Bicicletas para pessoas carentes

Foto: Divulgação - Instituto Mobilidade Verde
Foto: Divulgação – Instituto Mobilidade Verde

Desde o final do ano passado, moradores carentes do centro de São Paulo ganharam uma ajuda extra para trabalhar. O Instituto Mobilidade Verde lançou o projeto “Pedal Social”, que empresta bicicletas para pessoas em situação de rua chegarem ao trabalho. A bicicleta, além de ser um veículo sustentável, ocupa pouco espaço nas ruas e tem baixo custo de manutenção.

Tudo começou em 2010, quando o instituto fez uma pesquisa informal e descobriu que uma das maiores dificuldades das pessoas em situação de rua era chegar ao trabalho. Muitos deles conseguiam um emprego, mas não tinham como bancar o transporte no primeiro mês, até que recebessem o salário.

Como funciona
O projeto funciona da seguinte forma: pessoas previamente cadastradas pegam a bicicleta emprestada por um mês, até que tenham condições de arcar com o próprio transporte. O sucesso da iniciativa foi grande. As bikes são devolvidas em bom estado e a fila de moradores esperando para participar do projeto chega a quase 100 pessoas.

Conheça mais sobre o projeto 

Consumo colaborativo é tendência do futuro

Imagem:  Nosso Livro (http://www.nossolivro.com)
Imagem: Nosso Livro (http://www.nossolivro.com)

Há um consenso entre ambientalistas que a redução do consumo no mundo é fundamental para a preservação do planeta. Consumindo menos, extraímos menos recursos naturais e produzimos menos lixo. Uma tendência que começa a ganhar adeptos é a do consumo colaborativo.

O consumo colaborativo se fundamenta na troca de produtos ou na compra e uso compartilhado. Ao invés de comprar um livro novo, por exemplo, a pessoa troca um livro que ela já leu por outro que ela não leu com outra pessoa. Há amigos que compram juntos uma casa de praia, por exemplo, porque dividem os custos de manutenção e o imóvel é melhor aproveitado.

Compartilhando

O sistema de compartilhamentos pode ser formal ou não. Você pode adotar a prática entre amigos, familiares e colegas de trabalho ou então participar de uma comunidade mais formal, voltada para o compartilhamento de bens.

Na rede social Skoob, os usuários registrados podem trocar livros entre si. No site Enjoei funciona um bazar virtual, onde a pessoa pode colocar suas coisas para vender e comprar outras em bom estado. O site comercializa desde eletrodomésticos e objetos de decoração a roupas e calçados.

Carro compartilhado

Aos poucos, começa a se fortalecer a tendência do compartilhamento de carros. No Brasil, existe empresa Zazcar, em São Paulo, disponibiliza o serviço. Ao invés de comprar um carro, a pessoa aluga um automóvel e devolve em um dos estacionamentos conveniados. Assim, evita-se gastos de manutenção do carro, com estacionamento, além de diminuir a poluição e facilitar a mobilidade urbana.

Plataforma online de ensino incentiva o consumo consciente nas escolas

1175044_462858453812951_1239707484_nComo formar uma geração que se preocupa com a preservação do planeta? Muito simples. Uma das soluções está na educação. Se desde cedo as crianças conhecerem práticas ligadas à sustentabilidade vão crescer praticando e espalhando esse tipo de atitude.

O Instituto Akatu, que trabalha em prol da disseminação da cultura do consumo consciente, inovou nesse quesito. A redução do consumo e a escolha de produtos que agridem menos o meio ambiente são fundamentais para a diminuição da quantidade do lixo gerado e a conservação dos recursos naturais. A instituição criou uma plataforma online de ensino voltada para o tema, chamada de Edukatu.

Edukatu

O Edukatu foi lançado recentemente e é descrito como rede de aprendizagem para o consumo consciente e a sustentabilidade. Ao acessar e se cadastrar na plataforma, professores e alunos têm acesso a conteúdo de referência a respeito do consumo consciente, jogos e outras atividades lúdicas. O que chama a atenção no Edukatu é uma plataforma para que professores e alunos de todo o país compartilhem experiências vividas em sala de aula.

Conheça mais sobre o projeto.

 

Política Nacional de Resíduos Sólidos está na ordem do dia

Porgrama Nacional de Resíduos Sólidos-Vereador Paulo Câmara
Crédito Sansuy SA – Indústria de Plásticos.

Desde 2010, o Brasil conta com uma Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A LEI Nº 12.305 reúne diretrizes, metas e ações para gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos.

A Política é inovadora e é voltada para preservar o meio ambiente e diminuir a produção de resíduos sólidos. Entre suas determinações estão a extinção dos lixões, estímulo da coleta seletiva e o consumo sustentável.

