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Paulo Câmara renova as bênçãos e a fé ao Senhor do Bonfim
Em ato de fé e esperança, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Câmara, participou na manhã de hoje (14) dos festejos que marcaram a tradicional Lavagem do Bonfim. Ao lado do prefeito ACM Neto, demais autoridades e líderes religiosos, Câmara acompanhou a cerimônia ecumênica no adro da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, de onde seguiu para a Igreja do Bonfim, numa distância de 8 quilômetros.
Durante a caminhada, Paulo Câmara encontrou diversos amigos, colegas vereadores e milhares de pessoas que foram demonstrar a sua fé ao Senhor do Bonfim. Ao chegar à Colina Sagrada, Câmara agradeceu e fez seus pedidos. “Peço ao Senhor do Bonfim muita luz, tranquilidade e paz de espírito. Entrego a Deus a minha família e que ele me dê equilíbrio para conduzi-la e também à Câmara Municipal de Salvador, para que possamos atender às expectativas da população”, pediu.
Entrevista Tribuna da Bahia – “ACM Neto é favorito por tudo que realizou até agora”
Em entrevista exclusiva à Tribuna, o tucano, que é presidente do PSDB em Salvador, criticou o envolvimento de interesses políticos na condução do tema
Em seu segundo mandato como presidente da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Paulo Câmara (PSDB) diz que a discussão sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) não pode sofrer influência política em sua discussão na Casa Legislativa do município.
Em entrevista exclusiva à Tribuna, o tucano, que é presidente do PSDB em Salvador, criticou o envolvimento de interesses políticos na condução do tema.
Segundo Paulo Câmara, em 2016 o Legislativo poderá ser impactado devido ao período eleitoral. No entanto, ele disse que isso pode ser compensado com a qualidade nas sessões que ocorrerem.
Questionado sobre a sucessão do prefeito ACM Neto, o tucano disse que o trabalho desenvolvido pelo democrata à frente da prefeitura o gabarita para continuar à frente do posto.
“Não existe eleição fácil. Todos os candidatos serão colocados com suas plataformas políticas, mas não tenho a menor dúvida que o prefeito ACM Neto é favorito por tudo que ele realizou até a agora”, disse.
Confira a entrevista:
Tribuna da Bahia – O ano de 2015 foi de turbulências tanto na área política como na área econômica. Qual a sua avaliação?
Paulo Câmara – Foi um ano que deixou o país atordoado. Mas, ao mesmo tempo em que foi de passar a limpo, tenho dito muito que 2016 será o tempo de construir uma nova república. Acho que isso é bom para todos, com novos posicionamentos da população nas ruas mostrando sua indignação, e isso é bom, movimenta. As pessoas passam a sair daquela zona de conforto. Aquela pessoa que está empregada, da classe média e com a vida resolvida, não participa da vida política. No entanto, a vida pública é a motriz de tudo isso aqui, tudo passa pela Câmara de Vereadores, pela Assembleia Legislativa, pela Câmara Federal. O cidadão comum que não é político tem que fazer política, tem que participar, tem que exigir dos homens públicos, pois, só assim teremos uma cidade, um país melhor. A turbulência de 2015, eu vejo como um tempo de aprendizado. As coisas estão mudando, é preciso melhorar para aquele que está lá na ponta, que é o cidadão. Somos eleitos para trabalhar e dar uma qualidade de vida melhor para essas pessoas, e, quando essas expectativas não são atendidas, vem a insatisfação.
Tribuna – Na sua avaliação, qual foi o momento mais difícil para a cidade?
Paulo Câmara – Em 2015 o momento mais difícil foi no período das chuvas. Uma chuva que caiu de maneira assolada, vitimando pessoas. Nenhuma cidade do mundo estaria preparada. Salvador, pela sua geografia de altos e baixos, apesar de todo o esforço que o prefeito fez, vivenciou essa fatalidade.
Tribuna – E a Câmara, cumpriu seu papel junto à população da cidade?
