Oito anos da Lei Maria da Penha

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Maria da Penha Foto: Agência Brasil

Há oito anos, no dia 7 de agosto de 2006, era sancionada no Brasil a Lei Maria da Penha. A norma, considerada um passo importante para o enfrentamento da violência de gênero no Brasil, cria mecanismos jurídicos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, tipificando como crime esse tipo de agressão. Devido à lei, que passou a vigorar no dia 22 de setembro do mesmo ano de sanção, hoje, no país, os agressores podem ser presos em flagrante ou ter a prisão preventiva decretada.

A legislação estabelece como violência doméstica e familiar a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, prevê pena de até três anos de prisão para o denunciado e determina que a vítima seja, juntamente com os filhos, encaminhada para programas de proteção e assistência psicológica e social. Devido à lei, muitas mulheres tomaram coragem e conseguiram denunciar seus companheiros, aumentando muito o número de queixas. No entanto, oito anos após a norma entrar em vigor, ainda ocorrem muitos casos. Na Bahia, por exemplo, nos seis primeiros meses deste ano foram registradas 2.381 queixas de violência contra a mulher, segundo a Defensoria Pública do estado.

 Botão Maria da Penha

Com o objetivo de diminuir esses índices, o vereador Paulo Câmara criou o projeto de lei que indica a criação do Botão Maria da Penha. A proposta prevê a criação de uma central de monitoramento, através da qual a mulher que estiver sob medida protetiva da Justiça poderá contatar ao acionar um aplicativo no smartphone equipado com GPS. Logo após o chamado, uma viatura será enviada para socorrê-la e um gravador de áudio será ligado e armazenará toda a conversa entre vítima e agressor. O diálogo poderá ser utilizado como prova judicial.

 Maria da Penha

O nome Maria da Penha é uma homenagem a Maria da Penha Fernandes, uma biofarmacêutica que durante 23 anos sofreu agressões do marido – incluindo duas tentativas de assassinato, uma com arma de fogo e outra por eletrocussão – e por causa delas ficou paraplégica. Após denunciar o esposo e não conseguir a devida punição, Maria da Penha passou a lutar pelo fim da violência contra a mulher, tornando-se um símbolo da causa. O marido, o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, foi condenado a oito anos de prisão dos quais só cumpriu dois.

Botão Maria da Penha está em processo de implantação em Salvador

Reunião com a desembargadora Nágila Brito; o coronel Peterson Portinho, superintende da Susprev; o diretor de orçamento da Secretaria de Planejamento do TJ-BA, Maurício Dantas; o procurador jurídico da Câmara Municipal Gildásio Alves; e Leonardo Araújo, da equipe técnica de Paulo Câmara.
Com Nágila Brito, Peterson Portinho, Maurício Dantas,  Gildásio Alves e Leonardo Araújo.

Após elaborar propostas para a implantação do Botão Maria da Penha junto à Prefeitura de Salvador em abril de 2013 e ao Governo do Estado da Bahia em janeiro de 2014, através dos projetos de indicação 269/2013 e 01/2014, o vereador Paulo Câmara está lançando o aplicativo em parceria com a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Nágila Brito, e equipe multidisciplinar.

“Graças à minha indicação, a partir de uma reunião realizada com o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, em março deste ano, o Governo do Estado também começa a se mobilizar para implantar o sistema de proteção às mulheres vítimas de violência em Salvador e no interior baiano. É uma iniciativa louvável do secretário”, afirmou Paulo Câmara.

Viaturas
Na versão em desenvolvimento pela equipe do vereador e da desembargadora, o aplicativo acionará duas viaturas da Superintendência de Segurança Prevenção a Violência do Salvador (Susprev), da Prefeitura Municipal, que vai disponibilizar oito guardas municipais para garantir a segurança das mulheres no período de 24 horas. Os carros serão plotados com a marca do botão e vão circular nas áreas onde vivem as mulheres em situação de risco.

O aplicativo será acessado através de mensagem SMS por mulheres que estejam sob medida protetiva da Justiça, por terem sofrido violência do ex-marido ou companheiro, e poderá ser disponibilizado gratuitamente em smartphones.