Logística Reversa
Um dos pontos que mais chama a atenção é a norma da Logística Reversa, explicando melhor, pontos comerciais terão que viabilizar a coleta de alguns tipos de resíduos para que sejam devolvidos aos seus fabricantes e, se possível, reaproveitados. Alguns desses produtos são perigosos para o meio ambiente, como embalagens de agrotóxicos, lâmpadas, pilhas, baterias e eletrônicos, que não poderão ser descartados como lixos comuns.

Planos Estaduais e Municipais
Uma das obrigações previstas na lei é a elaboração de Planos Estaduais e Municipais de Resíduos Sólidos. Os municípios que não elaborarem um planejamento até 2014 não poderão contar mais com recursos do governo federal destinados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos.

Aterros
Os lixões deverão ser substituídos por aterros sanitários. Diferentemente do lixão, o aterro não funciona simplesmente como um depósito de lixo. Ele possui mecanismos que evitam a contaminação do solo e do ar, diminuindo os riscos de dano ao meio ambiente.

Salvador
Salvador é uma das poucas cidades do Estado da Bahia que tem aterro sanitário. São apenas 57 para um Estado de 417 municípios. O lixo de Salvador é enviado ao Aterro Sanitário Metropolitano Centro (AMSC), que recebe os resíduos de Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas. Estima-se que ele receba em média, 50 mil toneladas de lixo por mês.

A equipe de reportagem do vereador Paulo Câmara buscou informações junto à Limpurb sobre o Plano de gestão integrada de resíduos sólidos de Salvador, e foi informada de que o projeto já está pronto, mas ainda não foi publicado. Em breve, ele deverá ser enviado à Câmara Municipal para apreciação dos vereadores.

 

Salvador ganha programa de uso compartilhado de bicicletas

Estação de Bicicleta em Olinda Foto: Divulgação - Prefeitura Municipal de Olinda
Estação de Bicicleta em Olinda
Foto: Reprodução – Prefeitura Municipal de Olinda

Os moradores de Salvador ganharão mais um estímulo para deixar o carro em casa e andar de bicicleta. No próximo domingo (22) será lançado o “Movimento Salvador vai de bike”, projeto de compartilhamento de bicicletas.

Cada pessoa deve procurar uma estação do programa e poderá usar uma bicicleta por até 45 minutos. Depois, é só devolver na próxima estação. Se não devolver, o usuário pagará uma multa de R$5 por cada meia hora de atraso. Encargos também serão cobrados em caso de dano ao equipamento.

Implantação
Para participar do projeto, é necessário realizar um cadastro no site do “Movimento Salvador Vai de Bike”, a ser lançado ainda esta semana. Será cobrada uma taxa anual de R$10 para desfrutar do serviço. No dia a dia é necessário ou ligar para a central telefônica do projeto ou usar um aplicativo para smartphones ou ainda usar o Salvador Card para retirar as bikes.

Na primeira fase serão disponibilizadas 50 bicicletas divididas em cinco estações. Elas estarão localizadas na Praça Castro Alves, Praça da Piedade, Praça do Campo Grande, Porto da Barra e Barravento. Até o fim do ano, a previsão é que Salvador conte com 400 bikes divididas em 40 estações.

Tendência
O Movimento é uma iniciativa do Banco Itaú em parceria com a Prefeitura de Salvador. Projetos semelhantes foram implantados pela instituição em outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.

O projeto segue a tendência mundial de tornar a bicicleta um meio de transporte público, o que gera menor poluição, diminui os engarrafamentos e estimula as pessoas a praticarem atividades físicas. Programas de uso compartilhado de bikes já existem em algumas cidades do mundo como Barcelona, na Espanha, e Paris, na França.

Criatividade é aliada da sustentabilidade

Reciclagem-Paulo Câmara
Foto: Umbrella Skirt-CeciliaFelli: Site Young Designer

A criatividade é uma grande aliada da sustentabilidade. A todo momento pessoas estão transformando objetos que já não tem utilidade em outros produtos. Alguns dos pilares para uma atitude mais sustentável são consumir menos, produzir menos lixo e promover a reciclagem.

O site Ciclo Vivo tem uma seção dedicada somente à reciclagem. Produtos como guarda-chuvas, frigideiras e até mesmo lâmpadas queimadas ganham nova utilidade. Separamos aqui algumas boas ideias.

Guarda-chuva que vira saia
A designer italiana Cecilia Felli, uma apaixonada por reciclagem, criou a “Umbrella skirt” (ou saia de guarda-chuva). Ela percebeu que por serem objetos frágeis rapidamente iam para o lixo. Criativa, ela teve ideia de transformar seus restos em uma peça de roupa.