Paulo Câmara – Não tenho a menor dúvida. Todas as comissões trabalhando, atuando e atentas aos fatos que ocorreram na cidade. Com a chuva, vimos todos os vereadores irem para as ruas com os secretários. Essa é a diferença, a Câmara pode auxiliar o Executivo, mas não tem esse poder de executar. Quando você perde uma geladeira, um carro, isso você compra. Mas quando se perde vidas, estamos falando de seres humanos, todo mundo se solidariza nesse momento. Ninguém está livre dos impactos das chuvas. No Sul do país, inclusive, a chuva está arrasando tudo tem pouco tempo. Essas mudanças climáticas estão fazendo uma confusão geral, por isso temos que estar atentos para que outros fatos não aconteçam. Quando chove mais de 100 mililitros, a cidade para, não tem cidade no mundo que suporte essa quantidade de chuvas, ainda mais naquela intensidade que foi de vários dias de chuva seguidos. O Legislativo vem cumprindo o seu papel fiscalizador. Câmara chegou a convocar um secretário municipal sem querer saber sequer de qual partido era, como foi no caso do ex-secretário da Fazenda, Mauro Ricardo. Nunca existiu essa dinâmica de um secretário vir na Câmara praticamente mensalmente dar explicação dos atos. Acho que esse é o papel da nossa Casa, ser um poder independente, mas acima de tudo com compromisso social.
Tribuna – O ano de 2016 começa e promete ser bem movimentado. Qual o maior desafio? Conciliar a agenda eleitoral com os trabalhos na Casa?
Paulo Câmara – Vai ser aquela história de manter o ponto de equilíbrio, vamos ter diversos interesses em jogo, o jogo político faz parte, vai ser uma equação que a gente vai ter que montar, porque não podemos perder de vista o cidadão. A Câmara de Vereadores foi eleita para trabalhar até o ano que vem para atuar por nossa cidade. O mote nessa Casa será conversar o tempo todo com os diversos líderes para buscar o equilíbrio em busca da qualidade. Agora inevitavelmente vai ter menos sessão. Não adianta ter sessão segunda, terça e quarta se não houver produtividade. Se não for possível fazer sessão na segunda por algum motivo, algum ato, a gente tem que ter na terça ou na quarta com produtividade, com qualidade, debatendo e discutindo.
Tribuna – Qual sua expectativa para a votação do PDDU? Pode ser contaminado pelo processo eleitoral?
Paulo Câmara – Não, pelo contrário. Acho que vai ser um processo em que o jogo já está bem desenhado, pelo que eu observei na primeira audiência. Tem o grupo que quer obstruir, alguns que querem construir contando possíveis falhas, dando contribuições para aperfeiçoar e melhorar e outros que estão ali para aprender. Foi isso que vi na primeira audiência pública que fizemos. Se você fizer algo de maneira correta como a Câmara fez, com todas as audiências predeterminadas, com plano de mídia já elaborado, convocando a sociedade, debatendo e com tudo sendo transmitido ao vivo pela TV Câmara, não terá problemas. O que não pode estar em jogo é o interesse político e a politicagem. O que não pode interferir são aquelas pessoas profissionais em audiências públicas que vem com o objetivo de obstruir. Não sabem nem o que está sendo discutido. Se perguntar no plenário qual o tema o título, não sabe responder. É o que eu digo das 25 perguntas, só quatro foram propositivas. Isso está gravado. Então, vão dizer o quê depois? O momento é esse para discutir. Teremos ainda mais 15 audiências públicas, teremos ainda quatro audiências públicas devolutivas para discutir as emendas, também um fato inédito em nossa Casa. Estamos trabalhando para serem apresentadas as emendas em plenário. Então, vai se questionar o quê? Vai fazer política porque um arquiteto não agradou? Tem que agradar a cidade. Aqui é o vereador que vai ter a legitimidade pra dizer o que vai ser feito pela cidade. Todas as contribuições, as críticas serão muito bem- vindas, mas nenhum tipo de interferência externa nós iremos aceitar.
Tribuna – Como avalia o governo ACM Neto? Qual o principal erro e acerto?
