“Acho inadmissível o governo estar há seis anos sem dar aumento”, diz Paulo Câmara

Por Jefferson Beltrão
Foto: Felipe Iruatã / Ag. A TARDE

Ser deputado da base não é ser subserviente. O recado é do deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), para quem os governistas se calam diante do “escândalo produzido pelo governo da Bahia” durante a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. “Quanto custa esse silêncio?”, indaga. Nesta entrevista, também transmitida pela TV Alba (canal aberto 12.2 e 16 na Net), Câmara defende a “responsabilidade” do governo pelo aumento dos combustíveis, fala de seus projetos e faz uma crítica ao PSDB. “O partido perdeu muito nos últimos anos”.

A Assembleia Legislativa aprovou este ano dois projetos de sua autoria sobre transtornos de aprendizagem e dislexia. Qual o significado dessa conquista?

Esses projetos passaram a dar mais sentido ao meu mandato. Eu era um leigo no assunto. Quando fui procurado pela DislexBahia [Associação Baiana de Dislexia], descobri que quase 18 milhões de brasileiros são disléxicos. Na Bahia, de cinco a 17% da população. Com esses projetos, que são a [instituição da] Semana Estadual de Conscientização e Informação sobre a Dislexia e Transtornos de Aprendizagem e a adoção do laço azul e amarelo nos eventos relacionados ao tema, foi pra gente fazer uma pauta pública. E falta o quê? Treinar, capacitar e habilitar os professores e diretores das escolas a fazer o diagnóstico e o encaminhamento. Uma criança de sete anos que não sabe ler é porque tem dificuldade de compreender as letras. Mas são pessoas tão inteligentes ou mais do que nós.

É de sua autoria uma indicação ao governador Rui Costa para que se inclua na Lei Orçamentária Anual a previsão de recomposição inflacionária de 44%, calculada desde 2015, para os servidores públicos estaduais. Tem clima para aprovação?

E muito. O governo tem um caixa de quase R$ 5 bilhões. O índice da folha de pessoal é de 38%, bem abaixo do limite prudencial. O governo pode fazer o planejamento. O que acho inadmissível é o governo estar há seis anos sem nenhum aumento ou recomposição salarial. Que divida, dilua, mas comece a fazer. O Supremo Tribunal Federal decidiu que o Estado é competente para dizer se irá ou não fazer a recomposição. E se ele entender que não deve fazer, precisa informar na Lei Orçamentária Anual. Nas últimas seis leis, inclusive na que está na Casa neste momento, o governo não deu nenhuma justificativa, descumprindo até a decisão do STF.

O senhor tem pedido esclarecimentos ao governo sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste que, na sua avaliação, resultou em prejuízo de R$ 100 milhões para os estados que participaram do processo. O que há de novidade no caso?

Não é questão de novidade. O que vejo é o silêncio ensurdecedor por parte do governo. Essa ação foi feita aqui. O [ex-]secretário Bruno Dauster, que era o braço direito e o esquerdo do governador, foi o responsável por tocar esse projeto. Bruno Dauster se envolveu numa coisa que não era da sua competência. Ele era o chefe da Casa Civil. A Cristiana Prestes, empresária envolvida na denúncia, disse à polícia que o secretário quis estuprar o Estado, majorar o preço de 22 mil para 35 mil dólares. E quem foi o servidor do Estado que fez a nota técnica habilitando como séria e idôneaa empresa [Hempcare, que deixou de entregar respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste]? Quem foi o servidor público que adulterou o parecer da Procuradoria-Geral do Estado? Eu quero esclarecimentos. O que temos é o silêncio desta Casa, como se fosse um anexo do governo. Ser deputado da base não é ser subserviente. Espero agora que, com o processo na mão do Ministério Público Federal, do Superior Tribunal de Justiça e a investigação da Polícia Federal, os culpados possam ser punidos.

Qual a dificuldade para discutir mais o assunto?

Para um requerimento de [criação de uma] CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] são necessárias 21 assinaturas. A oposição é composta por 16 deputados. Depende do conjunto dos deputados. Eu respeito e compreendo a posição de todos, mas se calar diante de um escândalo que foi produzido no governo da Bahia, isso não. Não dizer porque foram pagos R$ 100 milhões antecipados sem [receber] nenhum tipo de material, isso é irresponsabilidade. Quanto custa esse silêncio? O [ex-]secretário até hoje recebe quase R$ 13 mil da Bahiagás como conselheiro. Por que isso? E o silêncio é o que recebo do governo.

