Paulo Câmara afirma que “a hora é essa” para implantação do voto aberto

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O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, afirmou que “a hora é esta” do Legislativo Municipal colocar em pauta seus dois projetos de lei que visam extinguir o voto secreto na Casa.

“Conquistamos mais uma vitória na luta pela transparência. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou ontem (26) a PEC do senador Álvaro Dias, do PSDB, que estabelece que a perda de mandato parlamentar será decidida por voto aberto. A luta das ruas é também pela ética na política. Reforço o meu total empenho para darmos um passo importantíssimo aqui em Salvador. Estou conversando com os meus pares para que os meus projetos que extinguem o voto secreto na Câmara Municipal de Salvador sejam colocados na Ordem do Dia o quanto antes”, afirmou Paulo Câmara.

Ele apresentou os projetos que visam acabar com o voto secreto na Câmara Municipal de Salvador. As proposições suprimem à Lei Orgânica do Município e ao Regimento Interno o artigo que garante o voto secreto. Atualmente, a votação das contas do prefeito e os vetos do chefe do Poder Público municipal ocorrem nesse regime. Com a aprovação das propostas, estas votações passarão a ser abertas, garantindo ao cidadão o direito à informação de como seu parlamentar votou.

Congresso Nacional

O Congresso Nacional conta com 28 tipos de votações. Em algumas, o voto é aberto e em outras matérias é secreto. Um destes casos é relativo à perda de mandato. E é neste caso que a PEC do senador tucano Álvaro Dias pretende que as votações sejam em regime aberto.

A proposta vale para matérias sobre decoro parlamentar e condenação criminal com sentença transitada em julgado. Agora, o texto segue para uma comissão especial que precisa ser criada pela Câmara dos Deputados.

Atualmente, além da perda de mandato, são secretas votações para indicação de autoridades do Governo Federal, ou tribunais superiores; vetos presidenciais e casos como exoneração do procurador-geral da República.

 

Cresce o apoio nas casas legislativas pelo voto aberto

paulovotoCom a crescente pressão popular e o apelo das ruas pela ética na política, este é o momento das casas legislativas do Brasil abolirem de vez o voto secreto dos parlamentares. Esta é a opinião de Paulo Câmara, que apresentou dois projetos de lei que vão viabilizar o voto aberto na Câmara Municipal de Salvador. Também há um movimento na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia no sentido de extinguir o voto secreto. A iniciativa é da deputada Luiza Maia (PT).

No dia 06 de agosto, ocorrerá uma audiência pública na Assembleia Legislativa, às 09 horas, para discutir o voto aberto, promovida pela parlamentar. Ela apresentou, nesta direção, a PEC 126/2012, que propõe instituir o fim do voto secreto na Assembleia. “Apresentei a proposta em 2011, mas não passou. Reapresentei ano passado e agora está parada na Comissão de Constituição e Justiça desde dezembro. Nosso objetivo é mobilizar a sociedade para que entre nesse debate também. A pressão popular sempre contribui para que os PL, de autoria dos deputados, sejam votados mais rapidamente”, diz a petista.

No dia 28 de maio, ela teve um encontro com Paulo Câmara, no Legislativo Municipal, quando entregou ao parlamentar uma moção de aplauso por sua luta pelo fim do voto secreto.

“A população está nas ruas clamando por ética na política. E o caminho para tal fim é justamente a transparência. Estou conversando com meus pares para serem colocados na Ordem do Dia meus projetos que extinguem o voto secreto. Creio que este movimento pelo voto aberto é irreversível. A hora é essa”, frisou Paulo Câmara.

Ele apresentou os Projetos de Lei 03-2013 e 19-2013, que visam acabar com o voto secreto na Câmara Municipal de Salvador. As proposições suprimem à Lei Orgânica do Município e ao Regimento Interno o artigo que garante o voto secreto.  Atualmente, a votação das contas do prefeito e os vetos do chefe do Poder Público municipal ocorrem nesse regime. Com a aprovação das propostas, estas votações passarão a ser abertas, garantindo ao cidadão o direito à informação de como seu parlamentar votou.

Congresso Nacional

A Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto realizou, no último 12, na Câmara dos Deputados, ato em defesa do voto aberto no Congresso Nacional. Os parlamentares fizeram uma manifestação no Salão Verde da Câmara.

Tramita na Casa Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 196/12, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que acaba com o sigilo das votações no plenário para cassação do mandato parlamentar. Henrique Alves, presidente da Casa, pretende colocar esse tema em votação no Plenário antes do recesso parlamentar, em julho.
Além da referida PEC, outra PEC, a 349/01, prevê o voto aberto para todas as deliberações no Congresso. Essa proposta foi aprovada pelos deputados em primeiro turno, segundo o site da Câmara dos Deputados.