Paulo Câmara – Acho que a cidade hoje tem um grande prefeito. Tem feito o trabalho extraordinário em nossa cidade, não é à toa que tem sido considerado o melhor prefeito do Brasil por três vezes. É uma pessoa que trabalha diuturnamente e tem o comando da sua gestão. Sabe de tudo que acontece, tem um grupo de secretários fortes e unidos trabalhando, é uma virtude dele. É uma grata surpresa, um jovem que tem esse talento nato e provou ter essa capacidade administrativa. Salvador hoje passa por um novo momento, através de crescimento, com resgate da sua autoestima. A cidade está sendo devolvida ao cidadão, acho que isso é muito positivo para a nossa cidade. Os desafios precisam ser enfrentados e ele pegou uma cidade arrasada. Primeiro, ele atacou muito bem à saúde, recuperando os postos, recuperando acima de tudo os problemas na rede de saúde da família, investindo na capacitação dos servidores. Em segundo lugar, focou na educação, sempre voltado para as creches, alavancando o número de matrículas. Olhou para a infraestrutura da cidade, fazendo a ligação Águas Claras a Cajazeiras. Então você tem de projetos estruturantes macros a investimentos no social, a exemplo do Morar Melhor.
Tribuna – O que ele não fez e acredita que ele deveria colocar como prioridade?
Paulo Câmara – Você trabalhar em uma cidade como a nossa que tem muita demanda, não é fácil. Era uma cidade em que todos diziam não ser possível andar sem ajuda do governo do Estado, sem o governo federal. E isso ele desmistificou. ACM Neto recuperou a economia, paga todos os seus funcionários em dia, não há problemas de gasto na prefeitura, temos bons projetos sendo executados. Acho que a frustração do projeto da prefeitura foi o BRT. Uma frustração como um todo, pois existia uma expectativa, a prefeitura fez o seu papel, era uma obra que poderia estar sendo iniciada, não foi dada nem a ordem de serviço. Mas envolve o governo Federal. Uma frustração para Salvador em 2015 foi a não execução do BRT.
Tribuna – Neto é favorito em 2016. A falta de um candidato forte do PT vai deixar a reeleição dele mais fácil?
Paulo Câmara – Não existe eleição fácil. Eleição se decide no dia. Tenho muito o pé no chão. Acho que a gente tem que focar no hoje e pensar no máximo no amanhã. Isso só se faz com o trabalho, indo para as ruas, fazendo vistorias, colocando projetos para rodar, cuidando do seu secretariado, com a equipe na mão ele tem feito um excelente trabalho.
O prefeito trabalha 12, 14 horas por dia, de domingo a domingo, não tem hora para trabalhar. Às vezes, até brinco com ele: “rapaz, você chega em casa 23h e 9h da manhã já está na rua?”. Eu não sei como ele consegue, mas dá exemplo. Repito que não existe eleição fácil, todos os candidatos serão colocados com suas plataformas políticas, mas não tenho a menor dúvida que o prefeito ACM Neto é favorito por tudo que ele realizou até a presente data.
Tribuna – O PSDB vai pleitear espaço na chapa majoritária? Está no páreo?
Paulo Câmara – O PSDB é um partido que faz parte do projeto do prefeito ACM Neto. É o maior partido da oposição, mas existe um arco de alianças. Ninguém ganha uma eleição sozinho. O Democratas com o PSDB não ganharão a eleição sozinhos. Temos o PMDB que é um partido extremamente importante, temos o PRB, PSC, o PV fazendo esse arco de alianças com o prefeito com trabalho e no momento ideal, acho que no final de maio e início de junho, o prefeito sentará com partidos aliados para ver qual é a melhor composição para Salvador e discutindo de maneira muito clara como sempre discutiu. O que você não pode fazer é a politicagem, a barganha política. Eu falo como presidente do PSDB de Salvador, o prefeito tem sido uma grata surpresa e se tudo der certo vamos caminhar juntos.
Tribuna – Como viu a estratégia do prefeito de filiar técnicos em partidos, de olho em 2016. Acertada?
Paulo Câmara – Eu acho que sim. Porque você tem pessoas dentro da iniciativa privada como Silvio Pinheiro, Guilherme Bellintani, que deram sua contribuição e vieram para cá e de repente tomaram um gosto pela vida pública. O que a gente precisa é sair da sua zona de conforto, não adianta o empresário ou advogado, médico estar sendo bom e não poder participar da vida pública. Se tiverem pessoas jovens e dispostas a contribuir com a vida pública, por que não? Acho que o serviço público carece desse perfil. Eu mesmo fui um técnico que virei político. Cheguei na prefeitura sem ser filiado, sem saber nada de política, apenas com o objetivo de fazer o meu serviço na administração. Fui tomando gosto e aqui estou eu. Se eu não estivesse entrado para a vida pública, com a formação técnica que eu tinha em economia, talvez eu não estivesse aqui hoje. Acho que é preciso o despertar para que as pessoas deem suas contribuições. O prefeito teve essa capacidade de identificar novos quadros, fazendo uma equipe jovem, que mescla a experiência do ex-governador Paulo Souto, José Antônio Rodrigues, André Fraga, que tem sido uma grata revelação. Acho que é preciso ter essa compreensão, esse equilíbrio, essa sensatez, para poder tocar.