O senhor insiste em responsabilizar o governo estadual pelo aumento do preço dos combustíveis na Bahia, mesmo sendo contestado por deputados da situação. Com base em que defende essa posição?

Com base em dados, números e no Diário Oficial da União. Querer colocar a responsabilidade só no governo federal é uma irresponsabilidade do governo da Bahia. O governo federal e a Petrobras têm responsabilidade pelo aumento da gasolina, mas o governo da Bahia também. E provei com dados. Através do Confaz, Conselho Nacional de Política Fazendária, as secretarias da Fazenda se reúnem quinzenalmente e o preço médio ao consumidor final, que se chama preço de pauta, é determinado pelo estado que solicita. A gasolina era R$ 4,40 em janeiro de 2021. Em julho, R$ 6,06, a pedido da Secretaria da Fazendo da Bahia. Um aumento de 37% na base de cálculo do ICMS. O que o governo tenta dizer? Que não mexeu na alíquota, travada em 27%. Mas mexe no cálculo da base do ICMS. A Bahia, através da Secretaria da Fazenda, também é responsável por essa gasolina. Provei, apresentei os dados, e o que fizeram? Tentaram desconstruir a minha narrativa sem apontar os documentos que foram apresentados. Então, quem é o grande fakenews? Esse governo da propaganda enganosa.

O senhor tem sido um crítico do governo também em relação aos critérios adotados para a volta das aulas na rede estadual de ensino. O que faltou para que a volta se desse com mais agilidade?

Competência. Você acha que fico feliz em saber que a Bahia é o pior estado em educação? É um demérito. A Bahia ficou um ano e quatro meses sem um dia de aula. E você não vê ninguém falando? Porque o secretário da Educação é amigo pessoal do governo? Não se pode misturar educação com amizade. Tem que tratar com competência. Quero saber quem vai reparar esse prejuízo. É um desrespeito à Bahia e uma incongruência. Enquanto a Bahia é o pior estado em educação, é o campeão no índice de homicídios. Assim não dá.

O senhor faz uma série de críticas, mas existem ações do governo com as quais se vê alinhado?

Críticas construtivas. Jamais coloquei meu mandato pra fazer politicagem, nem pra obstruir o que seria coerente com minha vida pública. O governo tem acertos. Quando mandou a reforma da Previdência, fui o único deputado a subir pra defender. Quando do empréstimo de R$ 500 milhões para a Embasa, que estava saneada, tinha liquidez e podia captar o recurso para investimentos na Bahia, contou com o meu apoio. Projetos que são importantes para a Bahia têm o meu apoio irrestrito. Eu dei a sugestão, inclusive, ao vice-governador João Leão: quantos ativos o governo tem que podem ser leiloados para captar recursos? Tudo que for matéria de gestão e for importante terá o meu apoio. Não é porque sou contra o PT que não irei votar a favor.

O PSDB e o deputado Paulo Câmara já decidiram qual nome vão apoiar na corrida ao Palácio de Ondina em 2022?

Estou ao lado do pré-candidato ACM Neto. Um jovem que pode trazer resultados para o estado, porque precisamos resgatar a autoestima dos baianos. O atual governo tem acertos mas muito mais defeitos. Os índices da educação e da violência são os piores. Temos o maior número de desempregados do Brasil. O que esse governo fez pelo turismo? A Bahia virou a porta de entrada para o tráfico. E você vê o secretário da Segurança Pública dizer que o policial morre porque tem muito policial na rua. Que é bom trazer impostos para o narcotráfico. Nunca vi isso na minha vida. A Bahia precisa avançar muito mais.

O apoio a ACM Neto chega ao ponto de pleitear uma vaga na chapa?

Será uma decisão da executiva estadual. Envergadura moral e bons nomes nós temos. O ex-prefeito de Mata de São João, João Alberto; o deputado federal Adolfo Viana, o [deputado estadual] Tiago Correia, que, inclusive, já trabalhou com ACM Neto na Limpurb. Nomes qualificados e preparados. Se o ex-prefeito assim entender, temos bons nomes para apresentar.

O PSDB oficializou quatro pré-candidatos à presidência para disputar as prévias do partido: os governadores João Doria e Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. O PSDB caminha para um racha?

