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Tribuna da Bahia – Maria da Penha Vai Às Escolas
Câmara aprova projeto Maria da Penha Vai às Escolas

Despertar nos estudantes o interesse sobre assuntos ligados aos Direitos Humanos, especialmente os que envolvem o combate à violência contra a mulher. Esse é o principal objetivo do vereador Paulo Câmara com o Projeto Maria da Penha Vai às Escolas, através dos Projetos de Indicação N.os 96 e 97/2015 endereçados ao prefeito de Salvador, ACM Neto, e ao governador da Bahia, Rui Costa. As duas proposições foram aprovadas no plenário da Câmara, na sessão ordinária de ontem (6).
A iniciativa propõe a criação de material didático e ações que tratem de uma forma lúdica, dentro do ambiente escolar, o tema da violência doméstica contra as mulheres. A ideia é realizar atividades que visam à reflexão e a crítica sobre o tema e os meios de combatê-lo.
A proposta tem como modelo o projeto implantado em escolas da rede estadual de ensino do estado de Minas Gerais, lançado naquele estado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com a Secretaria de Educação. Lá, o projeto integra a Rede de Educação em Direitos Humanos da Subsecretaria de Direitos Humanos.
Botão Maria da Penha
O vereador Paulo Câmara vem reunindo esforços na Câmara Municipal para combater a violência contra a mulher. Após elaborar propostas para a implantação do Botão Maria da Penha junto à Prefeitura de Salvador em abril de 2013 e ao Governo do Estado da Bahia em janeiro de 2014, através dos projetos de indicação 269/2013 e 01/2014, o vereador lançou o aplicativo Botão Maria da Penha e aguarda implantação através de uma parceria com a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Nágila Brito, e equipe multidisciplinar.
Para implantar a iniciativa, Paulo Câmara também já se reuniu com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa; com o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Eserval Rocha; com a juíza Márcia Lisboa, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Salvador; além da coordenadora do Grupo de Atuação em Defesa da Mulher do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Márcia Teixeira.
Para ler os projetos Botão Maria da Penha Vai Às Escolas na íntegra, clique aqui.
PI 96 e 97/2015 – Indica a criação do Projeto Maria da Penha Vai às Escolas
Despertar nos estudantes o interesse sobre assuntos ligados aos Direitos Humanos, especialmente os que envolvem o combate à violência contra a mulher. Esse é o principal objetivo do vereador Paulo Câmara ao propor a criação do Projeto Maria da Penha Vai às Escolas, através dos Projetos de Indicação N.os 96 e 97/2015 endereçados ao prefeito de Salvador, ACM Neto, e ao governador da Bahia, Rui Costa.
A proposta tem como modelo o projeto implantado em escolas da rede estadual de ensino do estado de Minas Gerais, lançado naquele estado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com a Secretaria de Educação desde agosto de 2012. Lá, o projeto integra a Rede de Educação em Direitos Humanos da Subsecretaria de Direitos Humanos.
Dentro dessa iniciativa, foi criado material didático que trata de uma forma lúdica o tema da violência doméstica contra as mulheres. A ideia é realizar atividades dentro do ambiente escolar que visam à reflexão e a crítica sobre o tema e os meios de combatê-lo.
O projeto, que foi dado entrada na Câmara Municipal de Salvador no dia 11 de março de 2015, tem parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da Casa Legislativa e segue na ordem do dia para entrar na pauta de votação.
Conheça os projetos na íntegra:
PI Nº 97-2015 – Indica ao prefeito ACM Neto criação do projeto Maria da Penha Vai às Escolas
PI Nº 96-2015 – Indica ao governador Rui Costa criação do projeto Maria da Penha Vai às Escolas
O combate à dengue é uma tarefa de todos
Com a confirmação ontem (4) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, de que o Brasil vive uma epidemia de dengue concentrada em nove estados, nos quais foram registrados mais de 300 casos por 100 mil habitantes, o alerta chega para toda população do país.
Na Bahia, o aumento foi de 153% nos quatro primeiros meses em comparação ao mesmo período de 2014. Até o dia 24 de abril deste ano, foram notificados no estado 20.813 casos, contra 8.241 no ano passado, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) publicados em matéria do Jornal A Tarde.
Diante disso, aumenta a necessidade de que toda a população esteja envolvida nas ações de prevenção da doença, uma vez que, na Bahia, a “fragilidade” nas visitas de agentes de endemias nos municípios foi citada como um dos problemas para o aumento das notificações, como afirmou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Jesuína Castro, em entrevista ao A Tarde. “Um dos problemas para o controle é a falta de visitas dos agentes e a qualidade das que são feitas”, disse.
