Paulo Câmara critica falta de infraestrutura no aeroporto de Teixeira de Freitas após Azul anunciar suspensão de voos

Após a companhia aérea Azul anunciar a suspensão de voos para Teixeira de Freitas a partir de março de 2022, por falta de infraestrutura no aeroporto, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) criticou o descaso das autoridades estaduais e à administração aeroportuária.

“Isso é uma vergonha para nosso estado. Uma empresa com o nome de São Francisco que administra aquele aeroporto, que até outrora recebia voos diretos Salvador-Teixeira de Freitas, hoje não dá condições de pouso por falta de instrumentos. E essa empresa que administra o aeroporto tem licença da Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), não dá nenhuma satisfação. Se for para fazer um novo aeroporto em Caravelas, que seja muito bem-vindo, é uma região que também merece, mas desfazer de um equipamento daquele, que até pouco mais de seis meses estava plenamente útil, é um verdadeiro descaso a uma região que é umas das mais promissoras do nosso estado”, destacou o deputado.

“Essa é a marca do PT na Bahia. Não é possível ter uma situação dessas e a Agerba sequer se pronunciar”, finalizou.

Explicação da Azul
De acordo com a Azul, o aeroporto não está dispondo de dois importantes instrumentos de auxílio à navegação aérea, que embora não comprometam a segurança do voo, pode impactar a operação em caso de mau tempo, como o IFR-IMC, procedimento que permite a operação dos voos mesmo em condições meteorológicas adversas, e o PAPI, sistema de luzes que provê auxílio visual da cabeceira da pista do aeroporto.

“Com a ausência desses instrumentos, a Azul sofre com a regularidade de seus voos, se vendo obrigada a alternar ou cancelar operações em Teixeira de Freitas todas as vezes em que condições meteorológicas adversas são registradas na cidade. A decisão de suspender a venda de voos a partir do ano que vem é uma maneira de a empresa solicitar as autoridades locais e à administração aeroportuária a adequação e certificação do aeroporto junto à Anac, possibilitando a manutenção das operações na cidade”, explicou a companhia.

Em outdoors, Paulo Câmara critica educação e aumento da violência na Bahia.

Com a frase “Menos educação, mais violência. Bahia, campeã em violência e pior educação do Brasil”, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) critica o índice do estado de pior educação do Brasil e o aumento da violência no estado por meio de diversos outdoors instalados por toda a Bahia.

O parlamentar vem se posicionando sobre o tema em pronunciamentos na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e em suas redes sociais. Em um deles, o parlamentar criticou os índices do Estado da Bahia, que foi considerado o pior do país em Ensino Médio, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e também os altos índices de violência no estado.

“Contra dados não há argumentos. Se por um lado falta educação, sobra violência. A Bahia está vivendo um clima de guerra. Os elevados índices de criminalidade dão a sensação de total insegurança aos baianos. Até quando vamos viver assim?”, questionou o parlamentar.

“Acho inadmissível o governo estar há seis anos sem dar aumento”, diz Paulo Câmara

Por Jefferson Beltrão
Foto: Felipe Iruatã / Ag. A TARDE

Ser deputado da base não é ser subserviente. O recado é do deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), para quem os governistas se calam diante do “escândalo produzido pelo governo da Bahia” durante a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. “Quanto custa esse silêncio?”, indaga. Nesta entrevista, também transmitida pela TV Alba (canal aberto 12.2 e 16 na Net), Câmara defende a “responsabilidade” do governo pelo aumento dos combustíveis, fala de seus projetos e faz uma crítica ao PSDB. “O partido perdeu muito nos últimos anos”.

A Assembleia Legislativa aprovou este ano dois projetos de sua autoria sobre transtornos de aprendizagem e dislexia. Qual o significado dessa conquista?