O partido está fazendo uma limpeza interna. Não é retirada de deputados ou senadores. É a gente se autoconhecer. O PSDB perdeu muito nos últimos anos. Era o partido da credibilidade, da ascensão. Mas em 2018 tivemos o pior resultado. E esse debate interno tem que ser feito para que possamos conseguir um objetivo comum. A roupa suja tem que ser lavada. Se haverá um racha? Espero que não.

Por que o PSDB chegou a essa situação?

Por falta de posicionamento. O PSDB se perdeu um pouco de 2014 pra cá, por não compreender o que o seu eleitorado queria, por ter posições contrárias ao que sempre pregou. Agora, precisa colocar a sandália da humildade, ver os erros que foram cometidos e fazer a depuração interna. Voltar ao PSDB que tinha respeito e credibilidade. E as prévias são a melhor forma de você realmente depurar o partido e ver quem pode chegar lá.

Enquanto o PSDB procura definir um candidato à presidência, ACM Neto dá sinais de que deve apoiar um candidato próprio. É uma incoerência, na medida em que ele terá o apoio do PSDB para o governo do estado?

Depende. O futuro a Deus pertence. Se o [candidato a] presidente for o Dória, o Eduardo Leite, o Arthur Virgílio, por que não pode ser o candidato de ACM Neto? Hoje pode não ser bom para ele, mas a política é dinâmica. Como vamos chegar ao final do ano? Tanta confusão nacional, fusões e migrações partidárias. Esse estágio é para ser debatido. Ainda não é hora de definir quem será o meu candidato a presidente. Mas se o PSDB tiver um candidato, tenho certeza que será um bom nome para o Brasil.

Os presidenciáveis tucanos não apresentam bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto. O que é preciso para uma virada de chave?

Tem que ter o convencimento. Se os candidatos têm rejeição, compete a eles convencer o eleitor. Eu sempre fiz essa crítica ao partido. Não adianta dizer que quer ser candidato se não diminuir a rejeição. A sigla hoje não ficou muito desejável. Então, com as prévias, dever de casa do PSDB: convencer a população de que é o partido de outrora. Se vai conseguir, aí é outra história.

Entrevista publicada no Jornal A Tarde

“Nosso desejo é que a PF encontre os responsáveis”, diz Paulo Câmara sobre investigação dos respiradores

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) afirmou nesta sexta-feira (23) ter expectativa de que a Polícia Federal (PF) possa encontrar os responsáveis pela escândalo dos respiradores. O caso é alvo de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, de acordo com publicação da VEJA, o governador Rui Costa (PT), que é considerado “potencial investigado”, foi ouvido pela PF.

“Já se passou mais de um ano e ainda seguimos sem resposta. A PF ouviu o governador e, agora, nossa expectativa é que as investigações avancem, de forma que possamos encontrar e punir o responsáveis por essa fraude que causou um rombo milionário aos cofres públicos da Bahia”, diz Câmara.

As investigações apontam que quase R$ 50 milhões foram pagos antecipadamente à empresa Hempcare, enquanto os respiradores nunca foram entregues. Em depoimento, Rui negou qualquer responsabilidade pela fraude. “A mim não cabe checar. Você imagina, no dia de hoje, quantas compras devem ter sido feitas no estado, milhares”, disse Costa no depoimento obtido por VEJA.

Para Câmara, é preciso que a investigação avance para evitar o “empurra empurra” de responsabilidade.

“Ninguém tem culpa, mas o dinheiro sumiu e nunca foi devolvido. É dinheiro do contribuinte, do povo da Bahia. É um caso escandaloso, de repercussão nacional. Alguém precisa pagar por isso”, frisou.

Esperamos que agora os responsáveis sejam punidos”, diz Paulo Câmara sobre envio de investigação contra Rui para CPI da Covid.

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) confirmou, nesta terça-feira (18), o envio, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), da investigação contra o governador Rui Costa (PT) para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, do Senado. A apuração é sobre a compra mal sucedida de respiradores, que completou recentemente um ano e resultou em prejuízo milionário aos cofres do estado.

“Não vamos fazer nenhum julgamento prévio, mas precisamos de uma investigação minuciosa para apurar responsabilidades e punir os culpados. Estamos falando de uma compra que gerou prejuízo ao estado, uma vez que os valores foram pagos antes do recebimento dos respiradores, que nunca foram entregues. É um caso absurdo e que merece uma investigação aprofundada”, disse o deputado.