Parceria com a ONU
O Botão Maria da Penha será utilizado em parceria com a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), que atende tanto mulheres em situação de violência, quanto pessoas que não compactuem e queiram ajudar denunciando as agressões. A ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, lançou o aplicativo Ligue 180 que permite acesso direto à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.

Paulo Câmara define estratégia de capacitação para aplicar o Botão Maria da Penha em Salvador

Reunião botão maria da penhaO vereador Paulo Câmara reuniu-se hoje (19) com a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Nágila Brito, para definir a estratégia de capacitação dos oito guardas municipais que vão usar as duas viaturas destinadas ao Botão Maria da Penha, disponibilizadas pela Superintendência de Segurança Prevenção a Violência do Salvador (Susprev). Os carros serão plotados com a marca do botão e vão circular nas áreas onde vivem as mulheres em situação de risco, que estejam sob medida protetiva da Justiça.

Na ocasião, também foi apresentado o layout da marca do Botão Maria da Penha e das viaturas da Guarda Municipal que serão acionadas através do aplicativo para smartphones em Salvador. A desembargadora Nágila Brito elogiou a boa vontade e celeridade com que diversos segmentos da sociedade estão se mobilizando para fazer esse trabalho em equipe. “Vamos à luta contra os criminosos para dar uma vida digna a essas mulheres fragilizadas”, disse.

Seminário de capacitação
“Queremos sair do segundo lugar no ranking nacional de homicídios de mulheres e o uso do Botão Maria da Penha e a circulação das viaturas serão fundamentais para que os agressores sintam-se intimidados, fazendo valer a medida protetiva”, afirmou Paulo Câmara. A capacitação acontecerá depois da Copa do Mundo, em meados de julho, com um seminário que deve ter duração de uma semana, com conteúdo a ser desenvolvido pelo TJ-BA.

Participantes
Também participaram da reunião no Tribunal de Justiça da Bahia o coronel Peterson Portinho, superintendente da Superintendência de Segurança Prevenção a Violência do Salvador (Susprev); o diretor de orçamento da Secretaria de Planejamento do TJ-BA, Maurício Dantas; o procurador jurídico da Câmara Municipal de Salvador Gildásio Alves; e Leonardo Araújo, da equipe técnica de Paulo Câmara.

Processo de implantação
Paulo Câmara tem feito constantes esforços para viabilizar a implantação do dispositivo em Salvador e até mesmo em toda a Bahia. O edil já se reuniu com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa; com o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Eserval Rocha; com a juíza Márcia Lisboa, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Salvador; além da coordenadora do Grupo de Atuação em Defesa da Mulher do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Márcia Teixeira.

 

Paulo Câmara propõe à SSP a adoção do aplicativo Botão Maria da Penha

Com o secretário Maurício Barbosa - Botão do PânicoO presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, teve uma audiência hoje (24), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), com o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa. A pauta do encontro foi o aplicativo para smartphone do Botão Maria da Penha.

Através do aplicativo, a mulher que sofrer ameaças de seus maridos, ex maridos e companheiros pode acionar a polícia com apenas um toque no celular. Na semana passada, Paulo Câmara apresentou a novidade à imprensa, ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, Eserval Rocha, e à juíza Márcia Lisboa, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Salvador.

Segundo o secretário, a SSP já vem introduzindo inovações tecnológicas nas ações de combate à violência, e o aplicativo do Botão Maria da Penha “é mais uma solução tecnológica que possibilita, de forma ágil, detectar casos de violência contra a mulher”.

Projetos
“Fiz dois projetos de Indicação (à Prefeitura e ao Governo do Estado) sugerindo a adoção desta medida. Depois, percebi que o Botão do Pânico, que já é utilizado no Espírito Santo, poderia ser aperfeiçoado, então criamos este aplicativo para smartphones. É uma contribuição nossa para minimizar a violência contra as mulheres na Bahia”, disse Paulo Câmara.

Funcionamento
O aplicativo é uma iniciativa pioneira no país, e estará disponível gratuitamente nas lojas online iTunes e Google Play (iOS e Android, respectivamente). A proposta também prevê a expansão do funcionamento através do envio de mensagem de texto (SMS), possibilitando acesso a um maior número de cidadãs interessadas no sistema e que vivem atualmente em situação de risco de violência.