Uma arena esportiva sustentável

Foto: Renato Cobucci/Imprensa MG
Foto: Renato Cobucci/Imprensa MG

A edição deste mês de maio da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios destaca a obra de reforma do estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, que transformou a arena em um espaço sustentável.

Fique sabendo mais sobre a estrutura sustentável do Mineirão, que vai receber seis jogos durante a Copa do Mundo:

Cobertura
Só para vocês terem uma ideia, a cobertura do Mineirão recebeu seis mil painéis fotovoltaicos, com capacidade para abastecer cerca de 1200 casas. Esses painéis respondem por 40% da demanda total do estádio.

Água da chuva
A água da chuva é armazenada em um reservatório que tem capacidade para comportar seis milhões de litros, a fim de abastecer banheiros e usar na limpeza das áreas externas do estádio e na irrigação do gramado.

Refrigeração
Já o sistema de refrigeração utiliza um gás que não agride o meio ambiente, seguindo o padrão LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) de sustentabilidade.

Entulho
Outro dado curioso é que 90% do entulho foi reutilizado para pavimentação de ruas e até para a construção de um aterro em um viaduto em Belo Horizonte. Um belo exemplo de como poupar o meio ambiente!

Durante as partidas
O consumo de energia elétrica é controlado por uma central que programa o acendimento das lâmpadas e dos 372 refletores do campo.

Os chuveiros, lavatórios e mictórios ganharam equipamentos que reduzem em 10% o uso de água.

O material reciclável é recolhido nas 400 lixeiras do estádio. O volume a ser coletado por jogo pode chegar a 300 quilos.

 

Paulo Câmara defende ampliação das discussões sobre justiça social

O vereador Paulo Câmara defendeu, na manhã desta segunda-feira (28), a ampliação dos debates sobre inclusão social através da proteção aos mais vulneráveis. O pronunciamento se deu após a palestra sobre Bioética e Justiça Social, proferida pelo médico Antônio Nery, no Ciclo de Encontros Salvador Sustentável, realizado no Centro de Cultura da Câmara.

“Vamos ampliar a discussão sobre os rumos que Salvador deve tomar nos próximos anos em questões de extrema importância como a justiça social, a mobilidade, o planejamento urbano e o desenvolvimento sustentável”, afirmou Câmara.

Vulnerabilidade
Para o médico, fundador do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), algumas pessoas estão em situação de maior vulnerabilidade por conta de determinadas circunstâncias, como a pobreza, a falta de acesso à educação e à saúde. “Eles se concentram principalmente na América Latina e na África e a bioética da proteção e da intervenção deve incluir essas questões persistentes”, disse Nery.

Por fim, o médico apontou que a construção da justiça social passa pela construção da cultura da bioética. “Justiça social é poder partilhar os valores da bioética, a ética da vida, neste vasto campo que é pensar, discutir e legislar sobre a vida humana”, finalizou o pesquisador, cujo debate foi mediado pela psicóloga Tereza da Costa, coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde.

Salvador Sustentável
A Câmara Municipal está promovendo o Ciclo de Encontros Salvador Sustentável desde o ano passado, com palestras que visam contribuir para o desenvolvimento da capital baiana. Já foram discutidos temas como mobilidade, planejamento e desenvolvimento urbano sustentável e cultura da paz.

Rádio 100 – Paulo Câmara responde a perguntas dos ouvintes

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Projeto recupera áreas abandonadas

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Você já imaginou o que pode fazer para deixar sua cidade mais agradável? Foi esse questionamento que deu origem ao movimento Canteiros Coletivos, iniciativa que recupera praças e canteiros em Salvador através da requalificação do espaço.

O grupo surgiu em 2012, a partir de discussões em grupos nas redes sociais. Havia o sentimento comum entre os participantes de que a cidade estava descuidada. Desde então, o movimento atua fazendo mutirões de limpeza, plantio e intervenção artística, revitalizando espaços públicos e tornando-os mais agradáveis. Outra ação é a mobilização de moradores, comerciantes e usuários de bairros para recuperação e conversão de determinadas áreas.

Os participantes dos mutirões contribuem com o que podem: ferramentas, mudas, materiais, divulgação e o que mais for necessário para concretizar a ação. A iniciativa é autônoma e está aberta a quem quiser participar. Para saber como aderir ao movimento, visite ao site da instituição.

Lançado concurso de redação sobre meio ambiente

“Pequenas ideias, grandes mudanças”. Esta é a frase do concurso de redação sobre sustentabilidade lançado hoje, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, que tem a parceria da Casa Legislativa e as secretarias municipais da Educação (SMED) e Cidade Sustentável (Secis).

O vereador Paulo Câmara, presidente da Casa, fez a abertura e presidiu a mesa do evento, composta também pelos secretários Jorge Khoury, da Educação, André Fraga, da Cidade Sustentável, e pelo palestrante Paulo Cezar Oliveira, que falou sobre Educação, Cidadania e Sustentabilidade. “Este concurso oferece elementos para fortalecer a consciência crítica em relação ao meio ambiente e a necessidade de entender a sustentabilidade no sentido mais amplo”, disse Câmara.