Câmara já havia defendido que o caso fosse analisado pela CPI da Covid. “Nossa expectativa é de que a CPI possa oferecer respostas que nós ainda não temos, mas que o povo da Bahia exige. Esse envio da investigação pela PGR à CPI é um avanço. Vai ser uma oportunidade para esclarecer os fatos”, frisou.

O caso já passou por auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que identificou “indícios de irregularidades nas aquisições realizadas para suprir as necessidades de respiradores/ventiladores pulmonares”. As estimativas apontam prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos dos estados nordestinos que participaram da compra.

Paulo Câmara pede reabertura de barbearias e salões de beleza em Salvador

Uma nova Indicação apresentada à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), de autoria do deputado estadual Paulo Câmara, sugere ao prefeito de Salvador, ACM Neto, a reabertura de barbearias, salões de beleza e estabelecimentos de atividades congêneres, com observância às normas de segurança para proteção dos profissionais e clientes.

A proposição sugere a revogação do Decreto Nº 32.280/20, que estabelece medidas restritivas para este tipo de atividade, como o fechamento desses estabelecimentos, levando em consideração que essa categoria vem sofrendo as consequências da falta de trabalho há 90 dias, estando sem condições de trabalhar para garantir o sustento de suas famílias.

“Vale salientar que a grande maioria da categoria são trabalhadores autônomos, cuja renda advém da realização por serviço e somente conseguem ganhos se houver trabalho. A atividade torna-se essencial, portanto, uma vez que não se trata de supérfluo, mas de cuidado com a higiene e a saúde”, destacou Paulo Câmara.

Medidas – Para o retorno das atividades com segurança, o projeto prevê medidas que devem ser tomadas pelos estabelecimentos, como o uso de equipamentos de proteção individual, higienização com desinfetantes na entrada, tapetes esterilizados, aferição de temperatura com termômetro, esterilização dos equipamentos de acordo com as normas de segurança e higiene pessoal, disponibilização de pia social e álcool em gel, uso obrigatório de luvas, protetor facial, bem como o uso obrigatório de máscara.

Auxílio Emergencial – Coronavírus

O Auxílio Emergencial aprovado pela Câmara Federal tem despertado muitas dúvidas na população. Quem tem direito? De quanto será? Por quanto tempo? Quais são as regras?

Em meio a tantos questionamentos, elaboramos um resumo de tudo que você precisa saber sobre esse novo benefício pecuniário que tem o intuito de amenizar os impactos causados pelo isolamento social e interrupção das atividades comerciais e profissionais, principalmente entre os mais pobres. Confira!

O que é o auxílio emergencial?

É um benefício de R$ 600 por mês para trabalhadores autônomos, desempregados e microempreendedores de baixa renda, com objetivo de proteger segmentos mais vulneráveis em meio à crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus.

Quem tem direito?

  • Maiores de 18 anos, sem carteira assinada.
  • Quem não recebe aposentadoria ou benefício assistencial como o BPC
  • Quem tem renda familiar inferior a três salários mínimos (R$ 3.135) ou renda per capita (por membro da família) inferior a meio salário mínimo (R$ 522,50).
  • Quem teve rendimentos tributáveis abaixo de R$ 28.559,70 em 2018.
  • Trabalhadores registrados como microempreendedor individual (MEI).
  • Autônomos que contribuem de forma individual ou facultativa para o INSS.

Quem não tem direito?

  • Trabalhadores registrados na CLT.
  • Funcionários públicos, mesmo que sejam temporários.
  • Todos aqueles com rendimento mensal superior a meio salário mínimo ou renda familiar acima de três salários mínimos.

É preciso estar inscrito no Cadastro Único?

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) será usado para facilitar a liberação do benefício, mas o texto aprovado na Câmara não prevê essa obrigatoriedade.

Como a renda familiar será verificada?

A verificação será feita por meio do CadÚnico para os inscritos no sistema. Os não inscritos farão autodeclaração por meio de uma plataforma digital a ser disponibilizada.

Como será feito esse pagamento?

Esse benefício será pago por instituições financeiras públicas federais por meio de contas do tipo poupança social digital. A abertura dessa conta será automática em nome do beneficiário. As contas já existentes dos beneficiários também poderão ser usadas.

E quem recebe o Bolsa Família?

O auxílio emergencial não poderá ser acumulado com o bolsa família. No entanto, os beneficiários do programa podem optar por receber o auxílio emergencial no lugar do Bolsa Família, já que tem um valor maior.

Tem um limite de benefícios por família?

Até duas pessoas por família poderão receber o benefício, limitado a R$1.200 por família.