Esses projetos passaram a dar mais sentido ao meu mandato. Eu era um leigo no assunto. Quando fui procurado pela DislexBahia [Associação Baiana de Dislexia], descobri que quase 18 milhões de brasileiros são disléxicos. Na Bahia, de cinco a 17% da população. Com esses projetos, que são a [instituição da] Semana Estadual de Conscientização e Informação sobre a Dislexia e Transtornos de Aprendizagem e a adoção do laço azul e amarelo nos eventos relacionados ao tema, foi pra gente fazer uma pauta pública. E falta o quê? Treinar, capacitar e habilitar os professores e diretores das escolas a fazer o diagnóstico e o encaminhamento. Uma criança de sete anos que não sabe ler é porque tem dificuldade de compreender as letras. Mas são pessoas tão inteligentes ou mais do que nós.

É de sua autoria uma indicação ao governador Rui Costa para que se inclua na Lei Orçamentária Anual a previsão de recomposição inflacionária de 44%, calculada desde 2015, para os servidores públicos estaduais. Tem clima para aprovação?

E muito. O governo tem um caixa de quase R$ 5 bilhões. O índice da folha de pessoal é de 38%, bem abaixo do limite prudencial. O governo pode fazer o planejamento. O que acho inadmissível é o governo estar há seis anos sem nenhum aumento ou recomposição salarial. Que divida, dilua, mas comece a fazer. O Supremo Tribunal Federal decidiu que o Estado é competente para dizer se irá ou não fazer a recomposição. E se ele entender que não deve fazer, precisa informar na Lei Orçamentária Anual. Nas últimas seis leis, inclusive na que está na Casa neste momento, o governo não deu nenhuma justificativa, descumprindo até a decisão do STF.

O senhor tem pedido esclarecimentos ao governo sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste que, na sua avaliação, resultou em prejuízo de R$ 100 milhões para os estados que participaram do processo. O que há de novidade no caso?

Não é questão de novidade. O que vejo é o silêncio ensurdecedor por parte do governo. Essa ação foi feita aqui. O [ex-]secretário Bruno Dauster, que era o braço direito e o esquerdo do governador, foi o responsável por tocar esse projeto. Bruno Dauster se envolveu numa coisa que não era da sua competência. Ele era o chefe da Casa Civil. A Cristiana Prestes, empresária envolvida na denúncia, disse à polícia que o secretário quis estuprar o Estado, majorar o preço de 22 mil para 35 mil dólares. E quem foi o servidor do Estado que fez a nota técnica habilitando como séria e idôneaa empresa [Hempcare, que deixou de entregar respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste]? Quem foi o servidor público que adulterou o parecer da Procuradoria-Geral do Estado? Eu quero esclarecimentos. O que temos é o silêncio desta Casa, como se fosse um anexo do governo. Ser deputado da base não é ser subserviente. Espero agora que, com o processo na mão do Ministério Público Federal, do Superior Tribunal de Justiça e a investigação da Polícia Federal, os culpados possam ser punidos.

Qual a dificuldade para discutir mais o assunto?

Para um requerimento de [criação de uma] CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] são necessárias 21 assinaturas. A oposição é composta por 16 deputados. Depende do conjunto dos deputados. Eu respeito e compreendo a posição de todos, mas se calar diante de um escândalo que foi produzido no governo da Bahia, isso não. Não dizer porque foram pagos R$ 100 milhões antecipados sem [receber] nenhum tipo de material, isso é irresponsabilidade. Quanto custa esse silêncio? O [ex-]secretário até hoje recebe quase R$ 13 mil da Bahiagás como conselheiro. Por que isso? E o silêncio é o que recebo do governo.

O senhor insiste em responsabilizar o governo estadual pelo aumento do preço dos combustíveis na Bahia, mesmo sendo contestado por deputados da situação. Com base em que defende essa posição?

Com base em dados, números e no Diário Oficial da União. Querer colocar a responsabilidade só no governo federal é uma irresponsabilidade do governo da Bahia. O governo federal e a Petrobras têm responsabilidade pelo aumento da gasolina, mas o governo da Bahia também. E provei com dados. Através do Confaz, Conselho Nacional de Política Fazendária, as secretarias da Fazenda se reúnem quinzenalmente e o preço médio ao consumidor final, que se chama preço de pauta, é determinado pelo estado que solicita. A gasolina era R$ 4,40 em janeiro de 2021. Em julho, R$ 6,06, a pedido da Secretaria da Fazendo da Bahia. Um aumento de 37% na base de cálculo do ICMS. O que o governo tenta dizer? Que não mexeu na alíquota, travada em 27%. Mas mexe no cálculo da base do ICMS. A Bahia, através da Secretaria da Fazenda, também é responsável por essa gasolina. Provei, apresentei os dados, e o que fizeram? Tentaram desconstruir a minha narrativa sem apontar os documentos que foram apresentados. Então, quem é o grande fakenews? Esse governo da propaganda enganosa.

