Abertura com autoridades públicas: prefeito ACM Neto e presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Câmara

9h20 às 10h20  “Como inspirar e formar líderes sustentáveis”, com Ricardo Voltolini, diretor-presidente da consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade e criador da plataforma Liderança Sustentável

10h20 às 11h20  “Laboratório sustentável para micro e pequenas empresas: case de incubadora de sucesso”, com José Guilherme Barbosa, superintendente do Sebrae do Mato Grosso

11h20 às 12h20 Painel: Sustentabilidade o Impacto nas Cidades, com Ricardo Voltolini, José Guilherme Barbosa, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, e com o presidente da Comissão Especial de Desburocratização e Incentivo ao Empreendedorismo, vereador Léo Prates

Quando  Quinta-feira, 12 de novembro de 2015, das 8h às 12h
Onde  Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) – Rua Edístio Pondé, Stiep, Salvador
Inscrições  Gratuitas, através do endereço www.correio24horas/agendasalvador