 

PSDB se movimenta em nível nacional e local pelo voto aberto

paulovotoO presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), afirmou que percebeu o início de um consenso em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 196/12, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que acaba com o sigilo das votações no plenário para cassação do mandato parlamentar. Segundo o site da Câmara dos Deputados (www.camara.gov.br), o presidente da Casa afirmou que ainda hoje (11) a  admissibilidade da proposta deve ser votada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), para que seja formada rapidamente a comissão especial que irá analisá-la. Henrique Alves pretende colocar esse tema em votação no Plenário antes do recesso parlamentar, em julho.

Além da referida PEC, outra PEC, a 349/01, prevê o voto aberto para todas as deliberações no Congresso. Essa proposta foi aprovada apenas pelos deputados em primeiro turno, segundo o site da Câmara dos Deputados.

O voto aberto é uma das bandeiras do PSDB e a Frente parlamentar Em Defesa do Voto Aberto é coordenada pelo deputado federal Antonio Imbassahy (Ba). Os parlamentares que integram a legenda avaliam o fim do voto secreto como um tema importante para garantir a transparência.

A luta pelo voto aberto em nível municipal tem sido a principal bandeira de Paulo Câmara desde que assumiu a Presidência do Legislativo Municipal em Salvador. “Afinal, um parlamentar é representante do povo e não pode ficar se escondendo atrás de voto”, frisou.

Segundo o parlamentar, “o artigo 5º da Constituição Federal de 1988 estabelece que todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou coletivo”.

Ele apresentou s Projetos de Lei 03-2013 e 19-2013, que  visam acabar com o voto secreto na Câmara Municipal de Salvador. As proposições suprimem à Lei Orgânica do Município e ao Regimento Interno o artigo que garante o voto secreto. Atualmente, a votação das contas do prefeito e os vetos do chefe do Poder Público municipal ocorrem nesse regime. Com a aprovação das propostas, estas votações passarão a ser abertas, garantindo ao cidadão o direito à informação de como seu parlamentar votou.

 

Band News FM – Projetos da Câmara Municipal

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Assembleia Legislativa se une à Câmara Municipal na luta pelo voto aberto

Vereador Suíca (PT), deputada Luíza Maia (PT) e Paulo Câmara
Vereador Suíca (PT), deputada Luíza Maia (PT) e Paulo Câmara

Tendo como principal bandeira do mandato a luta por transparência na política, sobretudo no Legislativo Municipal, no início deste ano, ao assumir a presidência da Casa, Paulo Câmara deu entrada nos Projetos de Lei 03-2013 e 19-2013, que visam acabar com o voto secreto na Câmara Municipal de Salvador.

As proposições, em tramitação na Casa, suprimem à Lei Orgânica do Município e ao Regimento Interno o artigo que garante o voto secreto. Atualmente, a votação das contas do prefeito e os vetos do chefe do Poder Público municipal ocorrem nesse regime. Com a aprovação das propostas, estas votações passarão a ser abertas, garantindo ao cidadão o direito à informação de como seu parlamentar votou.

Assembleia Legislativa adere ao movimento

Na manhã da última segunda-feira (28), o parlamentar recebeu a visita da deputada estadual Luiza Maia (PT), por meio da qual a Assembleia Legislativa da Bahia voltou a tratar o fim do voto secreto, a partir da reapresentação da proposta de emenda à Constituição da Bahia. A ação evidencia que a causa está ganhando força no Estado.

Na oportunidade, os parlamentares combinaram que o fim do voto secreto será tratado em audiência pública conjunta das duas casas. A deputada também entregou ao presidente do Legislativo Municipal uma pasta contendo suas propostas de emenda à Constituição Estadual, extinguindo o voto secreto na Assembleia Legislativa da Bahia, além de uma moção de aplauso ao presidente pela iniciativa de propor o voto aberto na casa legislativa soteropolitana.

“Agradeço à deputada Luiza Maia pela moção e parabenizo por reapresentar na Assembleia Legislativa a proposta de Emenda à Constituição findando com o voto secreto. Estamos em sintonia e vamos caminhar juntos neste debate que é de interesse da sociedade”, afirmou o presidente Paulo Câmara.