O senhor tem sido um crítico do governo também em relação aos critérios adotados para a volta das aulas na rede estadual de ensino. O que faltou para que a volta se desse com mais agilidade?

Competência. Você acha que fico feliz em saber que a Bahia é o pior estado em educação? É um demérito. A Bahia ficou um ano e quatro meses sem um dia de aula. E você não vê ninguém falando? Porque o secretário da Educação é amigo pessoal do governo? Não se pode misturar educação com amizade. Tem que tratar com competência. Quero saber quem vai reparar esse prejuízo. É um desrespeito à Bahia e uma incongruência. Enquanto a Bahia é o pior estado em educação, é o campeão no índice de homicídios. Assim não dá.

O senhor faz uma série de críticas, mas existem ações do governo com as quais se vê alinhado?

Críticas construtivas. Jamais coloquei meu mandato pra fazer politicagem, nem pra obstruir o que seria coerente com minha vida pública. O governo tem acertos. Quando mandou a reforma da Previdência, fui o único deputado a subir pra defender. Quando do empréstimo de R$ 500 milhões para a Embasa, que estava saneada, tinha liquidez e podia captar o recurso para investimentos na Bahia, contou com o meu apoio. Projetos que são importantes para a Bahia têm o meu apoio irrestrito. Eu dei a sugestão, inclusive, ao vice-governador João Leão: quantos ativos o governo tem que podem ser leiloados para captar recursos? Tudo que for matéria de gestão e for importante terá o meu apoio. Não é porque sou contra o PT que não irei votar a favor.

O PSDB e o deputado Paulo Câmara já decidiram qual nome vão apoiar na corrida ao Palácio de Ondina em 2022?

Estou ao lado do pré-candidato ACM Neto. Um jovem que pode trazer resultados para o estado, porque precisamos resgatar a autoestima dos baianos. O atual governo tem acertos mas muito mais defeitos. Os índices da educação e da violência são os piores. Temos o maior número de desempregados do Brasil. O que esse governo fez pelo turismo? A Bahia virou a porta de entrada para o tráfico. E você vê o secretário da Segurança Pública dizer que o policial morre porque tem muito policial na rua. Que é bom trazer impostos para o narcotráfico. Nunca vi isso na minha vida. A Bahia precisa avançar muito mais.

O apoio a ACM Neto chega ao ponto de pleitear uma vaga na chapa?

Será uma decisão da executiva estadual. Envergadura moral e bons nomes nós temos. O ex-prefeito de Mata de São João, João Alberto; o deputado federal Adolfo Viana, o [deputado estadual] Tiago Correia, que, inclusive, já trabalhou com ACM Neto na Limpurb. Nomes qualificados e preparados. Se o ex-prefeito assim entender, temos bons nomes para apresentar.

O PSDB oficializou quatro pré-candidatos à presidência para disputar as prévias do partido: os governadores João Doria e Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. O PSDB caminha para um racha?

O partido está fazendo uma limpeza interna. Não é retirada de deputados ou senadores. É a gente se autoconhecer. O PSDB perdeu muito nos últimos anos. Era o partido da credibilidade, da ascensão. Mas em 2018 tivemos o pior resultado. E esse debate interno tem que ser feito para que possamos conseguir um objetivo comum. A roupa suja tem que ser lavada. Se haverá um racha? Espero que não.

Por que o PSDB chegou a essa situação?

