Carona Solidária reduz problemas de mobilidade

Carona solidária é uma opção sustentávelAproveitando que estamos na Semana do Meio Ambiente, por que não falarmos de uma ação simples, que pode ser aplicada hoje mesmo, colabora com a redução das emissões de CO2, melhora a fluidez do trânsito e ainda proporciona economia financeira?

Estamos falando das Caronas Solidárias. A prática começou a ser incentivada nos Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa, como uma medida que colaborasse com a gestão de tráfego. Uma das contrapartidas do poder público foi a autorização para que os veículos de passeio que estivessem com ao menos dois passageiros pudessem usar a faixa exclusiva para veículos de grande ocupação, e assim diminuíssem o tempo nos engarrafamentos. A medida teve efeito positivo e hoje já se espalhou pelo mundo todo, apesar de ainda encontrar resistência, sobretudo quando o assunto é segurança.

Na década de 90, foi instituído na França o Dia Mundial Sem Carro. Com certeza, um dia apenas que você deixe o carro na garagem não vai amenizar os níveis de poluição de um ano inteiro, mas pode ajudar a conscientizar as pessoas a adotar hábitos sustentáveis. E os resultados estão aparecendo.

Um termômetro que nos dá esse parecer é a quantidade de sites e plataformas web voltada para o público que oferece ou procura uma carona. Alguns sites, como o Caroneiros estão ativos há mais de cinco anos e possibilitam, inclusive, que as pessoas organizem caronas interestaduais. Dados divulgados pelo jornal Metro São Paulo, em 2012, destacam que a procura por essas plataformas também cresceu. O Caroneiros, que em 2011 registrava 13,3 mil usuários, hoje ultrapassa a casa dos 26 mil. O Unicaronas que tem como foco ajudar os estudantes universitários, possui cerca de 22,5 mil usuários.

Você deve estar pensando: e é seguro mesmo? Como vou pegar carona com alguém que eu não conheço ou, ainda, como vou colocar pessoas estranhas no meu carro? Uma solução interessante que minimiza esses riscos é começar esse hábito das caronas com seus vizinhos, pessoas que você já conhece há certo tempo. Outra opção é envolver as empresas nessas ações. O site Caronetas faz exatamente isso.

Criado em 2011, o site cadastra empresas e colaboradores, para que as caronas aconteçam entre pessoas que trabalham juntas, mas muitas vezes não têm tempo de se conhecer e estabelecer uma relação de amizade e colaboração ambiental e financeira. Em 2012, o Caronetas foi eleito como ‘Solução Mundial de Mobilidade’ pela Universidade de Michigan – EUA, e possui uma meta audaciosa para 2013: retirar 300 mil automóveis das ruas de São Paulo até o fim deste ano.

É uma alternativa a curtíssimo prazo que proporciona um resultado imediato. É uma conta matemática simples: se um motorista compartilhar seu carro com três outros condutores, haverá apenas um carro na rua, em vez de quatro. A redução é de 75%.

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, a frota de veículos em Salvador no mês de abril ultrapassava os 760 mil veículos, sendo que 612.419 são carros de passeio. Agora, imagine como seria Salvador com 459.314 mil carros a menos nas ruas de nossa cidade? Pense nisso.

Repensar a praça: projeto de sustentabilidade

Praça Victor Civita, em Pinheiros-SP
Praça Victor Civita, em Pinheiros-SP

O poeta Castro Alves já dizia: “A Praça é do povo, como o céu é do condor”, mas não é bem isso que estamos vendo nos últimos anos. As cidades foram tomadas por arranha-céus e a vida social empurrada para o stress dos problemas de mobilidade. Praças e parques estão se transformando em grandes espaços de estacionamento e pouco encontro entre as pessoas.

Refletindo sobre a história vamos perceber que aconteceu uma grande desvalorização do significado de uma praça. Na Ágora grega a praça era o símbolo maior da liberdade, era neste ambiente que aconteciam as reuniões sociais e as pessoas emitiam suas opiniões; era no Fórum romano onde aconteciam as relações comerciais e políticas, configurando-se como palco do poder; os imponentes jardins europeus configuravam-se (e afirmo que ainda o são) singulares obras de arte.

Mas o que vemos hoje é a utilização de praças como áreas de estacionamento com sombra, na imensidão cinza de concreto na qual os centros urbanos se transformaram.

Os debates, sobretudo midiáticos, acerca da necessidade de pensarmos e agirmos de forma sustentável têm levantado questionamentos sobre a relevância das praças nos centros urbanos, que vão muito além de espaços verdes. Na verdade, a busca atual de urbanistas é fazer com que praças e parques voltem a ser aqueles espaços públicos de convívio social como em outrora.

