
Uma alvorada de fogos, ocorrida por volta das 6h da manhã de hoje, na Lapinha, marcou a abertura dos festejos em homenagem ao 2 de Julho, data magma da Bahia. Às 8h30, o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) abriram oficialmente o Cortejo Cívico que contou com a participação de milhares de pessoas. Eles também colocaram flores no monumento ao General Labatut. Paulo Câmara, vereadores e funcionários da Casa Legislativa Soteropolitana também participaram do desfile, que foi até a Praça da Sé, onde se encerrou a primeira etapa da celebração.
O percurso foi marcado pela tradicional irreverência dos grupos culturais, que relembraram os herois da independência, além das fanfarras do Colégios Estaduais. Na condição de festa democrática, o cortejo também teve espaço para o protesto. Entre as reivindicações, que ocorreram de forma pacífica, estudantes clamavam por passe livre e médicos questionavam o chamado Ato Médico, que limita a atuação de profissionais de saúde.
A florista Romilda dos Santos (foto) foi ao desfile vestida de Maria Quitéria, uma tradição que ela diz manter há 20 anos. Ela conta que incorpora uma Maria Quitéria moderna, que luta por melhorias na educação, saúde e moradia.
Após 3 horas de desfile, as imagens do Caboclo e da Cabocla, que representam o índio e o negro na luta pela libertação da Bahia do domínio português chegaram a Praça da Sé. “Os baianos têm comemorado, ano após ano, essa data que é uma das mais significativas de nosso estado, por isso foi instituída como data data histórica nacional. E a Câmara se orgulha de fazer parte desta história e guardar, em seus registros, o testemunho da condução do processo libertador da Bahia e do Brasil da opressão imposta pelos portugueses”, afirmou Paulo Câmara.
Já pela tarde, Paulo Câmara, o prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Jaques Wagner (PT), participaram do ato de reabertura do desfile, em freante à Câmara Municipal. Posteriormente, o cortejo seguiu até o Campo Grande, onde as bandeiras da Bahia, do Brasil e de Salvador foram hasteadas o e paratleta Marcelo Collet acendeu a Pira do Fogo Simbólico. Paulo Câmara e as demais autoridades depositaram flores no monumento em homenagem aos aos heróis da independência, situado na praça.
Independência da Bahia
A Independência do Brasil foi declarada por Dom Pedro I no dia 7 de setembro de 1822; porém, o exército português continuava resistindo e, por este motivo, dominava o território baiano, que declarou independência somente um ano depois, em 2 de julho de 1823.
De acordo com o historiador Ricardo Carvalho, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o processo de luta na Bahia representa o rompimento com a presença militar portuguesa. “O fator determinante para o início da luta está ligado ao fato de que as tropas portuguesas instaladas na Bahia não aceitaram a tutela de Dom Pedro I após a declaração unilateral de independência”, explicou em entrevista concedida ao portal de notícias G1 Bahia.
A batalha pela independência consolidou o nome de Joana Angélica e outras personalidades que participaram dos conflitos que resultariam na derrota portuguesa.
Hoje comemoramos a Independência da Bahia, e algo especial marca essa história: a participação, e, sobretudo, o reconhecimento da importância das mulheres para essa conquista que marca a vida de todos os baianos. Todo dia 2 de julho a força das mulheres baianas é representada através das heroínas Maria Felipa e Maria Quitéria.
A baiana Maria Quitéria de Jesus Medeiros alistou-se no Exército Brasileiro com objetivo de lutar pela Independência do Brasil. O grande detalhe é que ela teve que se disfarçar de homem. Usava a roupa de seu cunhado e pela habilidade com as armas entrou para o Batalhão dos Periquitos.
Soldado Medeiros, como ficou conhecida, foi fundamental nas batalhas da Baía de Todos os Santos, em Ilha de Maré, Barra do Paraguaçu e na cidade de Salvador, na estrada da Pituba, Itapuã, e Conceição. Por sua bravura e patriotismo recebeu honras de Primeiro Cadete e D. Pedro I a condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Em 1996, foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro, e hoje, por determinação ministerial, sua imagem está presente em todos os quartéis do país.
Não menos importante para a guerra a participação de Maria Felipa se destaca pela simplicidade e força com a qual ela liderava seu grupo.
Negra, marisqueira e uma exímia capoeirista, Maria Felipa organizou um grupo com mais de 200 pessoas, dentre eles outras mulheres, índios Tupinambás e Tapuias, que tinhas como armas apenas facas, peixeiras, pedaços de pau e galhos com espinho. Historiadores contam inclusive que ela teria dado surras em guardas portugueses usando alguns desses galhos.
Um dos feitos do grupo de Maria Felipa foi queimar cerca de 40 embarcações portuguesas que estavam ancoradas próximas à Ilha de Itaparica.
Após a guerra, a heroína continuou vivendo em Itaparica, onde exercia um papel de líder da comunidade.
Tantas outras mulheres também participaram das lutas pela Independência da Bahia, e todo 2 de julho, o povo da Bahia vai às ruas, acompanhar o cortejo e homenagear a bravura e honradez de todas elas.