Por falta de posicionamento. O PSDB se perdeu um pouco de 2014 pra cá, por não compreender o que o seu eleitorado queria, por ter posições contrárias ao que sempre pregou. Agora, precisa colocar a sandália da humildade, ver os erros que foram cometidos e fazer a depuração interna. Voltar ao PSDB que tinha respeito e credibilidade. E as prévias são a melhor forma de você realmente depurar o partido e ver quem pode chegar lá.

Enquanto o PSDB procura definir um candidato à presidência, ACM Neto dá sinais de que deve apoiar um candidato próprio. É uma incoerência, na medida em que ele terá o apoio do PSDB para o governo do estado?

Depende. O futuro a Deus pertence. Se o [candidato a] presidente for o Dória, o Eduardo Leite, o Arthur Virgílio, por que não pode ser o candidato de ACM Neto? Hoje pode não ser bom para ele, mas a política é dinâmica. Como vamos chegar ao final do ano? Tanta confusão nacional, fusões e migrações partidárias. Esse estágio é para ser debatido. Ainda não é hora de definir quem será o meu candidato a presidente. Mas se o PSDB tiver um candidato, tenho certeza que será um bom nome para o Brasil.

Os presidenciáveis tucanos não apresentam bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto. O que é preciso para uma virada de chave?

Tem que ter o convencimento. Se os candidatos têm rejeição, compete a eles convencer o eleitor. Eu sempre fiz essa crítica ao partido. Não adianta dizer que quer ser candidato se não diminuir a rejeição. A sigla hoje não ficou muito desejável. Então, com as prévias, dever de casa do PSDB: convencer a população de que é o partido de outrora. Se vai conseguir, aí é outra história.

Entrevista publicada no Jornal A Tarde

“Um pouco mais de alívio para os baianos”, diz Paulo Câmara após congelamento da alíquota dos combustíveis até janeiro de 2022

Após o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado composto por secretários da Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, aprovar hoje (29), o congelamento da alíquota que incide no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis por 90 dias, o deputado estadual Paulo Câmara comentou a respeito da medida.

“Um pouco mais de alívio para os baianos, que vêm enfrentando progressiva alta no preço dos combustíveis desde janeiro deste ano. Se a Bahia não conseguiu oferecer uma política própria para segurar a onda de reajustes nas bombas, louvável que o Confaz tenha encontrado uma solução nacional paliativa em benefício dos consumidores”, destacou Câmara.

De acordo com o Ministério da Economia, a medida visa colaborar com a manutenção dos preços nos valores vigentes de 1º de novembro deste ano até 31 de janeiro de 2022.

Posicionamentos

Através de vídeos em suas redes sociais, Paulo Câmara vem responsabilizando o governo do estado pelo aumento nos preços dos combustíveis. Desde o início, o deputado tem explicado que os preços dos combustíveis são definidos em reunião do Confaz,
que é presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com a participação dos secretários estaduais da Fazenda, na Bahia, através do secretário Manoel Vitório.

Câmara sugere instalação de corredores elétricos automotivos nas BRs 101 e 116

O deputado Paulo Câmara (PSDB) sugeriu ao governador Rui Costa (PT) que o Estado estabeleça convênio com as concessionárias detentoras do uso das rodovias do estado, para que sejam instalados os corredores elétricos automotivos baianos, nas BRs 101 e 116. Na indicação, protocolada na Casa Legislativa, o parlamentar propõe que se condicione as novas concessões à instalação dos equipamentos para abastecimento elétrico automotivo.

Na justificativa do documento, Câmara destacou a rodovia do agronegócio também na área tecnológica, e colocou como exemplo a Concessionária Rota do Oeste, que administra a BR-163 em Mato Grosso, primeira concessão rodoviária do Brasil a implantar autonomia de abastecimento para veículos elétricos nos 855 quilômetros concedidos – de Itiquira a Sinop – transformando-se no único corredor com capacidade para abastecimento elétrico do Centro-Oeste.

“Ao todo, a empresa instalou seis postos em suas bases de atendimento às margens da rodovia, possibilitando aos proprietários de veículos elétricos percorrerem aproximadamente 1.200 quilômetros somente com o abastecimento disponibilizado no trecho sob concessão. As bases também abrigam veículos como ambulâncias e guinchos de apoio aos motoristas da BR-163 e contam com água, banheiro e sala de espera”, explicou.

