Paulo Câmara propõe selo “Empresa Amiga da Mulher Baiana” para incentivar empregabilidade de vítimas de violência

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o Projeto de Lei nº 26.142/2026, que institui o selo “Empresa Amiga da Mulher Baiana”, para reconhecer empresas que adotem práticas de inclusão profissional de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A proposta foi protocolada no último dia 14, e tem como foco a promoção da autonomia financeira e a ruptura do ciclo de violência enfrentado por milhares de mulheres no estado.

“O selo não é apenas um reconhecimento simbólico, mas um instrumento concreto de transformação social. Ao estimular o setor produtivo a abrir portas para essas mulheres, estamos promovendo dignidade, autonomia e contribuindo para a redução da violência”, pontua o deputado. Segundo ele, a iniciativa também fortalece os indicadores de ESG, que reúne as políticas de meio-ambiente, responsabilidade social e governança, das empresas baianas, tornando o estado mais atrativo para novos investimentos.

De acordo com o texto do projeto, o selo será concedido às empresas que cumprirem ao menos dois critérios estabelecidos na legislação. Entre eles, está a reserva de 2% do quadro de funcionários para a contratação de mulheres vítimas de violência doméstica, percentual que sobe para 5% nas empresas com mais de 100 empregados, sempre com garantia de anonimato. A proposta também contempla empresas que adotem políticas de ampliação da participação feminina em cargos de alta administração ou que promovam ações educativas voltadas à prevenção da violência e à promoção dos direitos das mulheres.

O projeto prevê ainda que o Governo do Estado poderá regulamentar benefícios às empresas certificadas, como critério de desempate em licitações públicas, incentivos fiscais por meio de abatimento proporcional do ICMS, dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, além de prioridade no acesso a linhas de crédito da Desenbahia. A iniciativa busca alinhar responsabilidade social, desenvolvimento econômico e políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.

Na justificativa da proposta, Paulo Câmara destaca dados alarmantes sobre a violência contra a mulher. Somente em 2025, o Ligue 180 registrou 679.058 atendimentos e mais de 155 mil denúncias em todo o Brasil. Na Bahia, foram contabilizados 111 feminicídios em 2024 e 115 em 2023, colocando o estado entre os que apresentam os maiores índices do país. O parlamentar ressalta que a dependência financeira é um dos principais fatores que levam mulheres a permanecerem ou retornarem a relações abusivas.

Foto: Ascom/Alba

Paulo Câmara solicita Ronda Maria da Penha em Ilhéus

Atuar no enfrentamento à violência doméstica e familiar em Ilhéus por meio da Ronda Maria da Penha (RMP), na garantia do cumprimento de medidas protetivas decretadas pela Justiça, é o que pretende o deputado estadual Paulo Câmara através da Indicação Nº 24.725/2021, apresentada à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

A proposição foi direcionada ao governador do estado, Rui Costa, através das secretarias estaduais de Políticas para as Mulheres (SPM-BA) e de Segurança Pública (SSP). “Com o objetivo claro de se preservar vidas, busco com esta Indicação atender ao pleito dos munícipes de Ilhéus, assegurando e prevenindo crimes nos locais com incidência de violência doméstica”, justificou Paulo Câmara.

Ronda
De acordo com informações da SPM, a RMP trabalha em cooperação mútua com outros órgãos envolvidos, tanto na capacitação de policiais militares que atuam na ronda quanto na qualificação dos serviços de atendimento às mulheres.

A Ronda também encaminha as vítimas à Rede de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica no âmbito municipal ou estadual.

A RMP foi criada em março de 2015, no Subúrbio Ferroviário de Salvador (local com maior número de vítimas de violência doméstica da cidade) e se consolidou como um serviço de qualidade e proteção às mulheres em situação de violência doméstica.

A TARDE – Aplicativo pretende auxiliar mulheres contra violência

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Paulo Câmara indica ao governador a implantação do Botão do Pânico

BotãoO vereador Paulo Câmara apresentou um Projeto de Indicação (PI 01/2014) ao governador Jaques Wagner solicitando a criação de uma unidade exclusiva para atendimento ao DSP (Dispositivo de Segurança Preventiva), conhecido popularmente como “Botão do Pânico”. O mesmo projeto já havia sido apresentado à Prefeitura de Salvador no ano passado e a vice-prefeita do Município, Célia Sacramento, revelou que o Executivo pretende adotá-lo.