Já que o combate à dengue depende de todos, então vamos fazer a nossa parte? Veja algumas dicas para espantar o mosquito da dengue da sua casa:
Pratos de vasos com plantas – Elimine-os em áreas externas.
Plantas em água para enraizar – Mantenha a boca do recipiente protegida por algodão, papel alumínio, tecido, etc.
Ocos das árvores, bambus – Preencha com serragem ou areia.
Piscina – Se tratada de forma adequada, com cloro, não causam problemas; as lonas de proteção podem facilitar o acumulo de água. Colocar uma boia sob a lona para facilitar o escoamento da chuva.
Muros com cacos de vidro – Preencha com massa ou areia.
Vasos vazios, baldes, regadores – Mantê-los com as bocas para baixo.
Em áreas de obras – Vedar totalmente caixas de água e cisternas. Esvaziar e lavar semanalmente tambores e depósitos de água, recolher baldes e latas, verificar depósitos ou empoçamentos e encher com areia.
Lajes – Mantê-las limpas, com ralos desentupidos.
Lixeiras externas – Fazer furos na parte inferior.
Lixo doméstico – Manter o lixo ensacado e o recipiente tampado.
Pneus usados – Furar e encaminhar para a reciclagem sempre que possível; se utilizados como brinquedos infantis faça um furo na parte inferior; se ainda utilizáveis guardá-los secos e cobertos.
Pratos em vasos de plantas – Retirá-los.
Latas, garrafas, frascos em geral, vidros – Guardar somente o que for realmente necessário e sempre virados para baixo.
Objetos que possam acumular água – Mantê-los tampados ou emborcados.
Bahia celebra Nossa Senhora da Conceição
Um feriado antes do Natal e uma importante festa de largo no calendário de Salvador. As celebrações que marcam as homenagens a Nossa Senhora da Conceição da Praia são um momento de profissão de fé para os fiéis da padroeira da Bahia. Para além da comemoração profana, há o novenário de preparação para a festa da santa, que tem a sua culminância no dia 8 de dezembro.
Ciclo de comemorações
Neste ano, os festejos foram iniciados na última sexta-feira (28), com a abertura do novenário na Basílica da Conceição da Praia, no Comércio, e têm como tema os 160 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. As atividades foram organizadas pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição da Praia. As novenas acontecerão sempre às 19h30 na basílica. No dia 8, acontecerá a missa campal, a procissão e a parte não religiosa da festa.
História
O louvor a Nossa Senhora da Conceição da Praia é a festa religiosa mais antiga do Brasil, tendo a sua primeira celebração em 1550. De acordo com historiadores, Tomé de Souza, devoto da santa, teria ordenado a construção da primeira capela, ainda de taipa. A basílica existente hoje só foi erguida em 1739. Já o início da devoção à Imaculada Conceição em Portugal remonta a 1147, quando os portugueses conseguiram recuperar Lisboa do domínio dos mouros e por isso se tornaram devotos da Nossa Senhora.
Festa no Comércio
Após o novenário, as comemorações em homenagem à padroeira atingem o seu ápice sempre no dia 8 de dezembro. Feriado municipal em Salvador, nesta data ocorre a missa, o cortejo sai às ruas, e as barracas e músicas animam os que participam da festa “mundana”, realizada nas imediações da igreja e que lota as ruas do comércio.
Combate ao aedes aegypti é forma mais eficaz de prevenir a febre chikungunya
Dor de cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele. No idioma africano maconde, a palavra chikungunya significa “aqueles que se dobram”. A febre, transmitida pelo mosquito aedes aegypti, foi assim batizada devido ao seu principal sintoma, além dos já citados: dores muito fortes nas articulações – mãos, pulsos, dedos, pés e tornozelos. Inicialmente, a doença foi transmitida em solo brasileiro por pessoas que viajaram para o Caribe e lá foram infectadas.
O vírus tem avançado rápido no Brasil – já são mais de 800 casos em 15 estados. Cinco militares que serviram no Haiti foram diagnosticados com a doença em junho. Cerca de dois meses depois já havia 37 casos no país. Na Bahia, estado mais afetado pela doença, a cidade com mais casos é Feira de Santana. São 641 confirmados até o último dia 25. A faixa etária com maior incidência da doença é de 35 a 49 anos, com 29,64% das infecções no município.