O deputado somou o apoio da Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei), que considera um passo importante para a infraestrutura nacional e exemplo para que outras empresas adotem a tecnologia e fomentem a mobilidade elétrica no país. Dados divulgados pelo presidente da associação, Rogério Markiewicz, dão conta de que, em todo o Brasil, são cadastrados em torno de 35 mil veículos eletrificados, considerando os três modelos: 100% elétrico, híbrido plug-in e o híbrido simples. Considerando apenas os veículos movidos exclusivamente por energia elétrica são aproximadamente 3,5 mil unidades, de um universo de 45 milhões de veículos na atual frota licenciada no país.

“Por isso, em face aos valores de sustentabilidade e irreversível futuro com veículos elétricos, peço apoio dos meus pares para a aprovação dessa indicação e sensibilidade do Executivo Estadual para a instalação dos corredores elétricos automotivos”, demandou.

“O que o governo do estado tem feito para aliviar o bolso dos baianos?”, questiona Paulo Câmara após MG manter alíquota de ICMS do diesel

Após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciar na manhã de hoje (25) que vai manter a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel congelado no estado, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) voltou a questionar o governo baiano sobre quais medidas serão tomadas na Bahia.

“No mês passado, acompanhamos o anúncio feito pelo governador Eduardo Leite (PSDB) sobre a redução do ICMS de combustíveis no Rio Grande do Sul, de 30% para 25%, e hoje temos a notícia de que Minas Gerais vai manter a alíquota do diesel no estado. Nesse sentido, faço a pergunta: o que o governo do estado tem feito para aliviar o bolso dos baianos?”, questionou Câmara.

“Estamos vivendo um momento de crise no país, o que exige bom senso dos governantes. Volto a repetir, a Bahia precisa dar a sua contribuição”, frisou o deputado.

Posicionamentos
Através de vídeos em suas redes sociais, Paulo Câmara vem responsabilizando o governo do estado pelo aumento nos preços dos combustíveis, que já acumulam alta de mais de 37% desde janeiro deste ano. O deputado explica que os preços dos combustíveis são definidos em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que é presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com a participação dos secretários estaduais da Fazenda, na Bahia, através do secretário Manoel Vitório.

Paulo Câmara solicita ao governador Rui Costa que inclua na LOA a previsão da recomposição inflacionária dos servidores públicos estaduais; perdas chegam a 44%

Através de uma Indicação apresentada hoje (7) à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) solicita ao governador Rui Costa (PT) que inclua na Lei Orçamentária Anual (LOA) a previsão da recomposição inflacionária dos servidores públicos estaduais, cujas perdas acumuladas desde 2015 chegam a cerca de 44%.

“Indico esta medida considerando a omissão reiterada e injustificada do Executivo baiano ao deixar de prever na proposta da LOA, de sua iniciativa, dispositivo sobre a revisão geral anual das remunerações dos servidores públicos do Estado, o que tem causado violação indireta ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos, e, por consequência, lesão aos referidos preceitos fundamentais, além dos dispostos no art. 1º da Constituição Federal, da dignidade da pessoa humana e valor social do trabalho, afrontando ainda o princípio da igualdade e não discriminação e o princípio da legalidade”, justificou Câmara.

Na proposição, o parlamentar também citou decisão do ministro Edson Fachin, do STF, a respeito do tema, que diz que o não encaminhamento de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos servidores públicos não gera direito subjetivo a indenização, concluindo que, ao final, deve o Poder Executivo pronunciar-se de forma fundamentada acerca das razões pelas quais não propôs. “A revisão prevista na Constituição pode significar reajuste, recomposição ou, precisamente, a prestação de contas no sentido da impossibilidade de adotar a medida”, diz a decisão do ministro citada na proposição.