Uma premissa que está crescendo em busca dos espaços verdes para as pessoas é uma maior participação social, seja por grupos e comunidades, ou ainda por empresas, que “adotam” espaços públicos, tais como praças ou canteiros centrais e auxiliam na preservação do mesmo. Faz parte de processo a recuperação e a revitalização, mas também uma fiscalização intensiva contra atos de vandalismo.

Outra conquista são as praças sustentáveis. Em Pinheiros – SP, uma área degradada de aproximadamente 14 mil m² foi revitalizada e se transformou na Praça Victor Civita. Por 40 anos a área abrigou um incinerador de lixo e cooperativa de reciclagem, o que provocou uma contaminação do solo com metais pesados e outras substância tóxicas. Com um trabalho de planejamento e estudos ambientais, pontos que poderiam apresentar risco para a saúde pública foram isolados, e a população já pode participar de oficinas, trilhas ecológicas e visitar o Museu da Sustentabilidade.
O grande desafio da construção ou recuperação de praças no século XXI não está em localizar as áreas disponíveis no meio de tanto asfalto, mas de fazer com que esses espaços verdes sejam ocupados pelas pessoas.

O Sistema de Informação Municipal de Salvador apresenta dados de um levantamento urbano feito há 10 anos, onde teríamos 335 espaços públicos entre praças e largos. Uma dessas praças, que fica na Cidade Alta, homenageia o poeta Castro Alves, que além do nome tem também uma grande escultura.

Dia Mundial da Energia: Projeto de Lei concede benefícios fiscais para quem usa energia solar

Foto:www.techguru.com.br
Foto: www.techguru.com.br

Atualmente, tornou-se impensável viver sem banho quente. Os chuveiros elétricos consomem mais de 6% de toda a eletricidade produzida no país e são responsáveis por pelo menos 18% do pico de demanda do sistema. Hoje, quando é celebrado o Dia Mundial da Energia é o momento de lembrarmos da necessidade de economizar esse recurso valioso,adotando fontes de energia mais amigas do meio ambiente.

O sistema de aquecimento solar é umas dessas alternativas de energia sustentável.  E o poder público também pode contribuir para que a população incorpore esse modelo energético ao seu dia a dia.

 Projeto de Lei incentiva uso de energia solar

 O Projeto de Lei nº 225 /2007, de Paulo Câmara, por exemplo, visa instituir Programa de Incentivos ao Uso de Energia Solar nas Edificações Urbanas de Salvador. A Ideia é promover medidas necessárias ao fomento do uso e ao desenvolvimento tecnológico de sistemas de aproveitamento de energia solar, para aquecimento de água em imóveis urbanos e outras utilizações possíveis que se mostrarem vantajosas à coletividade, bem como a conscientização da população sobre os benefícios da energia solar.

Justificativa do Projeto

“O sistema de aquecimento solar é uma alternativa excelente aos chuveiros para prover a água quente desejada nas habitações, no comércio e nos serviços, e tem muito a contribuir para a mitigação dos impactos socioambientais do setor elétrico”, justifica Paulo Câmara.

De acordo com o parlamentar, por substituir hidroeletricidade e combustíveis fósseis, cada instalação de aquecedor solar reduz de uma vez e para sempre o dano ambiental associado às fontes de energia convencionais: não produz emissões de gases tóxicos que contribuem para a poluição urbana e não afeta o clima global por não emitir gases estufa à atmosfera. Além disso, com a utilização dos aquecedores solares, você também consegue reduzir a conta da energia elétrica.

Benefícios fiscais para quem usa energia solar

Conforme a proposição, os imóveis que implementarem o uso de energia solar poderão ser bonificados com incentivos fiscais. Para tanto, o equipamento de captação de energia solar utilizado deverá apresentar  certificado de qualidade expedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (INMETRO).

 

Sessão especial na Câmara celebra a campanha “Salvador Viva, Ame, Cuide”

Movimento Salvador Viva, Ame, Cuide A Câmara Municipal de Salvador realizou hoje (14) uma Sessão Especial celebrando o Movimento “Salvador Viva, Ame, Cuide”, uma campanha que propõe, conforme consta em sua página no Facebook, “uma mudança de atitudes para unir pessoas que querem uma Salvador melhor para viver e se orgulhar”.  A sessão foi realizada no Plenário Cosme de Farias, sob a  presidência do autor da homenagem, Paulo Câmara.