As comemorações pela Independência da Bahia, celebrada nesta terça-feira (2), despertará ainda mais o orgulho dos baianos este ano, pois a Presidência da República sancionou este mês lei federal que instituiu o 2 de Julho uma data histórica do calendário de efemérides nacionais. A Câmara Municipal de Salvador estará presente na festa cívica, participando do desfile em dois momentos: pela manhã, do Largo da Lapinha até a Praça Municipal e, à tarde, da Praça Municipal ao Campo Grande.
A Casa Legislativa soteropolitana faz parte da História da Independência, inclusive sendo guardiã de documentos que testemunham o processo libertador da Bahia do domínio português.
“Nós, baianos, temos comemorado, ano após ano, o 2 de Julho, uma data emblemática que é, sem dúvida, uma das mais significativas da Bahia e do Brasil, pois vai além do civismo, consolidando nos dias de hoje, por meio da celebração popular, a nossa cada vez mais sólida democracia”, afirmou Paulo Câmara.
Ao longo do desfile, os heróis da Independência serão lembrados através das figuras do Caboclo e da Cabocla, representando o povo brasileiro, além das heroínas Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa, o coronel José Joaquim de Lima e Silva e o general Labatut.
Programação
As festividades têm início às 6h, com Alvorada e queima de fogos no Largo da Lapinha. A partir das 9h, haverá execução do Hino Nacional e hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia, de Salvador e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia por autoridades; colocação de flores no monumento do general Labatut; execução do Hino ao 2 de Julho e início do cortejo cívico até a Praça Municipal, com chegada prevista dos carros emblemáticos dos caboclos às 11h30.
Já pela tarde, a partir das 14h, começa a organização do cortejo até o Campo Grande. Às 15h, pronunciamento de Paulo Câmara. Às 15h30, início do desfile, com chegada prevista ao Campo Grande às 16h30. Em seguida acontecem a execução do Hino Nacional e a colocação de flores no monumento ao 2 de Julho.
Independência da Bahia
A Independência do Brasil foi declarada por Dom Pedro I no dia 7 de setembro de 1822; porém, o exército português continuava resistindo e, por este motivo, dominava o território baiano, que declarou independência somente um ano depois, em 2 de julho de 1823.
De acordo com o historiador Ricardo Carvalho, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o processo de luta na Bahia representa o rompimento com a presença militar portuguesa. “O fator determinante para o início da luta está ligado ao fato de que as tropas portuguesas instaladas na Bahia não aceitaram a tutela de Dom Pedro I após a declaração unilateral de independência”, explicou em entrevista concedida ao portal de notícias G1 Bahia.
A batalha pela independência consolidou o nome de Joana Angélica e outras personalidades que participaram dos conflitos que resultariam na derrota portuguesa.
Os católicos estão em festa hoje. Dia 29 de junho é o dia do Primeiro Papa da Igreja Católica, São Pedro, e as homenagens, que acontecem na capital e no interior, contam com missas, procissões e muito forró.
São Pedro nasceu Simão. Pescador, conta a história que Pedro foi convidado por São João para ser um dos apóstolos de Jesus Cristo, e acabou tornando-se um dos seus mais fiéis seguidores. Cristo então o batiza e dá o nome de Kepha, que em aramaico significa “pedra”, “rocha”; e depois foi traduzido para o grego, Petros, e para o latim como Petrus, mantendo o significado.
Mesmo após a morte de Jesus, Pedro continuou com sua peregrinação, levando os ensinamentos da religião ao povo, tornando-se assim o primeiro Papa da Igreja Católica. São Pedro é também o padroeiro dos pescadores; dos viúvos e viúvas; dos porteiros; e é o padroeiro dos comerciantes e comerciários.
Em Salvador a primeira paróquia de São Pedro, localizada no centro da cidade, foi demolida para a abertura da tão conhecida Avenida Sete. Uma nova paróquia foi construída não muito longe, na Praça da Piedade, e no local da primeira foi construído um monumento conhecido como Relógio de São Pedro.
Apesar de Santo Antônio ser o santo casamenteiro, há aqueles que acreditam que é no dia de São Pedro que se escolhe o melhor pretendente. Para aqueles que estão solteiros e querem aproveitar a oportunidade, muito forró vai acontecer hoje em Salvador e nas cidades do interior da Bahia.
Na capital, as missas na Paróquia São Pedro, na Praça da Piedade, começaram desde as 7h. A missa solene começa às 17h, e será celebrada por Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil. Depois da missa os fiéis saem em procissão pelas ruas do Centro.
Desde o início do mês de junho, quando estudantes começaram a ocupar as principais vias da cidade de São Paulo, protestando contra o aumento da tarifa de transporte público, o povo percebeu a sua grandiosidade e poder. A partir daí outras manifestações começaram acontecer simultaneamente em todo o país, alguns em apoio à primeira causa e outros suscitando novos temas tão importantes quanto. O auge do movimento foi dia 20 de junho, e contou com a participação de mais de 1,4 milhão de pessoas, em mais de 130 cidades, dentre elas Salvador.