 

Política Livre – Câmara e Assembleia vão debater voto aberto

Politica Livre_Voto aberto_28.05.2013
Politica Livre_Voto aberto_28.05.2013

Tribuna da Bahia – Câmara Municipal e Assembleia debatem o voto aberto

 

Tribuna da Bahia_Voto Aberto_29.05.2013
Tribuna da Bahia_Voto Aberto_29.05.2013

“Voto aberto fortalece a democracia”

pc_atardeTranscrição de artigo publicado hoje (22) no Jornal A Tarde

VOTO ABERTO FORTALECE A DEMOCRACIA

Paulo Câmara

Presidente da Câmara Municipal de Salvador

O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 estabelece que “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou coletivo”. Entretanto, paradoxalmente, e passados 25 anos, em determinadas matérias, e em várias casas legislativas do Brasil, o voto ainda é secreto. Uma prática anti-democrática, herança direta da ditadura, que precisa acabar.

Apresentei os Projetos de Lei 03-2013 e 19-2013 que  visam acabar com o voto secreto na Câmara Municipal de Salvador. As proposições suprimem à Lei Orgânica do Município e ao Regimento Interno o artigo que garante o voto secreto. Atualmente, a votação das contas do prefeito e os vetos do chefe do Poder Público municipal ocorrem nesse regime. Com a aprovação das propostas, estas votações passarão a ser abertas, garantindo ao cidadão o direito à informação de como seu parlamentar votou..

Nosso projeto pretende não apenas extinguir o voto secreto no Legislativo Municipal, mas estabelecer um novo padrão de transparência na política, reaproximando o parlamento do cidadão, com práticas mais contemporâneas. Este mesmo conceito de inovação e mudança de postura tem motivado outras ações que serão implementadas  na Câmara Municipal de Salvador, como a transmissão da TV Câmara em sinal aberto, com cobertura ao vivo das sessões, e a prestação de contas da execução orçamentária da Casa, através do Portal da Transparência (www.cms.ba.gov.br).

Em nível nacional, a Avaaz  (www.avaaz.org- uma comunidade global que luta pela ampliação dos direitos civis) lidera uma campanha pelo voto aberto no Congresso Nacional, que já tem 317.108 assinaturas, pregando que  “a impunidade e a corrupção têm florescido nessas brechas do processo político, e que precisamos de políticos que prestem contas aos seus eleitores, no caminho para uma reforma política ambiciosa e ampla para o Brasil”.

O movimento nacional se fortaleceu com a aprovação pelo Senado e encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados  da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 196/2012, que estabelece o fim do voto secreto, quando a matéria em plenário decidir sobre a perda de mandato. Uma outra proposta (PEC 349/01), mais ampla e que acaba com todas as votações secretas no Congresso, aguarda o segundo turno de votação no plenário da Câmara dos Deputados, após aprovação em primeiro turno.

A garantia do voto aberto entrou definitivamente na pauta nacional.  Apenas ao eleitor é garantido o voto secreto, pois não é mandatário de ninguém, e a ninguém presta contas de seu voto. Ao contrario, a única maneira de assegurar do detentor do mandato, ou mandatário, uma boa representação, deve ser pela prestação contas de seus votos. Com essa distinção, fica estabelecida a principal razão pela qual o voto deve ser aberto. Somente ao eleitor será garantido o direito ao voto secreto, e como o congressista o representa, o cidadão terá o direito durante o exercício do mandato às informações necessárias para avaliar sua atuação.

Por essas razões, cabe aos parlamentares extinguirem o voto secreto, como um passo importante na construção permanente da democracia no Brasil, em sintonia com o clamor popular pela ética e transparência na política. Assim como ocorreu com o episódio recente que culminou com o fim dos 14º e 15° salários no Congresso, creio que triunfará a campanha pelo voto aberto em todos os Parlamentos do país, sem distinção. Esse é um caminho inevitável, que a Câmara de Vereadores de Salvador pode se antecipar, resgatando seu pioneirismo original.

Defendo com firmeza que o voto deve ser aberto porque um senador, deputado ou vereador não pode e não deve se esconder atrás do voto. O mandato de um parlamentar não é seu, mas do povo que representa. Por isso ele tem a obrigação de ser transparente. Mais que uma condição para o exercício do mandato, isso é uma imposição da sociedade. Precisamos apenas ter coragem para saber ouvir e agir em sintonia com a vontade popular, com mais democracia, pelos interesses da ampla maioria.

 

A Tarde – Voto aberto fortalece a democracia

Em artigo Publicado no Jornal A Tarde, Paulo Câmara fala sobre a implantação do voto aberto para fortalecimento da democracia
A Tarde_Opiniao_Voto aberto_22.05.2013