As mulheres que sustentam suas famílias sozinhas poderão acumular individualmente dois benefícios, no valor total de R$1.200.

E quanto tempo vai durar?

Terá duração inicial de três meses, com possibilidade de prorrogar por mais três meses durante o período de enfrentamento emergencial do coronavírus.

OBS: Essas informações são baseadas no texto aprovado na Câmara Federal e no Senado. A proposta ainda precisa ser sancionada pelo Governo Federal.

“Adab é uma jovem instituição que precisa ser melhor cuidada”, critica Paulo Câmara

Membro da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) registrou, hoje, os 20 anos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), comemorados neste ano, e criticou as condições pelas quais passa o órgão. “A Adab é uma jovem de 20 anos que precisa ser melhor cuidada, melhor gerida. Ao órgão falta reestruturação do seu quadro técnico e dos cargos de confiança, ampliação do número de servidores para melhor atender ao estado, sobretudo nas fronteiras, que estão bem desprotegidas, além de condições mínimas para atuar nos postos fiscais”, criticou Paulo Câmara.

No dia 13 de junho, o deputado promoveu um amplo debate na AL-BA para tratar das condições em que se encontra a Adab, com a presença de dezenas de representantes de entidades do setor, como a Associação dos Fiscais Agropecuários da Bahia (AFA-BA); a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb); a Federação Nacional dos Servidores de Fiscalização Agropecuária (Unafa); a Superintendência Federal de Agricultura (SFA), entre outras, além de fiscais da própria Adab.

Na ocasião, diversos problemas foram apresentados pelos representantes do setor, entre eles, a perda de representatividade nacional – antes a Adab era uma referência no Brasil, hoje ocupa a penúltima posição.

“Ao mesmo tempo em que o setor que representa mais de 23,5% do PIB do estado cresce de maneira exponencial, quem devia acompanhar e fiscalizar, decresce. Ou seja, não está tendo a devida atenção do Governo do Estado. Ou se toma uma providência enérgica para fortalecer a Adab ou então o estado pode sofrer sérios prejuízos caso seja atingido por pragas e venha a afetar toda a cadeia produtiva, com desemprego, empobrecimento regional, falta de credibilidade e confiança”, disse.

Exporural – A Adab está participando da Exporural 2019, que também está na sua 20ª edição este ano. A feira agropecuária começou no sábado (10) e segue até o próximo domingo (18), no Parque de Exposições, em Salvador.

Setor do agronegócio faz duras críticas às condições da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia

Membro da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) promoveu um amplo debate na manhã de hoje (13), para tratar das condições em que se encontra a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). O encontro contou com a presença de dezenas de representantes de entidades do setor, como a Associação dos Fiscais Agropecuários da Bahia (AFA-BA); a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb); a Federação Nacional dos Servidores de Fiscalização Agropecuária (Unafa); a Superintendência Federal de Agricultura (SFA), entre outras, além de fiscais da própria Adab.

Dentre os diversos problemas apresentados pelas instituições que representam o setor, destacam-se a necessidade de indicações técnicas para os cargos de confiança, como diretoria, coordenação e gerência, uma vez que a agência está perdendo representatividade nacional – antes era uma referência no Brasil, hoje ocupa a penúltima posição; a iminência de o estado ser atingido pela Peste Suína, Mosca da Carambola e Monilíase do Cacaueiro e não ter condições mínimas para atuar com postos sem fiscais, estrutura física e de pessoal administrativo a desejar, bem como veículos sem combustíveis e equipamentos inoperantes. A categoria também pede a realização de concurso público para atender minimamente às demandas do estado.

“Saio daqui estarrecido com tudo o que ouvi. Um órgão tão importante para o nosso estado está sendo desmantelado. Ao mesmo tempo em que o setor que representa mais de 23,5% do PIB do estado cresce de maneira exponencial, quem devia acompanhar e fiscalizar, decresce. Ou seja, não está tendo a devida atenção do Governo do Estado. Ou se toma uma providência enérgica para fortalecer a Adab ou então o estado pode sofrer sérios prejuízos caso seja atingido por essas pragas e venha a afetar toda a cadeia produtiva, com desemprego, empobrecimento regional, falta de credibilidade e confiança”, criticou Paulo Câmara.