Tribuna – E a presença da ação do governo Rui em Salvador incomoda os aliados do prefeito?
Paulo Câmara – Nessa competição saudável, quem ganha é a cidade de Salvador. Nesse cenário, você tem que deixar de lado o partido e desprover todas as vaidades. O prefeito e o governador foram eleitos para trabalhar. O prefeito foi eleito para governar a cidade e o governador, o estado. E Salvador, que tem maior representatividade no cenário baiano, também tem que ter obra de intervenção. Quando o governo faz uma intervenção, é sempre bem-vinda. E tem que ser aplaudida por todos os soteropolitanos. Não é o governo do PT. É o governador Rui Costa que foi eleito pela população de Salvador também e que merece atenção e respeito.
Tribuna – Como avalia o governo Rui Costa?
Paulo Câmara – O governador vem tentado se firmar como gestor, mas ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas. Espero que nos próximos três anos de governo ele possa fazer mais por Salvador.
Tribuna – A crise financeira, aliada à dependência do estado com o governo federal, paralisa de alguma forma as obras do governo?
Paulo Câmara – É aquela história, como o prefeito diz, é preciso fazer o dever de casa. Eles estão no poder há nove anos, então não tem isso de herança maldita. A herança é deles mesmo. Se não souberam se organizar, se gastaram mais do que deviam, não fizeram o dever de casa, erraram e vão pagar o preço. Se não pagar a folha, é culpa exclusivamente deles porque estão no poder há nove anos consecutivos. Na prefeitura, o prefeito encontrou terra arrasada e o que ele fez? Recuperou as finanças e está aí sem depender de ninguém. A prefeitura gastou quase R$ 200 milhões em obras de pavimentação, quase R$ 200 milhões na requalificação da orla, tudo isso sem um centavo dos governos do estado e federal. O único projeto que teria que contar com o governo federal foi o BRT, que não veio, acho muito mais por uma questão política. Acho que a cidade é quem perdeu. Acho válido preparar o que tem, cortar onde tem que cortar, mas isso já vem há nove anos. A situação é a crise, isso contribui, mas isso é um fator que vai somar ao momento de fazer a lição das finanças, vem a queda da arrecadação, mas se tivesse feito o dever de casa, estaria em uma situação bem melhor do que a de hoje.
Tribuna – Como vê as crises política e econômica que atingem o país hoje?
Paulo Câmara – Vivemos uma crise que perpassa e constrange a todos nós. Você vê os poderes se digladiando e um querendo salvar o outro. E qual o foco disso? A corrupção. É pior ainda. Quando você alia a falta de credibilidade de um poder somada à corrupção, isso envergonha a todos nós. As pessoas passam, cada vez mais, a ter ojeriza à vida política, é por isso que nós procuramos trabalhar à margem dessa situação. Está aí cada vez mais corrupção, no Executivo federal, lá, o líder do governo no Senado foi preso. O presidente da Câmara Federal também está sendo acusado de corrupção. Então, tem que dar um basta. Quem tem que dar um basta nisso é a população. Se a população soubesse a sua força em ir para a rua, cobrar, muita coisa não teria acontecido. Mas acho que é o momento certo, de uma nova República, que tenhamos um 2016 melhor que 2015 nas esferas pública e privada, mas tem que dar um ponto final nessa crise institucional e política que tem como consequência a crise econômica.
*Colaboraram: Aparecido Silva e Fernanda Chagas.