Segundo o coordenador da campanha “Salvador Viva, Ame, Cuide”, Renato Tourinho, a construção da cidadania perpassa por três pilares: a educação; a conscientização e a punição. “As leis precisam ser cumpridas, como, por exemplo, a questão do respeito às vagas exclusivas para idosos e deficientes”, afirmou.

Uma das vertentes da campanha é promover ações coletivas, como, por exemplo, o “Abraço ao Dique do Tororó”, realizado na inauguração da Arena Fonte Nova, e o “Abraço ao Farol da Barra”, ambos com mutirões de coleta de lixo. Os organizadores da Campanha “Salvador, Viva, Ame, Cuide” também realizam ações inusitadas em prol da conscientização por atos que contribuem para uma cidade mais humana. Num dos shoppings da cidade, por exemplo, foi colocada uma garrafa pet ao lado de uma lata de lixo. Quando um dos transeuntes depositou a garrafa no lixo, cerca de 200 pessoas do movimento, que estavam ocultas, bateram palmas simultaneamente.

Os integrantes do movimento, que já têm mais de 20.000 amigos no Facebook, também promovem a grafitagem de lixeiras instaladas pela Prefeitura e disponibilizam à população camisas e bonés da campanha em troca de doações para as ações de conscientização e educação pela cidadania.

“São atos simples, como não jogar lixo no chão. Não estacionar em fila dupla etc. Em alguns locais, infelizmente, logo após a passagem do caminhão de lixo, algumas pessoas  já colocam de novo seus lixos nas ruas. Precisamos contribuir no resgate da grandeza da nossa cidade, que é o berço da cultura do nosso país. Este movimento precisa envolver as comunidades”, afirmou Paulo Câmara.

Uma outra ação da campanha “Salvador Viva, Ame, Cuide” são as “multas morais”.  Quando um motorista estaciona irregularmente numa calçada, por exemplo, recebe “multas morais”, que são colocadas nos vidros dos veículos.

Também integra o movimento uma campanha publicitária fomentando a necessidade de práticas salutares em prol de Salvador. O ator Vladimir Britcha e os cantores Ivete Sangalo, Saulo e Durval Lélis são alguns dos artistas que gravaram depoimentos.

A campanha “Salvador, Viva, Ame, Cuide” foi idealizada pelo Fórum Empresarial da Bahia, presidido por Victor Ventin, presente ao evento. Também integraram a Mesa da Sessão Especial Luiz Fernando Queiroz, vice-presidente da Federação do Comércio da Bahia; Aílton Soares, dirigente da Central de Líderes Comunitários, e Antonie Tawil, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia; além dos vereadores Arnando Lessa (PT) e Leo Prates (DEM). Também prestigiaram a sessão os parlamentares Geraldo Júnior (PTN) e Vado Malassombrado (DEM).

PI Nº 401/2013 – Indica a criação do “Agente Embasa”, nos moldes do Agente Coelba

Com o objetivo de conscientizar a população quanto ao uso do nosso bem maior, a água, Paulo Câmara deu entrada no Projeto de Indicação 401/2013, no qual propõe para o Governo do Estado a criação do Agente Embasa, nos moldes do Agente Coelba.

O serviço é executado por jovens contratados e capacitados pela Coelba para atuar nas comunidades onde residem, prestando atendimento comercial em domicílios e orientando os consumidores sobre o uso consciente e seguro da energia elétrica.

Para Paulo Câmara, todos ganhariam com a implantação do projeto, inclusive a Embasa, pois com a criação do Agente, os atendimentos personalizados alcançariam públicos específicos, a exemplo de proprietários de lava jatos, que utilizam ligações irregulares. Os agentes iriam orientá-los sobre as formas de legalizar o seu funcionamento, podendo, inclusive, terem os beneficíos da Tarifa Social e pagar menos da metade da tarifa normal.

Inserção de jovens no mercado de trabalho

 

Além de facilitar a vida dos consumidores e estreitar o relacionamento com a comunidade, o Agente Coelba colabora com a inserção de jovens de baixa renda no mercado de trabalho. No início, o projeto contava com seis Agentes e contemplava cinco comunidades. Uma década depois, são 100 Agentes prestando atendimento a 65 comunidades de Salvador, Lauro de Freitas e Simões Filho.