“Em outras palavras, uma das formas de não promover a revisão anual prevista na Constituição seria justificando a impossibilidade prática de concedê-la, por razões fiscais ou outras razões de interesse público, fundamentação esta a qual não tem se atentado o chefe do Executivo baiano nos últimos seis anos”, argumenta Câmara, ao que finalizou “considerando também que a Lei Complementar Nº. 173/2020, de discutível aplicação sobre a recomposição inflacionária salarial, terá a sua vigência findada no próximo dia 31 de dezembro, reforça a necessidade de contemplar na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na LOA a previsão de reajuste constitucional”, concluiu.

Audiência
A Indicação de Paulo Câmara vem logo depois de o parlamentar ter reunido em audiência pública, na última segunda-feira (4), um Coletivo de Carreiras de Estado Organizadas (CEO), que inclui entidades que representam procuradores públicos estaduais, gestores governamentais do estado, magistrados e defensores públicos, os quais manifestaram insatisfação com o tratamento dado pelo governo do estado à categoria e pediram justificativas ao governador sobre a ausência de envio de lei para a recomposição inflacionária dos servidores públicos do estado da Bahia.

De acordo com dados apresentados na audiência por Marcos Carneiro, presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia (IAF), a Receita Corrente Líquida (RCL) do estado nesse ano alcançou patamares de R$ 43,23 bilhões, um aumento de 9,2% em relação ao primeiro quadrimestre desse ano, o que vai impactar na redução do índice de comprometimento de pessoal de 40,2% para 37%.

Paulo Câmara pede bom senso após fala de Rui Costa sobre a não redução do ICMS de combustíveis

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) respondeu às declarações do governador Rui Costa (PT) após o chefe do Executivo estadual declarar, na manhã de hoje (27), que “não é dado à demagogia”, em referência à redução do ICMS de combustíveis no Rio Grande do Sul, de 30% para 25%, anunciada pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

“Este momento de crise pelo qual passa o nosso país exige bom senso dos governantes e a Bahia precisa dar a sua contribuição. Medidas como essa que aliviam o bolso do consumidor só são possíveis quando o Estado está arrumado, com a retomada da arrecadação, tomando medidas de contenção de gastos, com necessárias reformas, o que demonstra que a Bahia precisa avançar nesse quesito”, afirmou Câmara.

Através de vídeos em suas redes sociais, o deputado vem responsabilizando o governo do estado pelo aumento nos preços dos combustíveis, que já acumulam alta de mais de quase 37% desde janeiro deste ano. Paulo Câmara explica que os preços dos combustíveis são definidos em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que é presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com a participação dos secretários estaduais da Fazenda, na Bahia, através do secretário Manoel Vitório.

Paulo Câmara defende trabalhadores da Ceasa de Simões Filho e pede mais transparência do governo sobre concessão

Após visitar a Ceasa de Simões Filho na manhã de ontem (31), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pedindo mais transparência sobre a situação dos trabalhadores informais com a requalificação do equipamento.

De acordo com os trabalhadores, o governo do estado não manteve nenhum tipo de diálogo para explicar para onde eles irão após a concessão da Ceasa, prevista para ocorrer neste ano.

“Estive lá para visitar, conhecer e me aprofundar sobre esse tema e confesso que fiquei chocado. Nada contra a concessão, até porque sou a favor. Tudo o que for para melhorar, terá o meu apoio, mas qual a modelagem que será feita? Aqueles permissionários ficarão desamparados? Aquelas pessoas estão sendo ouvidas? Eles serão de alguma maneira comtemplados?”, questionou o deputado na tribuna da Alba.

De acordo com o parlamentar, há cerca de mil famílias no entorno da Ceasa, mais os permissionários, o que significa uma média de oito mil pessoas que sobrevivem desse tipo de trabalho, direta ou indiretamente. Nesse sentido, Câmara defende que a Casa Legislativa não se furte de promover um debate democrático e, acima de tudo, respeitoso com as pessoas.

“A Ceasa foi criada, principalmente, como balizador social, regulador de preço. Essa é a sua função social e precisamos manter isso. Se a concessão vier para modernizar, melhorar o equipamento, dar mais conforto e, acima de tudo, manter o preço, terá o meu total apoio. É inadmissível se pensar numa concessão macro e esquecer dessas pessoas, que estão ali desde o início, há 30 ou 35 anos”, defendeu Câmara.