Em outros estados que adotaram o Botão do Pânico, como no Espírito Santo, algumas mulheres que estão sob medida protetiva recebem o dispositivo. No momento em que o botão é pressionado, ocorre um processo de escuta e a central de monitoramento recebe um chamado.

Além de receber a localização exata do dispositivo enviada pelo GPS, a Central de Monitoramento inicia a gravação do áudio ambiente, que é armazenada em um banco de dados à disposição da Justiça. Toda a conversa poderá ser utilizada como prova judicial contra o agressor.

Proteção
“Este é um mecanismo para coibir a violência contra as mulheres. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, a média nacional é de 4,4 assassinatos a cada 100 mil mulheres. A média baiana é acima da média nacional, 5,6 assassinatos. Portanto, a implantação do Botão do Pânico, com a central de monitoramento é importante para proteger as mulheres vítimas de violência doméstica no nosso estado”, explica Paulo Câmara.

Jornal do Commercio – Botão do pânico também será implantado em Salvador

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Vereador propõe implantação de dispositivo para reduzir índice de violência contra mulher

Paulo Câmara propõe implantação do botão do pânico
Campanha de combate a violência contra mulher

Os dados sobre a violência contra a mulher são preocupantes. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, a média nacional é de 4,4 assassinatos a cada 100 mil mulheres. A média baiana é acima da média nacional, 5,6 assassinatos. Ações e projetos para coibir a violência contra mulher são realizados em todo o país, e aqui na Bahia podem ganhar incentivo financeiro.

Completando seis anos da Lei 11.340, a Lei Maria da Penha, o Mapa da Violência 2012 lançou um caderno especial com dados catalogados sobre os últimos 30 anos de violência contra a mulher, com números nada favoráveis. O número de homicídios passou de 1353, em 1.980, para 4.465 em 2010, o que representa um aumento de 230%. Nem mesmo a Lei Maria da Penha foi suficiente para reduzir o quadro: em 2007, primeiro ano de vigência da lei, a taxa era de 3,9 assassinatos a cada 100 mil mulheres; e em 2008 a taxa foi de 4,2.

Em Salvador, apenas nos primeiros 50 dias deste ano já foram registradas 1.702 ocorrências; um aumento de 2,8% em relação a 2012. Porém nem todas as mulheres violentadas chegam até uma das bases da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), localizadas nos bairros de Brotas e Periperi, e os casos de maus-tratos e assassinatos na Bahia podem ser ainda maior.

Como forma de diminuir esses índices, o vereador Paulo Câmara apresentou à Câmara de Vereadores o Projeto de Indicação Nº 269/13, que indica a adoção do Dispositivo de Segurança Preventiva (DSP), conhecido popularmente como botão do pânico, usado experimentalmente no estado de Espírito Santo desde o dia 15 de abril. “Trata-se de um dispositivo eletrônico que possui GPS e também gravação de áudio, que ajudará a garantir a segurança das mulheres. No momento em que o botão é pressionado a central de monitoramento recebe um chamado, e a viatura mais próxima vai até o local”, explica Paulo Câmara.

Ações nacionais

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto de lei (PLS 14/2010) que altera a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), impondo punição de seis meses a dois anos de prisão aos policiais que não adotarem medidas de proteção em favor de mulheres em situação de violência doméstica. A matéria seguiu para análise na Câmara dos Deputados.

Outra importante iniciativa é a abertura do edital de seleção de projetos “Seguindo em Frente”, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Até o dia 22 de maio a Secretaria vai receber propostas, elaboradas por entidades civis ou municípios, que destinem ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres na Bahia. Ao todo, o governo do Estado investirá R$ 500 mil para atender as 12 propostas que serão selecionadas.

 

Fontes: http://mapadaviolencia.org.br, http://www.comunicacao.ba.gov.br, http://www12.senado.gov.br, http://www.brasil247.com

Ibahia – Vereador fala sobre combate à pedofilia

Paulo Câmara fala sobre combate à pedofilia -  24.04.2010
Paulo Câmara fala , no Ibahia, sobre combate à pedofilia – 24.04.2010