Na plateia, estavam presentes professores, coordenadores e diretores de escolas. Eles serão os responsáveis pela divulgação e acompanhamento do concurso nas unidades escolares em que atuam.

Concurso
As ações do concurso terão como base a cartilha Meio Ambiente e Cidadania, de Antônio Cedraz, autor de diversas publicações educativas. Ele é criador da Turma do Xaxado, sendo premiado por diversas vezes. Em 2002, recebeu o título de Mestre do Quadrinho Nacional.

Estão aptos a participar estudantes do 6º ao 9º ano, de 49 escolas da rede municipal de ensino. Ao todo, o concurso envolverá mais de 16 mil alunos. A premiação será no dia 5 de junho, Dia do Meio Ambiente.

Seleção
A primeira seleção se dará em cada escola, e os 49 alunos pré-selecionados passarão por uma comissão julgadora, que escolherá três redações finalistas. Os jurados são César Rasec, doutorando em Letras pela Ufba; Maria Clara Luz, pós-graduada em Gestão Escolar pela Uneb; e Isaías Vasconcelos, licenciado em Ciências e Filosofia pela Ufba e atual educador ambiental da Secis.

Casas poderão receber Selo Leed

Construções sustentáveisAdotado por mais de 140 países, inclusive pelo Brasil, o Selo Leed é usado para certificar edificações construídas seguindo padrões de sustentabilidade. O Selo Leed é emitido pelo Green Building Council (Conselho da Construção Verde, em tradução livre), entidade que busca desenvolver a construção sustentável.

O reconhecimento, disponível há mais de uma década para prédios residenciais e comerciais, escolas, bairros, entre outros, passará a ser concedido também para casas. A equipe da Green Building Council no Brasil, entidade que emite a certificação, está estudando um modelo a ser seguido, que deverá ser lançado ainda este ano. A iniciativa se assemelha ao IPTU Verde, lei de autoria do vereador Paulo Câmara, que concederá descontos no IPTU para quem adotar medidas sustentáveis em suas edificações.

Para receber o Selo Leed, a construção deve atender a sete princípios: baixo impacto ambiental, eficiência no uso da água, inovação e processos, qualidade ambiental interna, eficiência no uso da energia, escolha por materiais de baixo impacto e redução na geração de resíduos e prioridade regional. A cada princípio atendido são somados pontos que definem a obtenção e o nível da certificação. É preciso obter uma pontuação mínima de 40 e o nível máximo é atendido com 110 pontos.

Sustentabilidade – O Selo Leed foi criado em 2000 pelo USGBC, Conselho de Construção Sustentável dos Estados Unidos. Desde 2007, ele é adotado no Brasil, após o país ganhar uma filial do Conselho. Atualmente, o Brasil é o 4º país em número de certificados no ranking mundial. Mais informações podem ser obtidas no site do GBC Brasil.

Como economizar água

Foto: Phiadosa/ Creative Commons
Foto: Phiadosa/ Creative Commons

A recente seca que atingiu boa parte do Nordeste e a baixa nos reservatórios do Sudeste neste início de ano levaram o País a economizar água. Em momentos de fenômenos climáticos extremos como estes, nossa consciência desperta para a importância deste recurso natural tão precioso.

Embora uma boa parte da tarefa de economizar água esteja na mão de grandes indústrias e agricultores, também temos que fazer a nossa parte. Dados do Ministério das Cidades dão conta de que no ano passado o índice de desperdício de água no Brasil chegou a 40%. Conheça algumas medidas simples que ajudam nesta missão:

Conserte vazamentos – Verifique se há vazamentos pela casa, esta é uma das principais causas de desperdício de água nas residências.

Feche a torneira – Ao escovar os dentes, feche a torneira. Deixá-la aberta por cinco minutos consume cerca de 80 litros de água.

Acelere o banho – Sempre feche o registro de água ao se ensaboar ou passar shampoo e evite tomar banhos demorados.

Esvazie os pratos – Retire todos os restos de comida antes de lavar os pratos. Molhe a louça e a enxague apenas uma única vez.

Use a máquina moderada – Procure usar a máquina de lavar apenas quando tiver roupa suja o suficiente para enchê-la. Se possível, reaproveite a água da máquina na limpeza da casa.

Use menos água na limpeza – Ao invés de usar mangueiras para lavar o carro ou o quintal, prefira baldes.

Dispense o uso de mangueiras – Use o regador quando for molhar as plantas.

Seis perguntas a fazer antes de comprar

SeisPerguntasCCAkatuSerá que esta compra é realmente necessária? Preciso mesmo usar esta sacola plástica para levar o que comprei? Estas são algumas perguntas que devemos nos fazer antes de consumir, segundo sugestão do Instituto Akatu. A instituição lançou um roteiro para o consumo consciente contendo seis perguntas para serem feitas antes de comprar alguma coisa.