Artigo A Tarde – 2015: um ano de desafios e realizações
Câmara faz história e devolve mais de 15 milhões à prefeitura de Salvador
Sob a gestão do presidente Paulo Câmara (PSDB), a Câmara de Salvador devolveu mais de 15 milhões à prefeitura municipal em 2015, a maior restituição da história da Casa Legislativa soteropolitana. Na contramão da crise econômica nacional, o presidente comemorou o balanço positivo do ano. “Este resultado sintetiza um exemplo para toda administração pública de que com controle e eficiência podemos realizar muito gastando menos”, destacou.
Entre as ações para economizar e equilibrar as contas está a adoção do pregão eletrônico pela Comissão de Licitação (Compel). Com isso, foram economizados mais de R$8 milhões, o que representa uma diminuição de 35% entre os valores referenciais e os valores contratados.
Outro exemplo de controle de gastos foi com o processo de desapropriação do Edifício Rio Lima, anexo da Câmara na Rua Rui Barbosa, com estimativa de economia em torno de R$252 mil por ano. O espaço oferece melhores condições de trabalho aos servidores das diretorias Administrativa, Financeira e parte da Legislativa, da Procuradoria Jurídica e Controladoria.
Contas de 2014 aprovadas com elogios
Paulo Câmara também comemorou a aprovação por unanimidade e sem ressalvas das contas de 2014 pelo Tribunal de Contas dos Municípios, com elogios do relator, conselheiro José Alfredo Dias, que destacou a devolução de R$3,4 milhões à Prefeitura Municipal. O parecer do tribunal, divulgado no último dia 22, atesta que a Câmara cumpriu todos os itens previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, com rigoroso respeito ao princípio da razoabilidade.
Valorização dos servidores
Em sua gestão, Paulo Câmara também assegurou a valorização dos servidores, com assistência médica para todo o quadro, reivindicação de mais de 15 anos da categoria, aumento do valor do auxílio-educação, treinamento e a criação de plano de cargos e salários. “Cada medida que tomamos é no sentido de modernizar a gestão, estar mais perto das pessoas e atuar com independência para fortalecer a Casa Legislativa”, frisou Paulo Câmara.
Revista Ademi-BA – Entrevista de Paulo Câmara
Paulo Câmara preside primeira audiência pública sobre PDDU

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, presidiu hoje (16) a primeira audiência pública sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) promovida pela Casa Legislativa. O evento foi realizado no Centro de Cultura da Câmara e contou com a participação de vereadores, do secretário de Urbanismo, Sílvio Pinheiro, da presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Tânia Scofield, e mais de 50 representantes de entidades da sociedade civil organizada.
“Iniciamos hoje um processo com muito debate e total transparência e, neste sentido, tomamos os cuidados para o bom andamento da discussão, assegurando a legitimidade do processo, ouvindo primeiramente a população e depois os vereadores”, ressaltou Paulo Câmara.

Tema
Com o tema “Fundamentos, Princípios, Objetivos e Diretrizes da Política Urbana”, o debatedor, arquiteto Marcos Galindo, apresentou sugestões de alteração na redação de algumas partes do projeto de lei do PDDU que trata deste assunto, e ponderou que é preciso ter segurança jurídica para que o plano sirva aos gestores públicos, agentes econômicos, comunidade técnica e científica, representações da sociedade civil e cidadão.
Ele sugeriu ainda que a Prefeitura Municipal de Salvador estruture um sistema de monitoramento contínuo da execução da política urbana e do PDDU, observando o orçamento correspondente.
Mesa
Além de Paulo Câmara, participaram da mesa de discussão os vereadores Geraldo Júnior, Arnando Lessa, Léo Prates e Cláudio Tinoco, o secretário Sílvio Pinheiro, Tânia Scofield, além do arquiteto Marcos Galindo, da arquiteta e urbanista Lidia Santana (técnica da Comissão do PDDU na Câmara) e e o representante do Conselho Municipal da Cidade, Eleomar Barbosa.
A audiência foi transmitida ao vivo pela TV Câmara – canal aberto 61.4; no canal fechado da operadora SIM, canal 10; e no Portal Transparência (www.cms.ba.gov.br). Todas as falas foram traduzidas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O próximo debate está marcado para o dia 19 de fevereiro de 2016, no mesmo horário e local.