Outros dados apresentados na audiência mostram que a Adab teve queda de 60% no seu quadro nos últimos anos e que, apesar do potencial produtivo em ascensão, o estado é vulnerável a pragas dada a sua extensão territorial. Neste quesito, um dos pontos chaves defendidos pela Unafa é a segurança alimentar, primordial em todas as etapas da cadeia produtiva, e que só pode ser garantida através do trabalho dos servidores da Adab.

Paulo Câmara vai levar todas essas demandas para a pauta do dia da Comissão de Agricultura e Política Rural da Alba e vai cobrar um posicionamento do governo estadual sobre as medidas a serem adotadas. Além do deputado, participaram da mesa Urbano Pinchemel, representando a AFA; Rui Dias, diretor da Faeb; Dimas Oliveira, da Unafa; além de Carlos Fernando, da SFA. A ausência de um representante da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquacultura (Seagri) foi duramente critica na audiência.

Paulo Câmara convida João Doria para a Bahia Farm Show

Em viagem a São Paulo, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) convidou o governador paulista João Doria para participar da Bahia Farm Show, a maior feira do agronegócio do Norte e Nordeste do Brasil, que será realizada de 28 de maio a 1º de junho, em Luís Eduardo Magalhães (LEM), no Oeste da Bahia. O encontro ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo estadual, com a presença de Antonio Imbassahy, secretário especial e chefe do Escritório de Representação do Estado de São Paulo em Brasília (Egesp), e de uma comitiva de LEM composta pelo vereador Felipe Fernandes, além de Júnior e Hernanee Marabá, grandes lideranças da região.

“Foi uma audiência bem produtiva, pois além de convidá-lo oficialmente para a Bahia Farm Show, tivemos a oportunidade de conversar sobre as perspectivas de investimentos do governo para São Paulo, que dá exemplo de gestão para todo o Brasil”, avaliou Paulo Câmara.

Oposição e governo divergem sobre os 100 dias do 2º governo Rui

Paulo Câmara disse que o 2º governo Rui Costa precisa melhorar. “O que vejo são ações corretivas. Mas qual o projeto para 2019?”, questionou

A oposição e o governo divergem sobre os dias 100 dias da segunda gestão do governador Rui Costa (PT). Ambos concordam, no entanto, que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem deixado a desejar nos primeiros meses. Para o deputado estadual Alan Sanches (DEM), a segunda administração do petista baiano iniciou sem novidades. “O que tenho visto é muita queixa da base aliada. Falta de atendimento, falta de  atenção. E ainda não vi uma marca. O que vejo é um pacote de maldade sendo introduzido. Esse início de governo há um piora muito acentuada. Mas é cedo para fazer uma avaliação exata”, pontuou, em entrevista à Tribuna.

Sobre o governo Bolsonaro, que colecionou recuos em declarações e medidas diante de repercussões negativas nos 100 dias, o democrata afirmou que tem um “bate cabeças”. “Acho que está dando algumas cabeçadas, mas ainda estou com muita esperança de que a gente consiga acertar, porque acertando, melhora a nossa economia, o nosso desenvolvimento, a visão internacional do país. Não dá para Bolsonaro ficar dando cabeçadas com essa briga ideológica. Agora, é sentar na cadeira, acabou a campanha, e trabalhar pelo Brasil”, afirmou.

Na mesma linha, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) disse que o segundo governo de Rui Costa precisa melhorar. “É um governo de continuação e deveria ter um planejamento para um segundo mandato. O que vejo são ações corretivas. Mas qual o projeto para 2019? Falar de VLT é passado. Faltar de metrô é passado. Falar de linha amarela, vermelha, azul, é passado. Para o segundo o mandato, o que teremos de novo? Ainda não vi efetivamente”, criticou. O tucano afirmou, ainda, que não pode deixar de apontar os erros da gestão de Bolsonaro mesmo tendo apoiado o presidente. “Precisa sair um pouco mais da mídia e chamar para si a liderança do processo. Mais de 50 milhões de brasileiros apostaram em um novo governo e precisa que ele lidere isso”, afirmou.

Líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rosemberg Pinto (PT) defendeu o governador, mas cutucou o presidente. “O governador Rui Costa tem dado continuidade ao desenvolvimento da Bahia, enquanto o governo de Bolsonaro tem feito muitas atrapalhadas. Tem sido chacota de lideranças, enquanto Rui Costa tem servido de exemplo de como administrar um estado. Aqui eu espero que a Assembleia aprove os projetos que possam dar conforto ao governador, que nos 100 dias tem atendido as demandas do estado baiano”, ressaltou.

Fonte: Tribuna da Bahia