Os resultados começam a aparecer, ao menos no que diz respeito a uma maior transparência pública, tirando das gavetas os projetos que há meses, ou até anos, aguardavam aprovação. Os governantes do país perceberam que o povo não vai mais se deixar enganar por projetos que são aprovados na calada na madrugada e não priorizam o que é melhor para o país.
Mas não podemos pensar nas manifestações deste ano como algo novo e que foge à realidade do povo brasileiro. “Tomar as ruas” está nas nossas veias, e não precisamos ir muito longe para lembrar de outras ações, igualmente importantes. No dia 29 de setembro de 1992 milhares de pessoas compareceram ao Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com os rostos pintados de verde e amarelo, para acompanhar a votação que resultaria no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo. As reuniões e passeatas exigindo a saída do presidente começaram no dia 29 de maio e o movimento ficou conhecido como “Caras-pintadas”.
E quando o assunto é movimento popular a Bahia, sem dúvida, merece um grande destaque. Começamos por volta de 1798 com a Conjuração Baiana. Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, trata-se de uma ação abrangente que tinha por objetivo instalar uma república independente e libertar os escravos. O movimento contou com grande participação popular, mas foi sufocado pelas tropas portuguesas.
A própria Independência da Bahia é outro grande exemplo. A insurreição que começa em 1821, ainda com forte influência dos objetivos suscitados na Conjuração Baiana e na Revolução Liberal dos Portos, de 1820, outra revolta popular também em busca de independência. A declaração da Independência do Brasil, já em 1822, foi decisiva para que os baianos expulsassem de vez os portugueses que ocupavam Salvador e Região Metropolitana. Nesta luta histórica um dos destaques foi a participação ativa dos caboclos, referendados anualmente nas festividades do dia 2 de julho.
Outras manifestações e debates virão, afinal somos uma democracia, e sem dúvida, com as redes sociais continuaremos a fazer valer a nossa voz. E para os pessimistas, que acham que tudo está perdido e o Brasil não tem mais jeito, reflitam sobre o pensamento de Oscar Wilde: “O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma Nação”.
Nos últimos dias as ruas foram tomadas por uma série de manifestações que clamavam por reformas na atual conjuntura política e social do país. Em Salvador, manifestantes de todas as idades e classes, com rostos pintados, bandeiras e faixas entoam o mesmo refrão: “Não é Carnaval. É o Brasil caindo na real”. Uma das principais reivindicações é a mobilidade urbana, questão que sempre integrou o mandato de Paulo Câmara e seu trabalho de gestão na Câmara Municipal de Salvador.
O objetivo dos protestos é alertar os governantes para resolver os problemas de locomoção enfrentados diariamente, sobretudo quando o cidadão está indo de casa para o trabalho ou vice-versa.
A população solicita a implantação de ciclovias, ampliação da oferta de transportes de massa, bem como a redução da tarifa, feito que já foi alcançado pelos manifestantes do Rio de Janeiro e São Paulo. O prefeito ACM Neto divulgou ontem que a cidade terá ônibus 24 horas.
Em março deste ano, Paulo Câmara deu entrada no Projeto de Lei (117/2013), estabelecendo que as empresas contratem pelo menos 20% de mão de obra local, ou seja, moradores da região da cidade onde os estabelecimentos estão sediados ou bairros adjacentes.
“Este projeto vai poupar o trabalhador de se deslocar para bairros distantes. Assim, ele terá menos stress, além de ganhar mais tempo para se dedicar à família, melhorando sua qualidade de vida”, afirmou. Caso a lei seja descumprida, a empresar poderá ter cassado seu alvará de funcionamento.
Paulo também indicou para a Prefeitura a criação de ciclovia ou ciclofaixas, medida que ajudaria a diminuir o número de carros nas ruas e, consequentemente, a poluição do ar e os congestionamentos.
Decreto Carga e Descarga
Uma vitória em prol da mobilidade urbana foi o Decreto de Carga e Descarga, publicado no Diário Oficial do Município no dia 05 deste mês, que estabeleceu normas que restringem os horários para a carga e descarga, assim como para a circulação de caminhões e tratores na cidade.
Para Paulo, a logística do transporte de mercadorias é importante para a cidade, mas não podia continuar sendo mais um fator que piorava os congestionamentos.
Salvador Sustentável
Outra contribuição para melhorar o ir e vir dos soteropolitanos é o ciclo de palestras Salvador Sustentável, uma iniciativa da Câmara Municipal que propõe pensar soluções que contribuam para o desenvolvimento da cidade, através do debate com a população. Serão diversos encontros, e o primeiro aconteceu no dia 13 de maio, no Centro de Cultura da Câmara, tendo como enfoque justamente a mobilidade urbana. O ambientalista Lincoln Paiva apresentou os modelos de sucesso pelo mundo.
“Nosso objetivo com a realização desse evento é trazer um novo olhar para os problemas que afetam a nossa cidade. Hoje o soteropolitano precisa ajustar a sua agenda e mudar os seus hábitos para se adaptar às dificuldades de mobilidade”, explicou Paulo Câmara.
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