O roteiro leva em conta a responsabilidade socioambiental de cada um. Para um consumo consciente deve-se pensar no impacto ambiental, econômico e individual de cada compra, visando à sustentabilidade.

Confira as seis perguntas:

Por que comprar?
O primeiro passo é questionar-se a respeito da necessidade de adquirir um determinado bem. Será que precisamos realmente daquele item ou estamos comprando somente por consumismo ou por que ele está na moda?

O que comprar?
Na hora de escolher um produto avalie se ele atende exatamente às suas necessidades. Se precisar comprar um item complementar ou então se tiver funcionalidades que não serão usadas não será uma boa escolha para o planeta. Além disso, avalie a qualidade e a durabilidade do produto.

Como comprar?
Pense em maneiras de diminuir o impacto da sua compra. Comprar de ônibus ou bicicleta, por exemplo, é mais sustentável que comprar de carro. Outro detalhe a ser observado é a embalagem do produto: que tal abrir mão das sacolas plásticas e levar uma bolsa de tecido?

De quem comprar?
Dê preferência a empresas que cuidam melhor das pessoas e do planeta. Procure saber se determinada marca tem projetos de responsabilidade social e adota práticas sustentáveis.

Como usar?
Faça o melhor uso da sua compra, buscando conservá-la e assegurar a sua durabilidade. Tente usar o bem até o final da sua vida útil, consertando-o em caso de quebra.

Como descartar?
Pergunte-se, antes de tudo, se é necessário descartar aquele produto. Se não for, avalie se ele ainda pode ser útil para você ou outra pessoa. Na hora de descartar procure o meio adequado de fazê-lo. Dê o destino adequado àquele resíduo, seja enviando-o para a reciclagem ou devolvendo-o ao seu fabricante.

Viaje no meio ambiente

As férias já estão acabando, mas ainda dá tempo de aproveitar bem o verão. Além de se divertir, é possível aprender sobre preservação do planeta. Quem disse que viagem não combina com meio ambiente? Conheça alguns destinos turísticos da Bahia que dão uma lição em conservação da natureza:

Divulgação: Projeto Tamar
Divulgação: Projeto Tamar

Projeto Tamar
O projeto Tamar, que atua há 33 anos na preservação de tartarugas marinhas e educação ambiental, tem dois centros de visitação na Bahia. O mais tradicional fica em Praia do Forte, onde fica a sede nacional do projeto, mas há uma unidade em Arembepe.
Em Praia do Forte, a diversão das crianças é garantida. Há espaços temáticos, oficinas de arte com material reciclado , cinema, aquários, tanques, exposição permanente de painéis fotográficos, além de  loja e restaurante.
Quem vai ao centro de Arembepe encontra um museu interativo equipado com TV e vídeo, cascos de tartarugas marinhas e até mesmo um submarino construído de materiais recicláveis. O que chama mais atenção são os tanques de observação das tartarugas e de toque de animais marinhos.

Foto: Tatiana Azeviche/ Divulgação/ Setur BA
Foto: Tatiana Azeviche/ Divulgação/ Setur BA

Parque Nacional da Chapada Diamantina
A Chapada Diamantina é conhecida pela sua natureza exuberante, suas belas cachoeiras e grutas preservadas. A região é um dos principais polos de ecoturismo do País e o Parque destina-se a proteger amostras dos ecossistemas da Serra do Sincorá.
A vegetação reúne três diferentes biomas (a caatinga, o cerrado e a mata atlântica) e é bastante diversa. Entre as famosas cachoeiras da região, não perca a oportunidade de visitar a Cachoeira da Fumaça, que despenca de um paredão de 400m de altura. O Poço Encantado, uma gruta com um lago azul, está fora dos limites do Parque, mas possui uma beleza encantadora. Se o pedido é apreciar a vista, a dica é subir o Morro do Pai Inácio que tem 1.120 m de altura.  Há até um pantanal por lá, o Marimbus.

Foto: Gabriel Carvalho/ Setur BA
Foto: Gabriel Carvalho/ Setur BA

Costa do Cacau
Um dos destinos turísticos mais procurados na Bahia, a região da Costa do Cacau conta com uma natureza bem preservada, praias paradisíacas e clima tranquilo. São 200 km de praias de águas bem azuis, lagos, rios e cachoeiras, manguezais e vegetação nativa da Mata Atlântica. A região abrange os municípios de Canavieiras, Ilhéus, Itacaré, Santa Luzia, Una e Uruçuca. Só em Uruçuca, por exemplo, ficam a Área de Proteção Ambiental Itacaré/Serra Grande e o Parque Estadual da Serra do Conduru, que tem a terceira maior biodiversidade do mundo. Para os que querem curtir o visual bem de pertinho, a Estrada Parque, que liga Ilhéus a Itacaré, dispõe de trechos com ciclovia.