Transmissão e sintomas
O vírus chikugungunya surgiu na Tanzânia em 1952. Apesar das dores físicas intensas, a febre tem baixa letalidade e é conhecida como prima da dengue por ter sintomas similares – embora os da nova doença sejas mais dolorosos – e o mesmo vetor de transmissão, o aedes aegypti, bastante conhecido como mosquito da dengue. A chikungunya é transmitida através da picada da fêmea de mosquitos infectados e também pode ser passada por outro tipo de mosquito, o aedes albopictus.
Prevenção
O modo de prevenir a doença é o combate ao mosquito. É preciso evitar deixa água limpa e parada exposta. Evitar jogar lixo e qualquer material que possa acumular água em terrenos baldios. Com a chegada do verão, o cuidado tem que ser redobrado. Não há um tratamento específico para a enfermidade e a profilaxia consiste em tratar os sintomas com analgésicos e anti-inflamatórios. Ao contrário da dengue, a chikungunya só tem um tipo. Quem pega uma vez fica imune. No entanto, evitar o contágio é essencial. Afinal, prevenir é melhor do que remediar.
Baiana de acarajé é parte da identidade baiana

Se o Elevador Lacerda e o Pelourinho podem ser considerados símbolos materiais da cidade de Salvador, a baiana de acarajé ocupa, sem dúvida nenhuma, a dimensão humana dessa representação. Aliás, uma simbologia mais que merecida, já que o ofício se popularizou de tal maneira que praticamente não há um lugar na cidade em que não encontremos uma delas, principalmente na orla e nos bairros mais boêmios.
A história das baianas de acarajé começou ainda no século XVI, no tempo da escravidão brasileira. Muitas escravas de ganho saíam na rua com os tabuleiros na cabeça vendendo os quitutes para gerar rendimentos para os seus senhores. O bolinho era comercializado pelas ruas e para divulgá-los as escravas gritavam: “acará jê”, expressão que em ioruba significa “bola de fogo (acará) para comer (jê). Muitas dessas vendeiras eram também filhas de santo e vendiam o acará para conseguir arcar com os custos das suas obrigações dentro do candomblé.
História
O acarajé é uma comida que tem sua origem nos ritos afro brasileiros. O bolinho feito de feijão, temperado com cebola, gengibre e camarão e frito no azeite de dendê é uma oferenda ao orixá Xangô e as suas esposas Oxum e Iansã, em referência ao mito sobre a relação que o santo teria com as duas últimas. No tabuleiro, além do acarajé, é vendido também o abará, o bolinho de estudante, cocada e o frango a passarinha. Como acompanhamentos tradicionais do bolinho, o cliente pode escolher vatapá, caruru, salada, pimenta e o cobiçado camarão seco.
Popularização
O ofício de baiana de acarajé se popularizou na década de 1970 e foi crescendo até se tornar um quitute símbolo da Bahia. Devido ao crescimento do negócio, as baianas de acarajé do estado criaram uma organização para representar a categoria: a Associação das Baianas de Acarajé e Mingau Receptivo e Similares do Estado da Bahia. Também devido à sua importância histórico-cultural, a baiana foi reconhecida como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2005 e Patrimônio Imaterial da Bahia, em 2012. Muitas delas são chefes de família e sustentam a si mesmas e os seus dependentes com a renda que tiram dos seus tabuleiros fazendo a alegria dos turistas e nativos que frequentam os bairros boêmios de Salvador.
Dia da Baiana
Para celebrar o Dia da Baiana de Acarajé em Salvador, comemorado na terça (25), será realizada às 10h, uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho.
Botão Maria da Penha aguarda instalação pelo Governo do Estado
O vereador Paulo Câmara fez uma nova visita, na tarde de ontem (18), à desembargadora Nágila Brito, no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-Ba), para uma reunião de acompanhamento da implementação do Botão Maria da Penha. O aplicativo faz parte de dois projetos de Paulo Câmara que indicam à Prefeitura de Salvador e ao Governo do Estado (Projetos Nºs 269/2013 e 01/2014, respectivamente) a criação de uma unidade exclusiva para atendimento ao Botão Maria da Penha.
A iniciativa visa combater os altos índices de violência doméstica e familiar, não só em Salvador, mas em todo o estado da Bahia. Segundo a desembargadora, agora só depende do Governo do Estado, que se encontra em fase de transição. Contato já está sendo mantido com uma profissional especializada para o treinamento dos guardas municipais e policiais que farão a ronda. Por parte da Prefeitura de Salvador, as viaturas serão disponibilizadas por meio da Secretaria de Segurança e Prevenção à Violência do Salvador (Susprev), cujo objetivo é intimidar os agressores e fazer valer a medida protetiva da Justiça. A ideia é que os veículos sejam plotados com a marca do Botão e circulem em locais onde vivem as mulheres em situação de risco.