“Coragem define a atitude do prefeito”, diz Paulo Câmara sobre projeto que reduz até 70% do IPTU de clubes

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, participou na tarde de hoje (15), no Palácio Thomé de Souza, da coletiva de imprensa realizada pelo prefeito ACM Neto para assinatura do decreto que reduz em até 70% o valor do IPTU dos clubes sociais e recreativos, de regatas e das agremiações e clubes de caráter desportivo e de futebol.

Na ocasião, Câmara destacou a decisão do prefeito por agir na contramão da crise econômica nacional, com a renúncia de arrecadação. “Hoje é um dia de muita emoção, pois preserva a família e a vida social. A palavra que define a atitude do prefeito ACM Neto é coragem e quem ganha é a cidade de Salvador”, frisou o presidente.
Na coletiva, o prefeito informou ainda que será ampliado para 2016 o prazo do desconto de 10% do IPTU para contribuintes que atualizaram dados cadastrais em 2013, assim como a prorrogação da isenção da cobrança para imóveis com valor venal corrigido de até R$88 mil. O prefeito também assinou outro decreto, prorrogando o prazo para adesão ao Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), que venceria hoje (15), para o próximo dia 30.
Em sua fala, ACM Neto elogiou o comprometimento da Câmara Municipal para com a cidade. “Agradeço ao presidente Paulo Câmara como representante maior da Casa Legislativa. Nesses três anos, não houve um momento sequer que a Câmara tivesse faltado com a cidade do Salvador. Todos os projetos importantes enviados à Câmara Municipal tiveram o seu cuidadoso exame, com emendas e alterações sugeridas pelo Legislativo”, ressaltou o prefeito.
Aprovação
Na Câmara, o projeto do Executivo (nº 397/15) foi aprovado pelos vereadores na sessão ordinária do último dia 9. De acordo com a mensagem enviada pelo prefeito ACM Neto ao presidente Paulo Câmara, a redução visa estimular a prática de esportes, aproveitando a proximidade da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Serão beneficiados os clubes que não possuam fins lucrativos, sejam declarados de utilidade pública e que comprovem ter firmado parceria com o Município, disponibilizando suas dependências e equipamentos para projetos culturais e esportivos promovidos pela prefeitura.
De acordo com a Prefeitura, o impacto financeiro em decorrência da renúncia na arrecadação será de pouco mais de R$ 5 milhões. Esse valor deve ser compensado com medidas de incremento de receitas, através do lançamento e cobrança da diferença do imposto, decorrentes da conclusão dos processos de impugnação e mediante redução de despesas consignadas no orçamento municipal.
Além do prefeito ACM Neto e do presidente Paulo Câmara, participaram da coletiva a vice-prefeita Célia Sacramento, secretários, vereadores e representantes de clubes de Salvador.
Marinha condecora Paulo Câmara com Medalha “Mérito Tamandaré”

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, foi agraciado na manhã de hoje (14) pela Marinha do Brasil com a Medalha “Mérito Tamandaré”, em solenidade militar alusiva ao Dia do Marinheiro, realizada no Comando do 2º Distrito Naval. O evento presta homenagem ao aniversário de nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha.
“Sinto-me honrado por receber esta homenagem, isso demonstra a sintonia dos trabalhos da Câmara Municipal e da Marinha do Brasil e redobra a nossa responsabilidade para com esta instituição secular”, disse Paulo Câmara ao receber a honraria, que visa homenagear personalidades e autoridades que contribuíram para o fortalecimento da Marinha.
A cerimônia contou com as presenças do chefe de Estado Maior, Capitão de Mar-e-Guerra, Paulo Cezar, do comandante do 2º Distrito Naval, Cláudio Viveiros, do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, demais militares da Marinha, Aeronáutica, Exército e Polícia Militar, além de civis.
O evento contou com desfile militar, hasteamento do Pavilhão do Patrono da Marinha, acompanhado por salva de 19 tiros de canhão e condecoração de personalidades e autoridades civis e militares com a Medalha “Mérito Tamandaré” e também com a premiação de estudantes vencedores do concurso de redação da “Operação Cisne Branco”.
Na Bahia, o Dia do Marinheiro tem um significado especial, pois entre 1844 e 1846, o Almirante Tamandaré comandou a Divisão Naval do Centro, organização militar sediada em Salvador, precursora do Comando do 2º Distrito Naval.