Confira o projeto na íntegra 

Projeto_ Agente Embasa_Paulo Camara

 

Mobilidade urbana sustentável é tema de debate com população de Salvador

Palestra discute soluções para a mobilidade em Salvador
Engarrafamento nas principais vias de Salvador

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) promove o Ciclo de Palestras Salvador Sustentável, uma iniciativa que propõe pensar soluções que corroborem com o desenvolvimento da cidade, através do debate com a população. Serão 12 encontros, e o primeiro acontece na próxima segunda-feira, 13, de 08h30 às 11 horas, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador.

Durante os encontros, serão apresentadas, através da ajuda de facilitadores, as mais novas premissas sobre planejamento urbano sustentável que pensem o indivíduo no centro do debate. Uma das principais demandas do século XXI, a mobilidade urbana sustentável será o tema da primeira palestra, que contará com o auxílio do facilitador Lincoln Paiva, fundador da Green Mobility; presidente do Instituto Mobilidade Verde; membro da Urban Gateway; além de relator do GT de recursos não reembolsáveis do Fundo Clima, do Ministério do Meio Ambiente.

“Nossa cidade tem problemas de mobilidade que precisam urgente de uma solução que consiga atender às reais necessidades de Salvador, mas isso só é possível quando promovemos o debate com a participação da população”, ressalta o vereador Paulo Câmara.

As temáticas abordarão também o consumo responsável; opções de estilo de vida; ações locais que promovam melhorias na saúde e incentivo às comunidades inclusivas e solidárias. A Câmara de Salvador conta com o suporte acadêmico da Fundação Dom Cabral (centro de desenvolvimento de executivos, empresários e gestores públicos).

O Ciclo de Palestra Salvador Sustentável visa debater ideias e projetos por uma melhor qualidade de vida do soteropolitano. E a Câmara de Salvador, sempre de portas abertas ao cidadão, conta com a sua colaboração. Participe!

De bicicleta e avante!

Enquanto Dublin, capital da Irlanda, chama a atenção dos turistas com as biketaxis, grupos de ciclistas brasileiros ainda lutam pela implantação de ciclovias pelo país. Adequadas para qualquer cidade do mundo, independente de clima, geografia ou PIB, as bicicletas são importantes veículos de transporte no conceito de mobilidade urbana sustentável.

Uma alternativa implantada no Brasil através da parceria de prefeituras e empresas privadas é o aluguel de bicicletas. Você faz seu cadastro no site, compra os bilhetes diários ou mensais, e através das informações disponíveis retira a bicicleta nas estações. Depois do uso é só devolver em qualquer estação. Em funcionamento desde 2011, no Rio de Janeiro já são mais de 60 estações. O programa já existe também em outras cidades como São Paulo, Porto Alegre, Recife e Curitiba.

Para quem ainda não anda de bicicleta, mas gostaria, uma solução existente é chamar um “Bike Anjo”. Trata-se de uma atividade voluntária, organizada por ciclistas apaixonados pelo uso de bicicletas e que ajudam novos ciclistas a encontrar os melhores roteiros ciclísticos na sua cidade, além de reforçar todas as normas para andar em segurança. O projeto nasceu em São Paulo, mas já é possível encontrar anjos pedalantes em 21 estados, inclusive em Salvador.

Todos esses projetos colaboram com o resgate da magrela como meio de transporte rápido e ecológico. É uma luta para colocar o Brasil no mesmo ritmo dos países europeus, mas que ainda carece da contrapartida do poder público. Amantes da bike se queixam, com razão, do baixo número de vias exclusivas para ciclistas, das más condições de conservação das poucas que existem, e da insegurança provocada pelo desrespeito de motoristas.

Salvador hoje conta com 18,9 km de ciclovias, número pequeno se comparado com a extensão viária da cidade, que é de 5.000 km. Em outras palavras isso representa apenas 0,38%, o que coloca Salvador na última colocação entre 11 das 15 capitais analisadas pelo portal Mobilize Brasil. Rio de Janeiro, que possui 300 km de ciclovias (a maior do país e a segunda maior da América Latina) só alcançou 3,17% da extensão viária, o que mostrar que o caminho ainda é muito longo. O portal Mobilize Brasil reúne os dados disponibilizados por prefeituras e órgãos públicos, e visa estimular as cidades e a população a pensarem a mobilidade urbana sustentável.

 

Projeto Cidade Bicicleta

Uma audiência pública, marcada para o dia 26 de abril, vai discutir os caminhos do projeto “Cidade Bicicleta – Mobilidade para Todos”, pensando pelo Governo do Estado desde 2008, e que prevê a implantação de 217km de malha viária em Salvador e Lauro de Freitas. Grupos de ciclistas se organizaram propor modificações no projeto, que atendam as necessidades atuais bem como as futuras, e, sobretudo, que o Estado repasse o projeto para o Município, pois a implantação requer modificações no trânsito da cidade.