Os produtos estão à venda no site Supermarket, mas é fácil fazer a peça em casa. A saia pode ser costurada à mão mesmo e você só precisa de material de costura, elástico e um retalho na forma de tira.

É só retirar a armação do guarda-chuva e o cabo. Depois, corte a parte central e abra a peça com cuidado. Meça na cintura da pessoa que vai usar a saia e costure a lateral. Costure também um elástico na cintura e cubra o elástico com o retalho.

Sacolas plásticas que se transformam em jogo americano
Um resíduo frequente nas nossas casas são as sacolinhas plásticas. Elas se acumulam nas nossas despensas e muitas vezes não sabemos o que fazer com elas. A designer Tiffany Threadgould conseguiu aproveitar o material para confeccionar jogos americanos.

O primeiro passo é separar três sacolas, cortar o fundo e virá-las do avesso. Coloque as sacolas entre duas cartolinas e passe ferro à temperatura média. Tem que fazer com muito cuidado para não queimar o papel. Pegue uma régua e corte os descansos no formato desejado. Arredonde as pontas com a tesoura e depois é só decorar a gosto.

Bambu é opção sustentável para a construção

Bambu-Construção sustentável-Vereador Paulo Câmara
Foto: Jornal A Tarde

Os pés de bambu que enfeitam o acesso ao aeroporto de Salvador são bonitos de se ver. Também são bonitos os móveis feitos dessa madeira que encontramos geralmente em casas de praia. O bambu não é somente uma boa escolha estética, mas se revela também um grande aliado da sustentabilidade.

Por ser uma madeira de baixo custo e rápido crescimento é apontado por alguns especialistas como a “madeira do futuro”. Usando-se o bambu no lugar de outras madeiras, contribuímos para a preservação de nossas florestas. Ao contrário das árvores, o bambu não precisa morrer para que colha a madeira. Cada vez que se poda a planta, ela rebrota. Outra vantagem é que enquanto árvores precisam de 20 anos ou mais para ficar prontas para a extração da madeira, o bambu pode ser colhido após cinco ou seis anos após o plantio.

 

Foto: Reprodução/ Sérgio Goulart arquiteto e urbanista
Foto: Reprodução/ Sérgio Goulart arquiteto e urbanista

 

Uso

Esse material aparece em móveis, objetos de decoração e até mesmo na estrutura de casas. Na China, ele é usado na construção de casas há mais de quatro mil anos. A organização chinesa International Network for Bamboo and Rattan (Inbar) estima que mais de 1 bilhão de pessoas habitam construções desse tipo em todo o mundo. Em países como Colômbia e Equador o bambu já é usado em conjuntos habitacionais populares por causa do baixo custo.

Mudanças simples ajudam a reduzir o nível de CO2 no planeta

Vereador Paulo Câmara-Pegadas de Carbono
Foto: AENOR BRASIL

A maioria das atividades humanas libera gás carbônico (CO2) na Terra. Quanto mais combustíveis fósseis estas atividades consumirem, mais gás será liberado. Quando o CO2 está em alta concentração na atmosfera se torna poluente e contribui para males ambientais, como o aquecimento global.

Vários projetos ao redor do mundo têm incentivado as pessoas a medirem as suas “pegadas de carbono”, termo usado no conceito de Pegada Ecológica, uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais. Deste modo, estimulam as pessoas a consumirem menos e a diminuírem os impactos ambientais causados por suas atividades.

Redução do consumo

A quantidade de “pegadas de carbono” produzidas tem muito a ver com o estilo de vida. Combustíveis fósseis são consumidos no funcionamento de máquinas industriais, no transporte de produtos e na produção de plástico, por exemplo.

Formas simples de diminuir as pegadas são evitar comprar sem necessidade, reduzir o uso de produtos descartáveis, reciclar o lixo, diminuir o consumo de produtos industrializados e dar preferência a mercadorias produzidas em locais próximos onde se vive.

Outro jeito de reduzir a concentração de gás carbônico na atmosfera é plantando árvores. A vegetação capta o gás para fazer fotossíntese e libera oxigênio no lugar. Quem não pode plantar uma muda no quintal de casa, pode contribuir com projetos de reflorestamento para compensar as “pegadas de carbono” que deixam na atmosfera. Essa é a tendência de alguns projetos sociais existentes.

Conheça o Projeto “Carbono Neutro Pratigi”, realizado na Bahia, que refloresta margens de nascentes e gera renda para agricultores e familiares:

Calcule sua pegada aqui.

Educadora FM – Paulo Câmara fala sobre IPTU Verde

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