Aproveite a facilidade da internet e junte-se aos debates sobre mobilidade urbana. Curta a minha página no facebook e acompanhe todas as novidades!

O folclore contemporâneo

Índios tentam invadir Palácio do Planalto
Foto: André Borges/Folhapress

Nossas crianças chegaram da escola mais coloridas, de penas, desenhos pelo corpo e cocar. Hoje, 19 de abril, é Dia do Índio, mas não temos muito para comemorar. Mais de 500 anos já passaram desde a tomada das terras brasileiras pelos portugueses, e os índios, que por aqui já estavam, ainda travam lutas para garantir seu direito ao uso das terras.

Segundo dados do IBGE (Censo 2010), a população indígena no Brasil é de apenas 896.917 pessoas que estão espalhas em todas as regiões do país, com destaque para os estados de Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Bahia. O Censo aponta ainda que 42% dos índios não residem mais em terras indígenas, e o resgate do seu espaço natural tem movido suas lutas nos últimos anos.

Os jornais destacaram ontem, 18 de abril, a tentativa de invasão de 400 índios ao Palácio do Planalto. Na Bahia, o caso mais recente trata da invasão de um hotel de luxo no Sul do estado, no dia 07 de abril. Em ambos os casos o objetivo é chamar atenção para uma solução assertiva, e, sobretudo respeitosa, quanto à demarcação das terras indígenas.

Apesar do debate posto, a principal luta dos índios ainda estar por vir. Trata-se de uma quebra na barreira cultural, implantada, talvez, pela história contada nas escolas brasileiras. Crescemos com uma imagem meramente ilustrativa de que os índios são figuras folclóricas, que pintam seus rostos e dançam para obter sucesso nas caçadas.

O que não vemos, por exemplo, é que poderíamos estar muito mais avançados no exercício do conceito moderno que pauta o discurso de ambientalistas, cientistas e empresários no mundo todo: a sustentabilidade. Tribos indígenas de diferentes etnias carregam a marca de um exemplar convívio com a natureza, tirando seu sustento das matas e rios sem perder o foco da preservação para a manutenção das gerações futuras. É um conceito simples, mas que os “Homens Brancos” estão demorando muito para absorver e replicar.

Vamos aproveitar essa data para ampliar nosso conhecimento sobre a cultura indígena e interagir em prol do crescimento comum. Manifestações em defesa dos direitos dos índios vão acontecer em todo país. Na capital baiana será exibido o documentário “As Caravelas Passam”, no Largo Dois de Julho, a partir das 19h.

A grama do vizinho é verde, e a nossa também pode ser!

Projetos que visam a mobilidade sustentável são sucesso pelo mundo afora, dando sua parcela de contribuição para uma melhor qualidade de vida da população e, principalmente, para formação de uma nova geração que cresça pautada no uso consciente de recursos naturais e responsabilidade social.

Um exemplo de programa que já começa a colher frutos é o Plano de Mobilidade da Cidade de Medellín, na Colômbia. Lançado em 2008, o programa projetou as demandas da cidade para 2020/2030, e assim implantou uma política de renovação urbana calçada em cinco pilares estratégicos: transporte público; estrada;trânsito;meio ambiente; desenvolvimento social e cultura cidadã. O resultado: em março deste ano Medellín recebeu o prêmio de cidade mais inovadora do mundo, em uma competição realizada pela ONG americana Instituto Urban Land, vencendo outras 199 cidades, dentre elas São Paulo e as finalistas, Tel Aviv e Nova York.

Na lista de equipamentos urbanos que rederam o título à cidade, no quesito transporte, cabe um destaque especial para uma escada rolante gigante e o sistema eficiente de metrô e teleférico que liga os bairros mais pobres, localizados nos morros, à região central da cidade, que é em um vale.

E antes que você pense “que a grama do vizinho é mais verde que a nossa”, é importante lembrar que Medellín tem um histórico nada desejável ou exemplar; anualmente registra altos índices de criminalidade envolvendo cartéis de drogas, além de compor a lista das 50 cidades mais violentas do mundo, da qual Salvador também participa.

A Câmara Municipal de Salvador abre uma rodada de debates sobre ideias e ações, que coloquem a cidade no caminho da consciência sustentável. Justiça social, consumo responsável, economia local, planejamento e mobilidade, serão pensados com a população e para a cidade de Salvador. Participe!